Atleta famalicense fez mínimos para o Europeu de Juvenis

O jovem joanense Francisco Silva, da Escola de Atletismo Rosa Oliveira (EARO), conseguiu, este domingo, os mínimos de participação para os Campeonatos da Europa de Juvenis que se realizam em Rieti (Itália), nos dia 26 a 29 agosto deste ano, com a melhor marca nacional do ano nos 1500 metros: 3.56.99.
O feito foi conseguido no Torneio de Abertura da Associação de Atletismo de Braga, que se realizou na Pista Gémeos Castros, em Guimarães.
Ainda da EARO, nos 1500 metros, de juvenis a seniores, participram João Rodrigues, Rui Oliveira, Rui Fernandes, João Azevedo, Leandro Gonçalves, Nuno Fernandes, Ana Marinho e Ana Faria.
Nos 1000 metros, infantis a iniciados, participaram Mariana Maciel, Inês Almeida, Maria Baltar, Maria Machado, Ana Silva, Matilde Torres, Bruna Pereira e Gonçalo Rodrigues, Tiago Silva e Francisco Barros.
Vários destes atletas bateram os seus recordes pessoais.

Estudo Português revela: Jejum intermitente eficaz para perder massa gorda

O jejum intermitente, com hidratação adequada, é eficaz para perder massa gorda e aumentar rendimento físico no exercício de resistência cardiorrespiratória e provoca menos perda de massa isenta de gordura do que as dietas de restrição calórica, concluíram investigadores portugueses.

“Só não há perda de massa isenta de gordura se a pessoa tiver o cuidado de acompanhar o jejum intermitente [em que nas 24 horas do dia há uma janela de alimentação e outra de jejum, mas com hidratação] com a prática de exercício físico. Se a isso juntarmos um aporte calórico-proteico adequado, existe evidência preliminar de que além de travar a perda de massa isenta de gordura conseguem-se aumentar os seus valores”, explicou à agência Lusa Gonçalo Vilhena de Mendonça, investigador do Laboratório de Função Neuromuscular da Faculdade de Motricidade Humana.

O investigador, que orientou este trabalho, adiantou que a estratégia usada no jejum intermitente, salvaguardando um estado de hidratação ajustado, “resulta em benefícios do ponto de vista da resistência cardiorrespiratória que são materializados num aumento da potência aeróbia máxima, o que pode ser vantajoso para pessoas que pretendem melhorar o seu rendimento em modalidades como corrida ou ciclismo”.

Gonçalo Vilhena Mendonça acrescenta que se verifica também uma perda de massa gorda, associada à redução da massa corporal, e que estes efeitos benéficos ao nível da composição corporal “podem ser potenciados ainda mais quando o exercício físico é praticado em paralelo com o jejum intermitente”.

Contudo, alerta que o jejum intermitente deverá ser praticado mediante aconselhamento nutricional especializado, uma vez que existem algumas contraindicações que deverão ser criteriosamente identificadas (intolerância individual, hipoglicemia persistente, diabetes do tipo I, insuficiência renal, etc).

O especialista é um dos investigadores que realizaram uma meta-análise que incluiu mais de 100 estudos publicados nesta área sobre os efeitos do jejum intermitente na composição corporal (massa corporal, massa gorda e massa isenta de gordura) e no rendimento físico.

Este trabalho concluiu também que no jejum intermitente acompanhado por desidratação, como, por exemplo, o que é feito por altura do Ramadão, apesar de haver perda de peso, esta acompanha-se de um “decréscimo evidente” no rendimento físico em esforços de resistência cardiorrespiratória, um efeito negativo que se deve à não ingestão de líquidos ao longo do dia.

O especialista explicou ainda que os resultados benéficos do jejum intermitente com hidratação “ao nível da resistência cardiorrespiratória – a capacidade de o organismo ter melhor esforço prolongado ao longo do tempo”, se devem “a um benefício ao nível do tecido muscular”.

