Concertos de ano novo e Pedro Abrunhosa na Casa das Artes

A programação da Casa das Artes para o primeiro mês de 2019 arranca com os tradicionais concertos de Ano Novo, pelas três bandas famalicenses. No dia 5, há dois concertos. O primeiro, às 17 horas, pela Banda de Famalicão, e o segundo às 21h30, pela Banda de Música de Riba de Ave. No dia 6, às 16h30, atua a Banda Marcial de Arnoso.

Ainda no primeiro mês do novo ano, Pedro Abrunhosa volta ao palco maior das artes. O cantor, acompanhado pelos Comité Caviar, tem dois concertos: 18 e 19 de janeiro. Ainda na música, no dia 26, B Fachada sobe ao palco, no mesmo dia em que decorre um encontro literário, com Richard Zimler, e uma peça de teatro pela Companhia de Teatro do Bolhão, “A vida do grande D. Quixote de La Mancha e do gordo Sancho Pança”.

No cimena, de 19 a 22, decorre o episódio 3.1 do Close Up, mas antes, no dia 12, é exibido o filme “Ralph vs Internet”.

GNR na estrada para um “Natal Tranquilo”

A partir desta sexta-feira e até ao final da próxima quarta-feira, dia 26 de dezembro, a GNR intensifica o patrulhamento rodoviário nas vias de maior tráfego nesta altura do ano, em resultado das deslocações de inúmeras pessoas para a celebração da quadra natalícia.

Durante a operação serão empenhados, diariamente, mais de 1400 militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais, com o objetivo de prevenir a sinistralidade rodoviária, assegurar a fluidez do tráfego e apoiar todos condutores, no sentido de lhes proporcionar uma deslocação em segurança.

A GNR terá especial preocupação com os comportamentos de risco dos condutores, que potenciam a sinistralidade grave. Assim, há uma particular atenção para as manobras perigosas, a utilização indevida do telemóvel, excesso de velocidade e incorreta ou a não utilização do cinto de segurança e/ou dos sistemas de retenção para crianças.

Para que os condutores tenham um “Natal Tranquilo”, a GNR aconselha o planeamento cuidado das viagens, evitando os períodos do final do dia, quando se prevê maior intensidade de tráfego; descansem antes de efetuar a viagem e, pelo menos de 2 em 2 horas, ou sempre que sintam necessidade, efetuem paragens para descansar; adequem a velocidade às condições climatéricas, ao estado da via e ao volume de tráfego.

Em suma, os condutores devem adotar uma condução atenta e defensiva, para que a quadra natalícia seja uma época de felicidade e de união das famílias.

CP prevê fortes perturbações na véspera e dia de Natal devido a greve

A CP — Comboios de Portugal alertou hoje para “fortes perturbações” na circulação de comboios nos dias 24 e 25 de dezembro, véspera e dia de Natal, devido a greve anunciada por duas estruturas itinerantes.

Em comunicado hoje divulgado, a CP refere que “por motivo de greve […] preveem-se supressões de comboios, a nível nacional, em todos os serviços nos dias 24 e 25 de dezembro”.

A transportadora estima também perturbações na circulação dos comboios no dia 26 de dezembro.

A CP refere que não serão disponibilizados transportes alternativos e que, caso venham a ser definidos serviços mínimos, atualizará a informação hoje divulgada.

Os passageiros com bilhetes para os comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, InterRegional, Regional e Celta poderão pedir ou reembolso ou a revalidação, fazendo os respetivos pedidos nas bilheteiras ou no formulário de contactos, até 10 dias após terminada a greve.

Em causa está um pré-aviso de greve apresentado pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) e pela Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária (ASCEF), que contestam o “incumprimento do acordado com o Governo, em setembro de 2017, referente ao recrutamento de 88 trabalhadores operacionais […] da área comercial itinerante e para as bilheteiras da CP”.

As duas estruturas afirmam também que o executivo e CP estão em “incumprimento para com os trabalhadores” que representam na negociação da contratação coletiva desde 01 de outubro deste ano, referindo que “têm realizado várias iniciativas e apelos junto da empresa e do Governo para que o processo negocial fosse concretizado, não tendo até ao momento obtido qualquer respostas às propostas do Acordo de Empresa e regulamento de carreiras apresentadas”.

