A singularidade de Gil Heitor Cortesão na Ala da Frente

A partir do próximo dia 9 de junho, há nova exposição para ver na galeria de arte contemporânea Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão. O nome que se segue é o do pintor português Gil Heitor Cortesão, que até setembro expõe na galeria famalicense “Outside In”.

Dono de um “percurso muito singular”, Gil Heitor Cortesão tem marcado o panorama da pintura portuguesa pela técnica “pouco habitual” que apresenta nos seus trabalhos.

“A pintura é feita no verso de vidro ou acrílico e ficamos perante a visão da pintura numa superfície lisa e sem as texturas, o que nos dá uma visão e sensação muito particular da obra”, explica a propósito António Gonçalves, curador da Ala da Frente.

Um trabalho onde a arquitetura ocupa um lugar de especial atenção, definindo mesmo algumas estratégias de composição das obras.

“A pintura de Gil Heitor Cortesão assume-se como um corpo capaz de fazer rever e pensar a imagem. Demonstra-nos que a pintura mantém um mistério que vai para além do plano da imagem, aprofunda possibilidades e instiga o conhecimento”, acrescenta.

Gil Heitor Cortesão nasceu em Lisboa em 1967, onde vive e trabalha. A partir de 1996, o trabalho que tem vindo a apresentar consiste essencialmente em pinturas realizadas sob vidro acrílico, executadas na face oposta à que é mostrada ao público. A arquitetura modernista tem sido objeto de constante revisitação, sujeita a desvios e associações inesperadas.

Realizou várias exposições individuais, entre as quais se podem destacar Mnemopolis (Fundação Calouste Gulbenkian – Centro de Arte Moderna, 2004), Modelo para armar (Galeria Fortes Vilaça, S. Paulo, 2007), Wallpaper (Galeria Pedro Cera, Lisboa, 2011), Reversos (Palexco, La Coruña, 2013), Second Nature (Galerie Suzanne Tarasiève, Paris, 2015) Late Night Shopping (Galeria Pedro Cera, Lisboa, 2017), Umbra (Carbon 12, Dubai, 2018).

Está representado em diversas coleções públicas ou privadas, nomeadamente: Fundação ARCO, Madrid; CAM/JAP, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; EDP – Electricidade de Portugal; Colecção Fundação de Serralves, Porto; Colecção António Cachola, MACE, Elvas; Colecção Fundação Ilídio Pinho, Porto; Museu da Cidade, Lisboa; Colecção Associação Industrial Portuguesa, Lisboa; Fundación Barrié, A Coruña ; Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean- Mudam, Luxembourg ; Colecção de Arte Contemporânea Arquipélago, São Miguel, Açores.

Parque da Devesa de Famalicão recebe escultura de José Pedro Croft

Uma escultura da autoria de José Pedro Croft, pertencente à coleção da Fundação Serralves, vai ficar patente no Parque da Devesa de Vila Nova de Famalicão, a partir da próxima segunda-feira, dia 4 de junho, no âmbito do acordo de adesão do município famalicense ao Conselho de Fundadores da Fundação celebrado em 2016.

A instalação peça serve de prenúncio à exposição “A Minha Casa é a Tua Casa, Imagens do Doméstico e do Urbano na Coleção de Serralves” que ficará patente na Casa do Território, no Parque da Devesa, entre outubro de 2018 e junho de 2019, ao abrigo do mesmo protocolo, reunindo um conjunto diversificado de artistas como Filipa César, Pedro Cabrita Reis, Gil Heitor Cortesão, Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, Gordon Matta-Clark, Juan Muñoz, Bruce Nauman, Luís Palma, Martha Rosler e Ana Vieira.

Na obra que Famalicão vai receber a partir de segunda-feira, José Pedro Croft usa uma técnica tradicional da escultura, a modelação em gesso e posterior passagem a bronze, para realizar uma escultura que alude ao espaço doméstico e às experiências do quotidiano. Neste caso, um segmento de cone evoca um alguidar. As formas da obra, bem como a pintura branca que reveste o bronze, estabelecem uma ponte entre a simplicidade dos objetos domésticos e a grandiloquência dos sólidos geométricos, que torna impossível o uso dos objetos devido ao seu peso.