“O tecido muscular tem uma espécie de fábricas produtoras de energia, que se chamam mitocôndrias, e esta estratégia nutricional é eficaz pois aumenta o número destas fábricas de energia. O músculo fica com mais mitocôndrias e, portanto, com mais capacidade de gerar energia do ponto de vista aeróbico, tornando-se num tecido mais resistente, mais respirável, o que tem um benefício ao nível da resistência (..) ao esforço físico”, explicou.

Questionado sobre se se deve fazer exercício na janela do jejum, ou na de consumo alimentar, Gonçalo Vilhena de Mendonça afirmou: “o maior benefício ao nível da capacidade cardiorrespiratória, por exemplo, nas corridas ou no ciclismo, é atingido se o exercício for praticado em jejum”.

“Mesmo para quem quer perder massa gorda, o consumo alimentar prévio ao treino inibe a degradação de gorduras e privilegia a participação dos hidratos de carbono no dispêndio energético, dificultando a perda de massa gorda”, acrescentou.

Embora existam poucos dados ao nível do treino da força, para se preservar massa isenta de gordura durante a prática de jejum intermitente, faz mais sentido que as sessões de exercício sejam agendadas para os períodos compatíveis com a janela de consumo alimentar, frisou.

O jejum intermitente pode ser feito de diversas formas: jejum alternado de dia-para-dia (24 horas de consumo alimentar seguidas de 24 horas com restrição limitada a cerca de 500 kcal), jejum 5:2 (semana com cinco dias de consumo alimentar “normal” e dois dias não consecutivos com restrição limitada a cerca 500 kcal), e a abordagem menos radical e com maior número de adeptos: oito horas diárias de janela alimentar (entre 13 e 21 horas) e 16 de jejum calórico (restante período do dia). Em qualquer dos casos podem ser ingeridos líquidos sem valor calórico (água, café e chá).

O investigador defende que o facto de poder orientar a janela alimentar para períodos diurnos, em que a pessoa está mais ativa, afastando a janela alimentar dos períodos mais passivos do dia, “faz mais sentido de acordo com os nossos ritmos circadianos” e que o ser humano “está mais programado” para esta situação do que para ter livre acesso a alimentos com elevado teor calórico a qualquer altura do dia.

“No modelo animal, existe evidência de que o jejum intermitente atrasa o envelhecimento. Os animais analisados viveram mais tempo submetidos ao jejum intermitente. Há menos divisões celulares e, por isso, as células envelhecem mais devagar, motivo pelo qual, este perfil alimentar pode, eventualmente, contribuir para uma melhor qualidade de vida”, afirmou.

Gonçalo Vilhena de Mendonça aponta ainda outros benefícios do jejum intermitente: por exemplo, aumento da sensibilidade periférica aos efeitos da insulina e melhoria do perfil de colesterol sérico.

Este trabalho contou com a participação de investigadores do Laboratório de Função Neuromuscular inserido no Centro de Interdisciplinar de Estudo da Perfomance Humana da Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, do Centro de Investigação em Desporto, Educação Física, Exercício e Saúde, da Universidade Lusófona, e do Laboratório de Nutrição da Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa.

As duas meta-análises podem ser consultadas publicamente aqui e aqui.

O Impulse já abriu! É o mais recente ginásio de Vila Nova de Famalicão

Vila Nova de Famalicão conta, a partir deste mês de abril, com mais um equipamento de referência para a prática desportiva.

O Impulse já abriu portas, fica localizado na Rua do Talvai, nº135, ao lado do E.Leclerc, e representa uma aposta arrojada na área do fitness.

Com mais de 1700 m2 inteiramente dedicados ao desporto, no Impulse pode praticar uma série de modalidades com ou sem acompanhamento profissional.

Para além das aulas de grupo, que se encontram suspensas devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, no Impulse vai encontrar uma box de crosstraining, desportos de combate, zonas de cardio e musculação, sauna e banho turco, para além do acompanhamento personalizado através dos monitores e PT’s, sem esquecer as consultas de nutrição.

