Jovem que assaltou e agrediu vizinho que acabou por morrer vai conhecer a sentença

O Tribunal Judicial de Guimarães marcou para 17 de julho a leitura do acórdão de um jovem de Famalicão acusado de agredir e assaltar um idoso, que viria a morrer menos de um mês depois.

O jovem, que na altura dos factos tinha 17 anos, está acusado de um crime de roubo, agravado pelo resultado morte. No processo, é também arguida a mãe do jovem, acusada de um crime de recetação, por alegadamente ter vendido o ouro que o filho roubou ao idoso. Nas alegações finais, o procurador do Ministério Público limitou-se a pedir “justiça”, enquanto os advogados de defesa pediram a absolvição.

Os factos remontam à madrugada de 19 de outubro de 2016, na casa do idoso, de 85 anos, no centro de Vila Nova de Famalicão. Segundo a acusação, o idoso foi agredido comum barrote de madeira na cabeça e bateu contra uma lareira, acabando por morrer cerca de um mês depois.

Na altura, ter-lhe-ão roubado cerca de 885 euros em notas e objetos em ouro que alegadamente foram vendidos no dia seguinte pela mãe do jovem arguido, numa loja especializada, por 2.950 euros.

Em julgamento, o jovem negou a autoria do crime, alegando que na altura estava a dormir. A mãe não prestou declarações. O caso foi inicialmente investigado pela PSP e arquivado, mas acabaria por ser reaberto, depois de uma denúncia anónima que apontava uma sobrinha da vítima como sendo a autora do crime.

Face a essa denúncia, o Ministério Público pediu a exumação do cadáver da vítima, para autópsia. A investigação concluiria que o autor do crime foi um jovem vizinho. A advogada de defesa do jovem alegou hoje que a autópsia foi “inconclusiva” quanto às causas da morte. Alegou ainda que não há qualquer prova de que o jovem tenha sido o autor do assalto e, consequentemente, das agressões. Já o advogado da mãe defendeu que não é possível provar que tenha sido a arguida a vender o ouro, apesar de terem sido usados os seus documentos pessoais.

Hospital de Famalicão reforça a equipa e contrata 21 profissionais

O Centro Hospitalar do Médio Ave, que inclui o hospital de Famalicão, contratou 21 profissionais. São sobretudo enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e assistentes operacionais.

A autorização para a contratação destes profissionais foi dada pelo Ministério da Saúde para colmatar os efeitos causados com a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais.

Entretanto, o Centro Hospitalar celebrou um contrato para o fornecimento da alimentação. É válido por três anos e com um valor superior a dois milhões de euros.

As ementas também foram mudadas e incluem uma opção vegetariana.

Homem ferido com gravidade na sequência de despiste em Arnoso Sta Eulália

Um homem ficou com ferimentos graves depois de ter perdido o controle da mota que conduzia, na tarde desta sexta-feira, em Arnoso Sta Eulália.

O acidente terá acontecido por volta das 19h00, na Avenida Dr Agostinho Fernandes. O ferido foi assistido no local de imediato por um médico e um bombeiro que ali passavam no momento do acidente, mais tarde o socorro foi prestado pelos Bombeiros Voluntários de Viatodos auxiliados por uma equipa do INEM.

O trânsito naquela avenida foi cortado nos dois sentidos, a GNR tomou conta da ocorrência.

 

Parque da Devesa + Música + Por do Sol = Devesa Sunset

Sair do trabalho e entrar de fim-de-semana num ambiente descontraído, na companhia da família e amigos, com um pôr-do-sol e o verde do Parque da Devesa como cenário e ao som de boa música. É esta a proposta que o Município de Famalicão tem para todas as sextas-feiras do mês de agosto, com mais uma edição do Devesa Sunset.

Beatriz Pessoa, a 3 de agosto, Mathilda, no dia 10, Rubel, a 17 de agosto, e Luís Severo, no dia 24, são os artistas convidados da edição deste ano da iniciativa, promovida anualmente pela autarquia famalicense.

