Covid-19: Oposição critica atrasos do Governo nos apoios à família

Num debate de mais de meia hora no parlamento, o executivo, representado por quatro secretários de Estado, foi a debate apresentar as medidas aprovadas em Conselho de Ministros, e que alargam os apoios às famílias que têm de ficar em casa a cuidar dos filhos face ao fecho das escolas, como medida de contenção à epidemia de covid-19.

Medidas que, para a oposição, da esquerda à direita, são insuficientes (PCP) ou que chegam tarde (PSD) ou ainda que o Governo “chegou tarde” ao problema, que só reagiu porque sabia que havia uma “maioria “a favor das famílias” e que poderia alterar o decreto contra a vontade do PS, partido do Governo (CDS).

Dos dois proponentes, BE e PCP, ouviram-se as propostas e algumas críticas ao executivo.

A deputada comunista Diana Ferreira considerou que “estes tempos de exceção”, de crise pandémica, “exigem, sem demora, medidas de exceção e de emergência” e que sejam justas para pais e mães.

“Teletrabalho é trabalho. Continua a ser trabalho. Acompanhamento a filho continua a ser acompanhamento a filho. São dimensões distintas. Têm que ser separadas. Não são conciliáveis, pelo contrário. E quando se cruzam (como tem acontecido) tornam a vida das famílias numa realidade insustentável”, descreveu.

Pelo Bloco de Esquerda, Joana Mortágua acusou o Governo de excluir dos apoios excecionais os pais em teletrabalho e de “ter esperado por uma apreciação parlamentar para recuar” numa decisão que deixava “milhares de trabalhadores fora dos apoios”.

O Governo, insistiu Joana Mortágua, “inventa dificuldades para cortar dinheiro” ou ainda de usar o “álibi da igualdade de género para cortar salários”, dado que está previsto o pagamento do salário a 100% aos pais que vai revezando nos apoios aos filhos.

Pelo PS, a deputada Rita Borges Madeira enumerou as prioridades do PS de combate à precariedade e à pobreza e os milhões de euros dos apoios do Estado às famílias e empresas, em 2020, que chegaram a 2,6 milhões de portugueses depois do início da pandemia, em março.

Estes argumentos, e números, também foram usados pelo secretário de Estado do Trabalho, Miguel Cabrita, que considerou “injustas” algumas das críticas da oposição.

Cabrita disse que o executivo valoriza as “posições expressas pelos partidos” e que “correspondem às necessidades” da sociedade, mas também usou o argumento da moderação nas propostas aprovadas: “Talvez não tenhamos respondido a todas as questões, mas precisamos de tornar esses apoios sustentáveis ao longo de 2021.”

A deputada Clara Marques Mendes acusou o Governo de insensibilidade, “para perceber que teletrabalho é trabalho e que isso pode comprometer o apoio aos filhos” e de ter chegado “tarde” ao debate, dado que o fecho das escolas aconteceu “há quase um mês”.

Pelo CDS, o deputado João Almeida apontou aos executivo e aos socialistas, acusando-os de ter alterado a sua posição perante “a possibilidade de se formar uma maioria” na Assembleia da República que “fizesse justiça às famílias”.

Segundo o Governo, passam a existir “três situações” em que a opção do apoio à família será possível, pago a 100%, sendo uma delas o caso das famílias monoparentais, a dos pais que têm a cargo crianças “até ao final do primeiro ciclo” e ainda as famílias “em que haja a cargo uma pessoa dependente com deficiência igual ou superior a 60% de incapacidade”.

A bancada comunista propõe o pagamento dos apoios a 100% às famílias com filhos até aos 16 anos a cargo nesta fase de encerramento das escolas, para que “ninguém tenha que escolher entre apoiar os filhos com perda de rendimento ou manter o salário por inteiro não acompanhando os filhos”.

O PCP avança ainda que “quem está em teletrabalho possa optar pelo regime de assistência à família” quando tem filhos e ainda que filhos dos trabalhadores dos serviços essenciais “possam ter acesso às escolas de acolhimento”, independentemente de o cônjuge estar em teletrabalho.

Na saúde, propõe um reforço de medidas para a recuperação da atividade assistencial suspensa, devido à crise epidémica, admitindo o alargamento da contratação de médicos e enfermeiros aposentados.

O BE propõe que deve ser garantido que o trabalhador que “permaneça em casa com dependente a cargo é apoiado a 100%” e que “os trabalhadores do serviço doméstico e os trabalhadores independentes não são ainda mais prejudicados por esta medida”, de forma a fixar a “retribuição mensal mínima garantida como limite mínimo do apoio”.

O PSD apresentou apenas uma proposta de alteração, para ser criado um “regime excecional” de apoio às “famílias numerosas, com três ou mais filhos ou dependentes a cargo, menores de 12 anos, famílias monoparentais com filhos ou dependentes a cargo menores de 12 anos, e famílias que tenham filhos ou dependentes a cargo, independentemente da idade, com deficiência ou doença crónica”.