As instalações são novas e criadas para permitir ao utilizador deste ginásio uma experiência única.

No Impulse todos os clientes poderão usufruiu de estacionamento gratuito.

Curioso? Pode saber mais sobre o Impulse no site, facebook e instagram.

Covid-19: Ordem dos Médicos pede que se mantenha a confiança nas vacinas

A Ordem dos Médicos apelou aos cidadãos para que mantenham “a confiança na eficácia e segurança das vacinas” contra a covid-19 e pediu que se clarifique “com rigor” a situação de quem aguarda a segunda dose.

“Os cidadãos podem manter a confiança na eficácia e segurança das vacinas, bem como nas novas recomendações relacionadas com a idade, à luz da atual evidência científica”, transmitiu, em comunicado, o Gabinete de Crise para a covid-19 da Ordem dos Médicos.

A entidade representativa da profissão sublinhou que adesão da população ao Plano Nacional de Vacinação “é essencial” para se conseguir vencer o vírus SARS-CoV-2.

Na mesma nota, a Ordem dos Médicos realçou ser importante “clarificar com rigor, transparência e celeridade a situação relacionada com os indivíduos previamente vacinados e que se encontram a aguardar a administração da segunda toma”.

Para a estrutura dirigida por Miguel Guimarães, o plano de vacinação, a segurança das vacinas e os mecanismos de farmacovigilância são dossiers que devem ser geridos “de forma integrada”.

“A divulgação das decisões sobre as diferentes vacinas deveria ser acompanhada da respetiva fundamentação técnica dos pareceres da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), Direção-Geral da Saúde e Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19, como forma de reforçar a transparência e a tranquilidade junto dos cidadãos”, preconizou a Ordem dos Médicos.

O organismo presidido por Miguel Guimarães acrescenta que Portugal, ao presidir ao Conselho da União Europeia (UE), “tem a vantagem de poder trabalhar posições de convergência com os vários países, para que a Europa encontre pontos de união, coesão e coerência nas decisões tomadas relativamente às vacinas”.

A Ordem dos Médicos alertou ainda, no mesmo documento, para que não se esqueça “a proteção dos países mais desfavorecidos”, especialmente a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O primeiro-ministro, António Costa, lamentou a ausência de uma posição comum europeia sobre a vacina da AstraZeneca, defendeu poderes reforçados para a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) e advertiu que não se deve colocar em causa a vacinação.

“No âmbito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, a ministra da Saúde, Marta Temido, promoveu uma reunião com todos os homólogos e com a Comissão, tendo em vista uma posição conjunta de todos os Estados-membros. Tenho muita pena que não tenha sido possível haver essa posição comum [em relação à vacina da AstraZeneca], porque isso reforçava a confiança de todos”, disse o líder do executivo.

Perante os jornalistas, o primeiro-ministro advertiu que terão de ser introduzidos “ajustamentos” no plano de vacinação nacional, já que poderão “sobrar algumas doses da vacina da AstraZeneca enquanto se mantiverem as atuais contraindicações”.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou na quinta-feira que as autoridades nacionais efetuam uma “boa farmacovigilância” das vacinas contra a covid-19 e que, em Portugal, não foram reportados casos fatais relacionados com administração desses fármacos.

Segundo o presidente do Infarmed, Rui Ivo, foram reportadas “apenas duas situações”, uma relacionada com a vacina da AstraZeneca e outra com uma outra vacina, que não especificou.

Benfica quer contratar presidente da SAD famalicense já na próxima época

Miguel Ribeiro, o atual presidente da SAD do Futebol Clube de Famalicão, poderá estar a caminho do Benfica.

O líder famalicense é o nome que reúne o maior consenso no Benfica para, na próxima época, assumir o cargo de diretor-geral para o futebol dos encarnados, avança o Jornal Record.

O comentador desportivo da TVI, Rui Pedro Braz, é apresentado pela publicação desportiva como a segunda opção suceder a Tiago Pinho, que abandonou o SLB no início deste ano.