Os concertos são de entrada gratuita e decorrem a partir das 19h00, junto ao lago.

O arranque do Devesa Sunset dá-se no feminino, com a atuação de Beatriz Pessoa, artista incluída pelo jornal Público na lista dos nomes que vamos encontrar nos próximos anos. Depois de um 2017 repleto de apresentações especiais – EDP Cool Jazz – primeira parte de Jamie Cullum; Festival MED; Festival F; Culturgest; Casa da Música – é no presente ano de 2018 que as canções de toada jazz e estrutura pop da autoria de Beatriz Pessoa se prestam a um novo passo na carreira da compositora lisboeta, com o seu recente EP “II”.

A segunda sessão vai decorrer no dia 10, com um nome promissor da nova música portuguesa. Falamos de Mathilda, alter ego musical de Mafalda Costa, compositora, cantora e instrumentista portuguesa. Ao vivo faz-se acompanhar por Diogo Alves Pinto, mais conhecido pela sua one-man band Gobi Bear. Em novembro de 2017, o seu primeiro lançamento “Lost Between Self Expression and Self Destruction” foi editado com o selo Planalto Records. O single valeu-lhe o lugar de finalista no reputado Festival Termómetro.

Segue-se uma das mais recentes revelações da música popular brasileira. O cantor e compositor Rubel está de mala aviadas para Portugal e tem paragem marcada em Vila Nova de Famalicão, no dia 17 de agosto, para o terceiro concerto do Devesa Sunset. Lançou este ano o seu segundo álbum – “Casas” – sucessor do elogiado disco “Pearl”, um álbum despretensioso, que foi ganhando força graças ao “boca a boca” na internet e a um videoclipe assistido mais de 21 milhões de vezes. Neste seu novo trabalho, o compositor mistura influências do rap, da música eletrónica e do samba.

Luís Severo foi o nome escolhido para encerrar, a 24 de agosto, o Devesa Sunset. Iniciou a sua ligação à música na adolescência quando começou a partilhar canções que inicialmente assinava como “Cão da Morte”. Em 2015 editou o seu primeiro disco ‘Cara D’Anjo’ e gravou um segundo álbum, em 2017, intitulado ‘Luís Severo’. Graças a este disco, foi considerado autor do melhor disco português em 2017 para os leitores da Blitz.

Junta de Freguesia e Câmara unidas pelas ambições de Joane

A Junta de Freguesia de Joane tem sonhos para a vila e a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, naquilo que for da sua responsabilidade, vai ajudar a concretizá-los. Um dos mais palpitantes de momento relaciona-se com a criação de um novo espaço ao ar livre para a prática desportiva, de apoio ao treino dos muitos atletas da localidade e à população em geral.

A intenção foi expressa publicamente pelo presidente da Junta de Freguesia, António Oliveira, no decurso da cerimónia evocativa do 32.º aniversário da elevação de Joane a Vila, que decorreu nesta terça-feira, 3 de julho, no completamente preenchido Joannem Auditorium e o projeto recebeu de imediato o reconhecimento público por parte do Presidente da Câmara, Paulo Cunha, “como uma necessidade” e como uma “ambição também municipal”. “As ambições de Joane são ambições da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal”, referiu o edil, mostrando-se em plena sintonia com as prioridades tornadas públicas por António Oliveira.

“É um projeto que vamos trabalhar de imediato, uma vez que se trata de reunir e concretizar vontades”, anunciou o Presidente da Câmara Municipal logo após António Oliveira ter dito que o terreno que encaixa nas pretensões da comunidade é pertença da paróquia e “creio existir a aspiração de fazer permuta dessa área com um edifício municipal que está cedido à paróquia a titulo de direito de superfície”.