Riba de Ave assinalou 31.º aniversário de vila com mágoa mas com confiança

Foi um amargo na boca que Riba de Ave celebrou esta terça-feira, o 31.º aniversário da elevação da freguesia a Vila. Com o salão nobre da Junta de Freguesia à pinha, numa noite que parecia de inverno, a presidente Susana Pereira foi a porta-voz dos sentimentos da comunidade. “Se continuarmos no caminho trilhado por Lisboa, temo que muito brevemente deixaremos de comemorar este dia”, começou por dizer, explicando que “aquilo que levou o governo da República em 18 de dezembro de 1987 a atribuir o título de Vila a Riba de Ave, está, paradoxalmente, a ser retirado por um outro Governo sem dó nem piedade”. E explicou que “a situação não se deve à falta de dinamismo económico ou social, nem sequer à população, que tem vindo a aumentar, deve-se às opções da administração central”.

Neste âmbito, a presidente de Junta lembrou “a notícia do encerramento da Estação dos CTT, a decisão do Governo da retirada da escola pública e da Caixa Geral de Depósitos de Riba de Ave”.

O sentimento de revolta foi partilhado pelo presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, que criticou “o progressivo afastamento das instâncias nacionais para com as comunidades, que, por vezes, dá a sensação de verdadeiro abandono. Ao longo dos anos, as instituições locais têm-se deparado com cada vez menos recursos e menos ação e cada vez mais tarefas, o que significa um despreendimento em relação às pessoas”.

Em contrapartida, o autarca destacou que “estas comunidades têm tido da parte do poder local um músculo forte que vai compensando essa ausência e progressivo afastamento das instancias nacionais”. Para Paulo Cunha “este não é só um problema do interior do país, é um problema de todo o país, é um problema do estado de abandono da administração central”. E deu como exemplo o caso dos CTT que “se não fosse o interesse da Câmara Municipal e a permanente preocupação da Junta de Freguesia, a Vila teria perdido o serviço”.

Outro exemplo tem a ver com a educação “porque ao mesmo tempo que o Estado abandona o processo educativo na Vila, o município e a junta de Freguesia criam raiz reabilitando um edifício, que dá um sinal de perpetuidade deste investimento – através da escola básica. Um sinal que vai em sentido contrário ao sinal de abandono da Administração Central, que é um sinal de segurança, de aposta e permanência”, destaca.

Paulo Cunha que deixou rasgados elogios ao papel da Junta de Freguesia e da sua presidente Susana Pereira realçou ainda outros investimentos do município na Vila, nos últimos anos, “nomeadamente no desporto, através do complexo desportivo do Riba de Ave Hóquei Clube, na cultura com a aposta nas novas instalações da banda de música, ou através do Ave Cultural, entre muitas outras áreas”.

De resto, segundo o presidente da Câmara Municipal a sua presença na cerimónia representou “acima de tudo um sinal de futuro. A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia vão estar ao lado da população e a trabalhar mesmo que seja em contraciclo em relação aos investimentos nacionais aqui realizados”.

Também Susana Pereira destacou os investimentos realizados pela autarquia nomeadamente “a Escola do 1.º Ciclo que ficará pronta em breve e que perdurará por décadas”. A autarca salientou ainda “a requalificação do Teatro Narciso Ferreira e a reabilitação da área envolvente à Sampaio e Ferreira e Oliveira Ferreira”.

Para 2019, Susana Pereira não escondeu o desejo de poder ver em Riba de Ave a abertura de uma escola pública e garantiu que a comunidade não baixa os braços. “Estamos a preparar mais ações. Para já, vamos pedir para sermos ouvidos na Assembleia da Republica e pelo Governo, vamos fazer o Governo ouvir este território”.

Prémio de Cidadania para Joaquim Machado

A sessão ficou ainda marcada pela entrega de prémios de mérito a várias personalidades e instituições da Vila. Neste âmbito, destaque para os Prémios de Mérito de Cidadania que distinguiram Joaquim Machado (antigo Presidente da Junta de Freguesia de Riba de Ave, em 1987, antigo Presidente do RAHC, antigo administrador da Santa Casa da Misericórdia de Riba de Ave) e João Mendes (fundador do grupo coral há 45 anos; presidente durante muitos anos da Associação Cultural S. Pedro de Riba de Ave e antigo membro da assembleia de freguesia).

