Medidas do desconfinamento que avançam na próxima segunda-feira:

O primeiro-ministro está a anunciar as medidas da terceira fase do plano de desconfinamento, na sequência da reunião de Conselho de Ministros.

As medidas do desconfinamento que avançam na generalidade do território nacional, na próxima segunda-feira, são as seguintes.

– Ensino secundário e ensino superior voltam às aulas presenciais

-Todas as lojas e centros comerciais voltam a abrir

– Restaurantes, cafés e pastelarias (máximo de quatro pessoas no interior ou seis, por mesa, em esplanada), até às 22h (ou 13h aos fins de semana e feriados)

– Cinemas, teatros, auditórios, salas de espetáculos com público

– Lojas de cidadão com atendimento presencial, mas com marcação

– Modalidades desportivas de médio risco podem ser praticadas

– Eventos exteriores com diminuição de lotação

– Casamentos e batizados com 25% de lotação

Famalicão: Atos de vandalismo esta madrugada em Brufe

Vários carros estacionados na rua Manuel Silva Lopes, em Brufe, foram vandalizados na madrugada desta quinta-feira.

Ao Cidade Hoje chegaram relatos desta situação, com populares a darem conta de vidros partidos. Os atos terão sido cometidos por jovens e a GNR foi chamada ao local.

O presidente da Junta de Freguesia, Carlos Gomes, confirma estes relatos e avança que a autarquia vai solicitar à GNR uma maior atenção para esta zona, junto à escola do Carvalho, pedindo maior policiamento.

SILBA, a vacina portuguesa prestes a ser testada em humanos

Chama-se SILBA a primeira vacina portuguesa contra a covid-19. Ainda está na fase de ensaios, mas os primeiros resultados em animais revelaram-se promissores.

Está a ser desenvolvida pela Immunethep, empresa sediada em Cantanhede. A biotecnológica portuguesa antevê iniciar os ensaios clínicos em humanos nos próximos meses.

Esta vacina tem a particularidade de ser de administração intranasal, o que permite maximizar a imunidade ao nível das mucosas pulmonares, canal preferencial de entrada do vírus no organismo.

A Immunethep mantém uma parceria com a PNUVAX, fabricante global de vacinas no Canadá e continua a desenvolver esforços para a concretização do investimento necessário por parte das entidades governamentais portuguesas para poder avançar rapidamente para os ensaios clínicos em humanos no segundo semestre do ano, como planeado.

Há paróquias tecnicamente insolventes, alerta presidente da Conferência Episcopal

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) alertou esta quinta-feira para o agravamento da crise pandémica e as consequências do confinamento nas paróquias.

D. José Ornelas, no final da 200.ª assembleia plenária dos bispos católicos, revelou que há paróquias tecnicamente insolventes, em consequência da redução drástica das dádivas dos fiéis. «Não é simplesmente o dinheiro que as pessoas dão, mas as celebrações são também uma ocasião de partilha muito grande», disse.

E se algumas paróquias não fecham é porque «as dioceses partilham solidariamente as dificuldades», relevou D. José Ornelas que relatou situações de dificuldades para garantir a remuneração do pároco.

Sobre o fim das moratórias bancárias, o presidente da CEP declarou-se preocupado com o futuro, mas também com o presente, assinalando um acréscimo «muito grande» de pedidos de auxílio, para pagamento de faturas de água, luz e rendas.

«Se já neste momento a situação é grave em muitos setores, isso, certamente, não vai melhorar no futuro», antecipou, reconhecendo que «os contributos das famílias para esta solidariedade também são menores».

Neste encontro, que decorreu em Fátima, os bispos pediram uma maior comparticipação financeira do Ministério da Saúde nas instituições sociais. De acordo com a CEP, a Igreja pondera equacionar a realização de algumas festas religiosas no verão.

(Foto arquivo)

Governo descarta aumento de impostos

O Governo prevê que o PIB cresça 4% este ano e 4,9% em 2022. Já relativamente ao desemprego, o Ministro de Estado e das Finanças afirma que este ano poderá chegar aos 7,3%, ligeiramente acima do ano passado. João Leão justifica a subida do desemprego devido à crise económica provocada pela pandemia. Em 2022 e nos anos seguintes, o governante prevê uma redução da taxa de desemprego.

Ainda relativamente à quebra da economia devido ao covid-19, o Ministro de Estado e das Finanças garante que o país tem capacidade para enfrentar esta crise «sem receio de austeridade e de ter de aumentar impostos».