Santo Tirso: Desacatos entre clientes e segurança de discoteca depois de noite de festa
Duas pessoas acabaram detidas ao início da manhã deste domingo, depois de desacatos à porta de uma discoteca de Santo Tirso.
O Correio da Manhã / CMTV avança que a confusão terá começado depois de alguns clientes terem forçado a entrada no estabelecimento, depois deste já ter encerrado.
Nas imagens de vídeo amador divulgadas pela comunicação social é possível ver a revolta dos clientes para com a equipa de segurança que lhes barrou a entrada.
A PSP foi obrigada a pedir reforços para acalmar os ânimos. Adianta o CM que um dos homens foi detido por ameaça e resistência e coação sob funcionário e outro por tentar conduzir alcoolizado.
Eleições: CNE sem registo de ” incidentes significativos “
Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da CNE, João Tiago Machado, disse que até cerca das 18:15 não foi recebido qualquer queixa relativa a um boicote eleitoral.
O responsável lembrou que coisa diferente de encerrar urnas e impedir as pessoas de votar são eventuais incentivos a “uma abstenção massificada”, mas em relação a isso a CNE só conseguirá apurar conclusões com os resultados eleitorais.
Populares de Morgade que se opõem à exploração de uma mina de lítio a céu aberto nessa freguesia de Montalegre repetiram hoje um “voto de protesto” e ameaçam recusar-se a votar. De manhã verificou-se, inclusive, uma tentativa de boicote em três mesas de voto das aldeias de Morgade, Cortiço e Arcos, no concelho de Montalegre, distrito de Vila Real.
Também a população de Cortiço, em Montalegre, se associaram ao protesto contra a mina de lítio a céu aberto prevista para as proximidades desta aldeia, onde depois de uma tentativa de boicote se fez um apelo à abstenção nas legislativas.
O porta-voz da CNE disse ter conhecimento destas situações pela comunicação social, repetindo que a CNE não recebeu qualquer queixa relativa a boicotes que impedissem eleitores de votar.
Legislativas: Dados recolhidos até às 12h00 dizem que portugueses estão a votar menos
Até às 12h00 deste domingo apenas 18% dos portugueses foram às urnas votar nas legislativas. Este é um número inferior, quando comparado com os valores registados no último ato eleitoral do género, em 2015 onde até às 12h00 tinham votado cerca de 20% da população.
Contactado pela agência Lusa, o porta-voz da CNE, João Tiago Machado, afirmou que o processo eleitoral está a decorrer dentro da normalidade.
“Os pedidos de esclarecimento que têm havido enquadram-se dentro do normal de um dia pacífico de eleições”, afirmou João Tiago Machado.
Mais de 10,8 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são hoje chamados às urnas para escolher a constituição da Assembleia da República na próxima legislatura e de onde sairá o novo Governo.
Segundo a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), podem votar para as eleições de hoje 10.810.662 eleitores, mais cerca de 1,1 milhões do que nas anteriores legislativas, em 2015, devido ao recenseamento automático no estrangeiro.
Esta é a 16.ª vez que os portugueses serão chamados a votar em legislativas, concorrendo a estas eleições um número recorde de forças políticas – 20 partidos e uma coligação – embora apenas 15 se apresentem a todos os círculos eleitorais.
No total, são eleitos 230 deputados numas eleições que, ao longo dos anos, têm vindo a registar um aumento da taxa de abstenção.
Em 2015, a taxa de abstenção atingiu o recorde de 44,4%, comparando com os 8,3% nas eleições para a Assembleia Constituinte, em 1975, ou os 16,4% das primeiras legislativas, em 1976.
As urnas fecham às 19h00 e os resultados começam a ser divulgados a partir das 20h00.
Já sabe onde vai votar?
São várias as formas de saber onde tem que ir votar e a que secção de voto tem que se dirigir.