Foram ainda entregues os prémios de Mérito Desportivo a Luís Machado (ciclismo), Luís Silva (natação); Hugo Azevedo (Hóquei); RAHC (subida à 1° divisão). No Mérito Inovação foi distinguida a empresa sediada em Riba de Ave e premiada a nível nacional (Pplware). E no Mérito Social o Centro Social e Cultural de Riba de Ave.

No final cantou-se os parabéns à Vila.

Deputada do PCP interpela governo sobre o encerramento dos CTT de Lousado

Acompanhada de uma delegação concelhia de Famalicão do PCP, Carla Cruz, Deputada deste Partido pelo distrito de Braga, esteve no passado dia 17 junto à estação dos CTT de Lousado para manifestar a sua oposição e do seu partido na Assembleia da República quanto ao anunciado encerramento desta estação.

Na sua interpelação, Carla Cruz lembra que a privatização dos CTT foi inscrita no Pacto de Agressão assinado por PS, PSD e CDS com a troica estrangeira, sendo depois concretizada pelo Governo PSD/CDS e que tal medida, “continua a revelar-se trágica para o país que perdeu o serviço púbico postal e trágica para as populações que ficaram entregues à sua própria sorte perante uma empresa privada que atende apenas aos seus lucros sem preocupação com as consequências das decisões que toma”, exemplificando, depois, com o anúncio do encerramento da estação dos CTT, até final do ano, em Lousado, perante a passividade do Governo PS o qual, como em tantas outras já ocorridas, assiste a estas decisões sem as travar.

Referindo que a administração privada que tomou conta dos CTT decidiu que os seus lucros estão acima dos direitos das populações que residem em Lousado, a deputada do PCP considera inadmissível que o Governo faça declarações proclamatórias sobre o desenvolvimento do interior e do mundo rural e depois assista impávido e sereno à destruição do serviço postal, ao abandono das populações, à destruição de instrumentos de coesão territorial e social como é o serviço de correios, tudo em nome do lucro da empresa privada que tomou conta dos CTT – acusa a mesma deputada, exigindo do Governo que assuma as suas responsabilidades, trave este processo, inverta o caminho de encerramento de estações dos CTT e diminuição do serviço prestado às populações e assegure o investimento no serviço público postal, alavanca de desenvolvimento, designadamente retomando o controlo público dos CTT.

TMG Automotive com apoio do Banco Europeu de Investimento para inovar nos têxteis automóveis

O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai emprestar 25 milhões de euros à TMG Automotive para implementar processos inovadores e sustentáveis de fabrico de têxteis automóveis. O plano de investimento da empresa de Vila Nova de Famalicão prevê o aumento da capacidade produtiva e permitirá criar 160 postos de trabalho, anunciou esta segunda-feira, em comunicado, a representação da Comissão Europeia em Portugal.
O empréstimo é feito ao abrigo do orçamento da União Europeia no âmbito do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, conhecido como Plano Juncker.
De acordo com o comunicado, a TMG Automotive utilizará o financiamento para “implementar a sua estratégia de investigação e inovação, centrada na utilização de novas tecnologias que reduzem o impacto ambiental dos processos de produção de têxteis para a indústria automóvel”.
Com o objetivo de estar preparada para concorrer num setor de elevada exigência e para satisfazer as necessidades do mercado no futuro, a empresa famalicense também irá expandir a sua capacidade produtiva. “O programa será implementado até 2020 e contribuirá para a preservação de empregos de qualidade: o grupo TMG conta atualmente com 1.400 trabalhadores e irá criar 160 novos postos de trabalho na mais recente unidade industrial da TMG Automotive”, pode ler-se no documento. “O programa de investimento irá promover a partilha de conhecimentos no seio da indústria automóvel europeia, onde a TMG é um interveniente destacado na produção de componentes”, sublinha, ainda, a representação da Comissão Europeia em Portugal.
O acordo sobre este empréstimo foi assinado pela vice-presidente do BEI, Emma Navarro, e pela Presidente da TMG Automotive, Isabel Furtado. A empresária famalicense explicou que, “enquanto membro do UN Global Compact, a TMG Automotive está profundamente empenhada em cumprir os dez princípios deste Pacto, centrados nos direitos humanos, nas práticas laborais, na proteção ambiental e no combate à corrupção, bem como em apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”.
“Aliar os direitos humanos ao crescimento económico sustentável e à proteção ambiental é crucial para o futuro da TMG Automotive”, assegurou Isabel Furtado.