Para além da vontade na criação da nova infraestrutura desportiva, António Oliveira elencou como desafios mais prementes o alargamento do Parque da Ribeira para poente, a requalificação da Rua da Restauração, uma via intermunicipal de grande importância, e a criação de um elemento escultórico na nova rotunda sobre a VIM, que funcione como uma verdadeira porta de entrada da localidade.

“Sabemos o que é um compromisso, sabemos o que é importante para a população e estamos absolutamente unidos, coesos e concentrados nestes propósitos”, garantiu Paulo Cunha.

Para o Governo, António Oliveira também deixou um desejo, o de ver construída e instalada uma Unidade de Saúde Familiar no centro da Vila.

A cerimónia terminou com a homenagem aos campeões de Joane, com a abertura do Bolo de Aniversário e com um brinde coletivo ao futuro de Joane, que nas últimas três décadas conheceu um desenvolvimento extraordinário tendo praticamente duplicado a sua população.

Um livro que é uma viagem à volta da vida e obra de Alberto Sampaio

Alberto Sampaio é o novo autor a integrar a coleção “Viajar com… Os caminhos da Literatura”, da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), através da qual se pretende dar a conhecer alguns dos mais relevantes escritores da Literatura Portuguesa, cuja vida e obra passaram pela região Norte.

«Viajar com… Alberto Sampaio», de Emília Nóvoa Faria e António Martins, resulta de uma parceria entre a DRCN e o Município de Vila Nova de Famalicão e conduz o leitor por uma viagem pela vida, obra e locais deste historiador português, especialmente conhecido pelos seus trabalhos no domínio da história económica.

A apresentação pública da obra está marcada para o próximo dia 13 de julho, pelas 18 horas no Arquivo Municipal Alberto Sampaio, em Vila Nova de Famalicão.

Recorde-se que, no âmbito desta iniciativa, foram já editados cerca de duas dezenas de roteiros, dedicados, a título de exemplo, a Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Trindade Coelho, José Régio, Miguel Torga, Luísa Dacosta ou Guerra Junqueiro.

De acordo com o Diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte, esta coleção de roteiros “pretende proporcionar um reencontro, um renovado abraço à literatura portuguesa na memória e na obra de um escritor, um pretexto para uma boa conversa e o início de uma nova descoberta em torno da nossa cultura e do território da região Norte de Portugal”.

Entre as principais obras de Alberto Sampaio (1841 – 1908) contam-se as consagradas às póvoas marítimas medievais e às vilas do Norte de Portugal. O autor integrou-se no movimento designado como Portugália. Fez parte da filial de Guimarães da Associação Arqueológica de Lisboa; fundou a Sociedade Martins Sarmento, à qual o seu nome ficaria para sempre ligado.

Afirmou-se progressivamente como pioneiro da história económica e social, dando início aos estudos de história agrária em Portugal, com a publicação na Revista de Guimarães, em 1885, do primeiro artigo da série A propriedade e a cultura do Minho, a que daria continuidade com a sua obra mais conhecida, “As vilas do Norte de Portugal”. Com os textos sobre o Norte marítimo e As póvoas marítimas, Alberto Sampaio deu também um forte impulso inicial aos estudos sobre a problemática do desenvolvimento marítimo.

Após a sua morte, a obra de Alberto Sampaio não caiu no esquecimento. Um dos primeiros actos da República em Guimarães foi o reconhecimento da obra deste cidadão ilustre, atribuindo o seu nome a uma das avenidas mais emblemáticas da cidade. Em 1923, Luís de Magalhães publicou o essencial da sua obra científica, na coletânea, em dois volumes, Estudos Históricos e Económicos. Em 1928, foi criado o Museu de Alberto Sampaio. Em 1956, inaugurou-se o monumento a Alberto Sampaio, no largo dos Laranjais, em Guimarães. Em 1972, foi criada a Escola Comercial Alberto Sampaio (hoje Escola Secundária Alberto Sampaio), em Braga.