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) apresentou duas propostas de alteração aos diplomas que estabelecem medidas de apoio no âmbito do estado de emergência, e quer que os pais que fiquem em casa com os filhos sejam pagos a 100%.

Professores podem mesmo obrigar alunos a ter câmara ligada durante as aulas

Os professores podem exigir aos alunos que mantenham as câmaras ligadas quando estão a decorrer as aulas, uma medida que melhora a qualidade do ensino e a relação entre estudantes e docentes.

“De acordo com a Resolução do Conselho de Ministros e com pareceres da Comissão Nacional de Proteção de Dados, os professores podem exigir que as câmaras estejam ligadas, dado estar-se em contexto de sala de aula, não havendo divulgação de imagens”, disse à Lusa o Ministério da Educação.

Dar aulas para um ecrã negro, sem conseguir ver a turma, foi um dos grandes desafios que os professores tiveram de lidar em março, quando os estudantes foram pela primeira vez obrigados a ter aulas à distância.

“Não ver os alunos, não perceber se estão motivados ou não, se estão a acompanhar o que estamos a dizer torna o trabalho do professor muito mais difícil”, disse à Lusa o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima.

No passado ano letivo, muitos docentes queixaram-se de não conseguir que os alunos ligassem as câmaras. Os professores sabiam que sem contacto visual era ainda mais difícil manter a turma interessada.

Agora os docentes podem exigir mais aos seus alunos.

Segundo Filinto Lima, a situação neste novo período de ensino à distância “já não é tão problemática”.

“Houve uma sensibilização dos diretores escolares junto dos alunos e dos pais para que os alunos mantivessem as câmaras ligadas e agora esse é um problema mais residual”, sublinhou o também diretor do agrupamento de escolas Dr. Costa Gomes, em Vila Nova de Gaia.

Mais de um milhão de alunos do ensino básico e secundário estão desde o início da passada semana a ter aulas à distância, devido ao agravamento da situação pandémica em Portugal. Neste momento, ainda não existe um calendário para o regresso ao ensino presencial.

Carros à venda estacionados em parques ou zonas de estacionamento pode dar multa até 300euros

Os carros que estão em estacionamentos públicos ou outras zonas que estejam sob a jurisdição municipal não podem conter anúncios de vendas.

Mesmo que o carro não faça referência à palavra “vende-se” ou “procura-se novo dono”, mas divulgue um número de telefone ou as características do carro é considerado estacionamento indevido/abusivo, sendo punido por lei. Torna-se difícil negar que não está a vender o carro quando nele constam informações expostas ao público.

Quem não respeita esta lei do código da estrada poderá ser autuado com uma coima entre os 60 aos 300 euros. Esta mesma coima é aplicada também nos casos de estacionamento reservados/destinados a outros veículos.

Famalicão: Amor e divórcio como tema na terceira sessão da Jornada da Família

Esta sexta-feira, a partir das 21h15, naquela que é a terceira sessão da XVI Jornada da Família, o tema é “Família – amor e divórcio”, tendo como orador D. Nuno Almeida, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Braga.

Pode acompanhar e participar nesta sessão, através do facebook da Unidade Pastoral de Brufe e Santo Adrião: www.facebook.com/ParoquiaStoAdriaoVilaNovaDeFamalicao.

AF Braga emite nota de pesar pelo falecimento de Filipe Vale

A direção da Associação de Futebol de Braga emitiu, esta tarde, uma nota de pesar na qual manifesta a sua solidariedade ao Bairro FC, pelo falecimento de Filipe Vale, presidente do Conselho Fiscal e ex-presidente da direção.

Elencando o passado desportivo e associativo de Filipe Vale, a AF de Braga enviou a nota de pesar ao clube «de sentidos pêsames e solidário abraço», manifestação que estende à família do ex-dirigente do clube.

Famalicão: “Não te deixes afogar”

O Grupo Desportivo de Natação, em parceria com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, vai organizar uma ação de formação sobre “Técnicas Avançadas de Salvamento na Aula de Natação”.
A formação, nos dias 1 e 4 de março, das 20h30 às 23 horas, vai decorrer na plataforma TEAMS, sendo orientada pelo formador Paulo Santiago. É destinada a treinadores para os quais desenvolver técnicas avançadas de salvamento dos atletas e/ou alunos é uma mais-valia.
A ação é creditada para a Formação Contínua de Treinadores, com a validação pelo IPDJ de 1,0 Unidades de Crédito (UC) para a Componente Específica de Treinadores.
As inscrições, com um custo de 10 euros, podem ser efetuadas até às 19 horas do dia 1 de março, através do formulário em https://www.famalicao.pt/acao-de-formacao-em-tecnicas-avancadas-de-salvamento-na-aula-de-natacao&mop=1818
Para mais esclarecimentos, deve contactar o Grupo Desportivo de Natação, pelo telefone: 960 004 293.