Ruivães e Novais: Junta oferece 250 euros a famílias onde se registaram nascimentos

A junta de freguesia de Ruivães e Novais está a proceder à entrega dos cheques de incentivo à natalidade.

A oferta é direcionada a todas as famílias das duas freguesias que, recentemente, viram o seu agregado familiar a aumentar com o nascimento de mais um membro.

O cheque é de 250 euros e pode ser gasto em qualquer loja da rede do comercio tradicional de Ruivães e Novais.

Presidente da Junta da União de Freguesias de Ruivães e Novais, Duarte Veiga, entrega mais um cheque a uma das famílias beneficiada pelo programa

Só este ano já foram entregues 1000 euros à comunidade nestes cheques de incentivo à natalidade.

Ensino Superior: 2ª fase com 6 mil vagas — mas não há lugares em todas as instituições

As instituições de ensino superior têm mais de seis mil vagas para os alunos que queiram concorrer à 2.º fase do Concurso Nacional de Acesso, mas existem quatro instituições já sem qualquer vaga.

Estes são alguns dos dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), dia em que são conhecidos os resultados da 1.º fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior.

Nesta 1.º fase concorreram mais de 62 mil alunos e quase 51 mil já têm um lugar garantido numa instituição de ensino superior.

Na segunda-feira arranca a 2.º fase do concurso e as instituições têm, pelo menos, 6.050 vagas para os estudantes, ou seja, metade do número de alunos que ficou de fora na 1.º fase.

Mas nem todas as instituições têm vagas: O ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, por exemplo, volta a repetir a situação do ano passado, tendo preenchido todos os 1.338 lugares que disponibilizou.

Também não sobraram vagas nas escolas superiores de Enfermagem de Coimbra, Lisboa e do Porto, segundo os dados da DGES.

A Universidade Nova de Lisboa também surge como uma das escolas mais procuradas, tendo ficado apenas com uma das quase três mil vagas que disponibilizou para esta fase. No ano passado, a Nova surgiu ao lado do ISCTE como as duas instituições cuja procura por parte dos alunos fez com que não sobrassem vagas.

Já em sentido inverso, a instituição com menos vagas preenchidas nesta 1.º fase é o Instituto Politécnico de Bragança: Das 2.160 vagas disponibilizadas foram ocupadas 1.029, ou seja, cerca de metade.

Também nesta lista surgem o Instituto Politécnico da Guarda que tem 512 vagas sobrantes, o Politécnico de Viseu com 484 lugares, o de Castelo Branco que tem 400 e o de Viana do Castelo com 375 vagas.

Este ano concorreram muito mais alunos na 1.º fase (aumento de 15% em relação ao ano passado) e cerca de 12 mil não conseguiram colocação.

Das 56.121 vagas que estavam disponíveis, sobraram 6.050 vagas para a 2.ª fase do concurso, representando uma diminuição de 10% em relação à mesma fase do concurso de 2019.

No ano passado, na 2.º fase havia 6.734 lugares e, em 2015, o número foi ainda mais elevado, com 8.714 vagas disponíveis para os estudantes que concorreram na 2.º fase.

Apesar destes números, as instituições podem aumentar o número de vagas através da transferência de vagas fixadas e não ocupadas nos concursos especiais de acesso e ingresso no ensino superior, caso se venham a verificar novas vagas não preenchidas em concursos especiais nas instituições de ensino superior até ao início de outubro, sublinha o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Entre segunda-feira, 28 de setembro, e 9 de outubro decorre a apresentação das candidaturas à 2.ª fase do concurso nacional de acesso para o ano letivo de 2020/2021.

Ensino Superior: Direção-Geral estima que haverá 95 mil novos alunos

Na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ficaram colocados quase 51 mil estudantes, sendo que quase 12 mil não conseguiram colocação, podendo agora concorrer à 2.ª fase do concurso, que começa na segunda-feira.

Os quase 51 mil alunos representam um aumento 15% em relação ao ano passado e a DGES estima que no final de todo o processo, se inscrevam no ano letivo que está a iniciar-se cerca de 95 mil novos estudantes no ensino superior público e privado.

Os números da DGES, hoje divulgados, apontam para cerca de 73 mil estudantes nos cursos de licenciatura e mestrados integrados e mais de 9,5 mil estudantes em formações curtas de âmbito superior, ou seja, cursos técnicos superiores profissionais.

Estes valores são estimados pela DGES com base nos resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA) e nas estimativas das instituições de ensino superior.

Além dos estudantes colocados nas três fases do concurso nacional, são contabilizados também novos estudantes que venham a ser admitidos na Universidade Aberta, nas instituições de ensino superior militar e policial, assim como através dos concursos locais.

A DGES tem em conta ainda os alunos que consigam entrar através dos regimes especiais de acesso e dos concursos especiais desenhados para estudantes aprovados nas provas destinadas a maiores de 23 anos, a titulares de diploma de especialização tecnológica, estudantes que já tenham diploma de técnico superior profissional ou outros cursos superiores.

Também os alunos já licenciados que conseguem uma vaga num dos cursos de Medicina, assim como os estudantes internacionais são outros dos casos contabilizados.

