Sessenta páginas de informação municipal

Começa esta sexta-feira a ser distribuída mais uma edição do Boletim Municipal, a revista municipal que se destaca por ser um instrumento de informação, acessível a todos os famalicenses. São 60 páginas de informação municipal.

Com uma aposta nas fotografias e no texto resumido, esta edição apresenta novas secções e dá conta das principais apostas da autarquia, assim como o trabalho desenvolvido nas várias áreas. Nesta edição destaca-se a marca “Famalicão, Cidade Têxtil”, mas há ainda espaço, para uma abordagem à política de internacionalização do município, ao arranque do ensino superior público técnico no concelho, aos investimentos na ação social, na saúde, na cultura, no desporto e no ambiente, etc. “Olhar com história” volta a resgatar memórias do passado, desta vez com a recordação da inauguração do Mercado Municipal, em 1952.

Destaque ainda para a separata dedicada aos projetos vencedores dos Selos Famalicão Visão’25, entregues no Dia do Concelho, a 28 de setembro.

O boletim municipal de Famalicão tem uma tiragem de 25 mil exemplares, sendo de distribuição gratuita. Pode, ainda, ser levantado das várias estruturas municipais espalhadas pelo concelho. Para além da edição em papel, a revista pode, também, ser consultada no site oficial do município em http://www.vilanovadefamalicao.org/

Fernando Pessoa continua por cá até ao final de janeiro de 2019

Continua patente ao público, no foyer Casa das Artes, “Fernando Pessoa em Vila Nova de Famalicão – Exposição de cerâmica, ilustração, pintura e fotografia”.

Esta exposição, uma organização conjunta da Casa das Artes e da Editora Centro Atlântico, reúne obras de escultores, pintores, ilustradores e fotógrafos, sobre a obra de Fernando Pessoa. A máquina de escrever que o escritor preferia usar, também integra esta mostra.

São 20 obras de cerâmica, de Margarida Costa; duas ilustrações de Paulo Buchinho e três de Mário Linhares. Na pintura há duas obras de Cristina Troufa e fotografia por André Boto (1) e Libório Manuel Silva (2).

Esta exposição é de entrada livre e pode ser vista até ao último dia de janeiro, de 2019

Natal de Famalicão promove Cidade Têxtil

Vila Nova de Famalicão é Cidade Têxtil de Portugal e faz questão de o sublinhar na campanha de Natal, com decorações em tecido e com referência a esta que é, também, uma marca do concelho.

A ligação ao universo têxtil é evidenciada nas principais rotundas de entrada da cidade com cada uma das letras que compõem a palavra “Natal ’18” produzidas em monobloco tridimensional e embrulhada em tecido com motivos de embrulho.

Para se alcançar este resultado foi produzido mais de um quilómetro de tecido com os cinco padrões que fazem parte do lettering da campanha de Natal 2018 desenvolvida pela Câmara Municipal e pela Associação Comercial e Industrial.

A árvore de Natal, colocada na Praça D. Maria II, ponto de paragem obrigatório para as selfies, é outro dos locais onde a presença da marca é mais sentida.

Recorde-se que o lançamento da marca Famalicão Cidade Têxtil aconteceu em fevereiro deste ano, na II Conferência Internacional do Têxtil e Vestuário, que decorreu no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões. A marca Famalicão Cidade Têxtil veio vincar o que o concelho já é há mais de um século: um importante centro de produção, de investigação e desenvolvimento do setor têxtil.

Seis detidos por roubo de máquinas industriais pesadas em Vila Nova de Famalicão e Santarém

Seis homens, entre os 21 e os 65 anos, cinco dos quais com antecedentes criminais por falsificação de documentos, fraude fiscal, furto qualificado, abuso de confiança, coação e burla qualificada, foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência, por furto de máquinas industriais pesadas, em Santarém e Vila Nova de Famalicão.

No âmbito de uma investigação desenvolvida, durante 14 meses, pelo Núcleo de Investigação Criminal da Póvoa de Lanhoso da GNR, por furto de máquinas industrias pesadas, nomeadamente retroescavadoras, foram realizadas, esta quarta-feira, sete buscas domiciliárias e 27 não domiciliárias, anexos, garagens e veículos.

Esta ação culminou na apreensão de uma arma de fogo, tipo “Shotgun”; dois detetores de sinais GPS/GSM; quatro comandos de alta frequência; um computador portátil; várias placas VIN (número de identificação/marca de segurança) de máquinas retroescavadoras; um detetor de metais. 30 doses de haxixe; 28 telemóveis; 32 450 euros em numerário; e uma máquina de contar notas. Foram, ainda, apreendidas munições de vários calibres e várias chaves de veículos.

As retroescavadoras eram furtadas e enviadas para Amesterdão, para serem comercializadas em países do médio oriente e em África.

Famalicão lança Obra Política de Bernardino Machado

É já nesta sexta-feira, 14 de dezembro, pelas 21h30, que será lançado o tomo VII, (1ª Parte) da Obra Política de Bernardino Machado que mostra um dos períodos menos conhecidos do seu percurso político, ou seja, o que decorre entre 1921 e 1926.

A apresentação decorre na Sala Júlio Machado Vaz, do Museu Bernardino Machado e conta com as presenças do professor da Universidade Católica do Porto, António José Queiroz e do Coordenador Científico do Museu Bernardino Machado, Doutor Norberto Cunha. A sessão é de entrada gratuita e o público presente será brindado com a oferta do livro.

Entre 1921 e 1926, Bernardino Machado chefiou, durante alguns meses, um Governo trans-partidário (que foi derrubado em Maio de 1921, através de um golpe militar); sucedeu-lhe um Governo de transição, até às eleições de Junho, chefiado pelo liberal Barros Queiroz, convidado pelo Presidente da República e apoiado pelo Partido Democrático. Após as eleições e com uma maioria escassa no Parlamento, o Governo caiu para dar lugar a um outro, da mesma cor politica (liberal), chefiado por António Granjo. Mas este Governo assim como os maiores partidos que o apoiavam – o Partido Liberal e o Partido Democrático – persistiam numa prática politica cada vez mais afastada dos seus eleitores e mais centrada na sustentação e solidez do seu “rotativismo”. Esta dissociação entre o poder politico e os partidos, por um lado, e o povo por outro, contribuiu para a tragédia da Noite Sagrenta de 19 de Outubro, em que foram assassinados Granjo, Machado Santos e Carlos da Maia. O poder foi, então, entregue a Manuel Maria Coelho (que conspirava já pelo derrube do Governo, mas sem quaisquer ligações aos fautores da Noite Sangrenta); depois de algumas semanas de turbulência governativa, foi chamado a presidir ao Ministério, Cunha Leal, que, apesar dos esforços feitos para controlar e manipular a favor da “sua politica”, as eleições de Fevereiro de 1922, as veio a perder, reentrando-se num período de normalidade constitucional, com a vitória do Partido Democrático e o Governo que se lhe seguiu, chefiado por António Maria da Silva. Embora Bernardino Machado não tenha tido neste período uma intensa atividade política (salvo no período em que presidiu ao Ministério) escreveu importantes textos, na imprensa periódica, quer doutrinais quer sobre a situação politica (que ia acompanhando) e que até ao presente caíram no esquecimento. Por todas estas razões é, certamente, um dos mais interessantes volumes da sua Obra Politica.