Recorde-se que, com a celebração do acordo de adesão do município a Serralves iniciou-se uma relação de cooperação entre estas duas instituições, baseada num projeto integrativo de promoção e divulgação cultural e ambiental, que entre outras atividades prevê, por exemplo, o acesso em Famalicão às inúmeras exposições itinerantes da Coleção de Serralves, entre outras iniciativas.

A Fundação Serralves é uma instituição de utilidade pública de que são fundadores, entre outros o Estado, e um importante conjunto de entidades singulares e coletivas, que representam a iniciativa privada, a sociedade civil e as autarquias. Ao todo, a Fundação Serralves conta neste momento com cerca de 241 fundadores.

The Black Mamba no aniversário da Casa das Artes

A Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão comemora este fim-de-semana o seu 17.º aniversário e a festa vai fazer-se ao som de uma das bandas portuguesas do momento – os The Black Mamba.

O grupo, cuja musicalidade mistura a soul music, o blues e o funk, atua este sábado, 2 de junho, pelas 21h30, no espaço cultural famalicense e prepara-se para subir ao palco do grande auditório no seu formato mais completo, em octeto.

Depois do disco de estreia – “The Black Mamba” – e do sucessor “Dirty Little Brother”, a banda encontra-se já a trabalhar no seu terceiro trabalho de originais, do qual já se conhece o primeiro single – “Stronger”.

No âmbito das comemorações do 17.º aniversário da Casa das Artes há ainda mais três momentos a assinalar.

No cinema, a exibição do terceiro episódio da saga “Os Vingadores” – “Vingadores: Guerra do Infinito”, nesta sexta-feira, dia 1 de junho, pelas 21h30, e do filme de animação “Asas pelos Ares”, no sábado, dia 2, às 15h00 e às 17h30.

Na música, destaque ainda para o concerto da Orquestra Sinfónica ESPROARTE, sob a direção do maestro Gustavo Delgado e apresentação de Jorge Castro Ribeiro, neste domingo, dia 3 de junho, pelas 11h30.

ASAE apreende 5.900 doses de droga e 12 mil artigos contrafeitos em Riba de Ave, Póvoa de Varzim e Felgueiras

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou a apreensão de 5.900 doses de droga numa operação de combate à contrafação no Norte do país, tendo confiscado 12.000 artigos falsificados no valor de quase 51 mil euros.

A apreensão dos artigos contrafeitos, incluindo calçado, roupa e acessórios de moda, resultou de buscas na semana passada a residências, garagens que serviam de armazéns e viaturas em Póvoa de Varzim e Riba d’Ave.

As buscas ocorreram no âmbito de uma investigação, que demorou um ano, direcionada para páginas na internet, nomeadamente da rede social Facebook, envolvendo fraude sobre mercadorias e venda e circulação de artigos contrafeitos, refere a ASAE em comunicado.

Numa das casas, precisou a ASAE à Lusa, foram apreendidas 3.000 doses individuais de haxixe e 2.900 de canábis, no montante de cerca de 29 mil euros, duas balanças, quatro telemóveis e gás pimenta de defesa.

A lista de apreensões inclui três computadores portáteis, um ‘tablet’ e documentação diversa ligada às transações de mercadorias.

Os suspeitos dos crimes de tráfico de droga e contrafação já foram identificados, adiantou à Lusa a ASAE.

Segundo a ASAE, as encomendas dos artigos “eram geridas e expedidas, via CTT e empresas de logística, para todo o país a partir de um estabelecimento comercial” de um marroquino, na Póvoa de Varzim, que colaborava com outras pessoas.

No curso da investigação, realizada em articulação com a PSP, foram intercetados dois veículos de transporte e inspecionadas duas fábricas na zona de Felgueiras, onde foi “detetada a produção em flagrante de calçado contrafeito”, tendo as autoridades instaurado autos de contraordenação por falta de licenciamento industrial e um processo-crime por uso de máquinas que se encontravam apreendidas em processos anteriores e por quebra de selos de confiscação.