Ensino Superior: Entraram 51 mil novos alunos e 12 mil ficaram de fora

Segundo dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Ensino Superior, 50.964 estudantes ficaram colocados no concurso nacional de acesso para ano letivo de 2020/2021, que começa esta semana na maioria das Instituições de Ensino Superior (IES).

São mais 15% do que no ano passado e mais 21% do que em 2015, segundo dados da Direção-Geral do Ensino Superior.

No entanto, também foram mais os estudantes que decidiram concorrer (mais 23% do que no ano passado) e este ano quase 12 mil não ficaram colocados, podendo agora concorrer à 2.ª fase que começa na segunda-feira com mais de seis mil vagas disponíveis.

Ou seja, este ano houve 62.930 alunos a tentar a sua sorte, dos quais 11.966 não conseguiram lugar no ensino universitário nem politécnico.

Do total de candidatos à primeira fase do concurso, 82% ficaram colocados, sendo que 84% foram admitidos numa das suas três primeiras opções.

Pouco mais de metade conseguiu mesmo um lugar no curso e instituição que desejava: 51% ficou colocado na sua primeira opção.

Em termos percentuais é um pouco mais baixo do que no ano passado (53% dos alunos ficaram na 1.º opção), mas em termos absolutos representa um aumento de cerca de 23 mil para 25 mil alunos.

Dos 50 mil caloiros, pouco mais de 30 mil vão para o ensino universitário (30.671) enquanto as instituições politécnicas vão receber cerca de 20 mil novos estudantes (20.293).

Tanto as universidades como os institutos politécnicos registam um aumento de cerca de três mil alunos em relação ao ano passado: As universidades passam de 27.280 para 30.671 e o ensino politécnico de 17.220 para 20.293 alunos.

As regiões de Lisboa e do Porto continuam a concentrar quase metade dos novos alunos: Este ano são 23.916 caloiros, o que significa um aumento de cerca de mais três mil do que no ano passado.

Também há cada vez mais alunos a escolher instituições localizadas em regiões com menor pressão demográfica: Este ano serão 12.314 estudantes (mais 20% do que no ano passado).

Além disso, cerca de 10 mil alunos escolheram como primeira opção um curso em instituições localizadas nestas regiões, o que representa um aumento de 28% em relação ao concurso do ano passado.

Ensino Superior: Três cursos com média de 19,13 valores, a mais alta de entrada

Dois cursos do Instituto Superior Técnico e um da Universidade do Porto têm os cursos com a média mais alta de entrada, que este ano chegou aos 19,13 valores, segundo dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES).

Os 305 alunos que entraram nos cursos de Engenharia Física Tecnológica e Engenharia Aeroespacial, do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, assim como o curso de Engenharia e Gestão Industrial, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, tiveram uma média superior a 19 valores.

Segundo uma análise da Lusa aos dados da DGES sobre os resultados da 1.º fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, estes foram os cursos com a média de entrada mais alta.

Este ano, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior permitiu a um conjunto de instituições que aumentassem as suas vagas, uma vez que deixavam de fora alunos de excelência devido às notas cada vez mais elevadas para conseguir um lugar.

Por exemplo, o curso de Engenharia Física Tecnológica do Instituto Superior Técnico subiu de 69 para 83 vagas e Engenharia e Gestão Industrial na Universidade do Porto de 75 para 90.

O quarto curso com a média mais elevada é Bioengenharia, da Universidade do Porto, onde o último aluno a conseguir uma das 77 vagas deste curso teve uma média de 19,10 valores.

Com média acima de 18,5 valores, surgem vários cursos de Medicina e Matemática Aplicada, na sua maioria situados nas universidades de Lisboa e do Porto.

O Porto concentra as duas instituições onde a média de acesso para o curso de Medicina é mais elevado: No Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar a nota mais baixa foi 18,98 valores e na Faculdade de Medicina foi de 18,85.

O curso de Matemática Aplicada e Computação, do Instituto Superior Técnico, também surge nesta lista com o último aluno a entrar a ter uma média de 18,83 valores.

Surge depois do curso de Medicina da Universidade do Minho, com 18,78 valores.

Os restantes cursos de Medicina mantêm médias aproximadas: o curso da Universidade de Coimbra com 18,58, da Nova de Lisboa (18,45), da Universidade de Lisboa (18,33) e da Beira Interior (18,32).

Este ano, 1.548 alunos conseguiram colocação no curso de Medicina ou ciclos básicos de medicina, representando um aumento de 37 colocados face a 2019.

Este ano, o Ministério da Tecnologia Ciência e Ensino Superior permitiu às instituições que aumentassem as vagas dos cursos de medicina, mas apenas uma o fez: A Universidade dos Açores aumentou seis vagas no ciclo básico.

O último aluno a entrar no curso da instituição açoriana, que abriu 44 vagas, teve 18,25 valores, segundo os dados da DGES.

Tirando o caso dos cursos de Medicina, as restantes licenciaturas e mestrados com maior concentração de alunos com melhores notas aproveitou a oportunidade dada pela tutela e aumentou as vagas.

Em causa estavam 17 cursos que deixavam de fora alunos com médias de acesso de, pelo menos, 17 valores.

O número de colocados em ciclos de estudo com maior concentração de melhores alunos aumentou cerca de 29% face ao ano anterior, subindo de 1.540 para 1.984 colocados.