- Se estiver com acesso à internet, saiba que pode obter essa informação através do site https://www.recenseamento.mai.gov.pt/ basta preencher os dados que lhe são solicitados.
- Por SMS basta enviar uma mensagem para o número 3838, com “RE (espaço) número de CC/BI (espaço) data de nascimento”, escrevendo a data a começar pelo ano, mês e dia de nascimento [aaaammdd].
- Através da APP do Mai pode também obter essa informação. Aceda ao menu Serviços e depois selecione Saiba onde irá votar.
As urnas de voto estarão abertas até às 19h00 deste domingo.
“Pedir aos portugueses que votem parece justo e mesmo urgente”
Numa mensagem ao país de cerca de cinco minutos, Marcelo Rebelo de Sousa notou que a Assembleia da República que sairá das eleições de domingo “vai coincidir com realidades tão relevantes quanto a Conferência Mundial sobre os Oceanos” em Portugal em 2020, “a Presidência Portuguesa da União Europeia em 2021, o revigorar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa com cimeiras em 2020 e 2022, os debates essenciais nas Cimeiras Ibero-Americanas – também em 2020 e 2022 -, os mandatos de portugueses em organizações cruciais”.
Também o Governo que estará à frente do país na próxima legislatura terá “desafios de peso pela frente”, continuou o chefe de Estado, dando como exemplos a superação dos “efeitos negativos da quebra da natalidade e do envelhecimento das populações, das alterações climáticas e de crises vindas de fora”.
“Apostar em mais crescimento, em mais emprego, no combate à pobreza e às desigualdades entre pessoas, mas também entre setores litorais e interiores do continente, e entre áreas deste e as regiões autónomas”, são outras missões apontadas.
O Presidente da República assinalou que “assegurar melhor educação e melhor saúde, garantir segurança social para um futuro mais longo”, ou “preparar para as mudanças na ciência e na tecnologia que moldarão o futuro” deverão ser igualmente preocupações do próximo executivo.
“Perante tudo isto, pedir aos portugueses que votem parece justo e mesmo urgente”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa, repetindo o apelo de maio no âmbito das eleições para o Parlamento Europeu, mas “agora por maioria de razão”.
Na sua ótica, não votar é entregar a outros uma decisão que é de cada um.
“Neste dia 05 de outubro, que simboliza liberdade de pensar e de decidir, e também democracia na escolha e na responsabilização de quem manda, o que vos peço é muito simples. Por convicção, por confiança, por rejeição, por realismo, por exclusão de partes, seja qual for a razão do vosso voto, não deixem de votar amanhã”, vincou, falando a partir do Palácio de Belém, em Lisboa.
Em causa, segundo o chefe de Estado, estão quatro anos da vida dos portugueses, decisivos para a vida do país.
Lembrando que nas anteriores eleições, em maio, “a percentagem dos abstencionistas foi muito elevada”, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que o apelo de hoje para que os portugueses se dirijam às urnas é feito “com ainda maior empenho”.
Para o Presidente da República, “os sinais económicos e políticos preocupantes, no mundo e na Europa, são hoje mais claros do que em maio”, e o “relacionamento imediato entre o Reino Unido e a União Europeia é hoje mais indefinido do que em maio”.
Também os “efeitos do ambiente internacional” na economia portuguesa “serão, certamente, importantes no período de quatro anos, aberto pelas eleições de amanhã”, alertou.
O chefe de Estado assinalou ainda que “o longo período de debate pré-eleitoral e eleitoral permitiu que listas e candidatos se desdobrassem em iniciativas de apresentação ou de confronto de ideias”, tendo as entrevistas e debates realizados proporcionado “oportunidades de observação e de ponderação dos eleitores”.
“Todos fizeram o que se encontrava ao seu alcance para conquistarem o voto para as suas causas”, vincou Marcelo.
Os portugueses, acrescentou, dispõem de várias escolhas, que “chegam a 21 nalguns círculos eleitorais”.





