Parque da Devesa de Famalicão recebe escultura de José Pedro Croft

Uma escultura da autoria de José Pedro Croft, pertencente à coleção da Fundação Serralves, vai ficar patente no Parque da Devesa de Vila Nova de Famalicão, a partir da próxima segunda-feira, dia 4 de junho, no âmbito do acordo de adesão do município famalicense ao Conselho de Fundadores da Fundação celebrado em 2016.

A instalação peça serve de prenúncio à exposição “A Minha Casa é a Tua Casa, Imagens do Doméstico e do Urbano na Coleção de Serralves” que ficará patente na Casa do Território, no Parque da Devesa, entre outubro de 2018 e junho de 2019, ao abrigo do mesmo protocolo, reunindo um conjunto diversificado de artistas como Filipa César, Pedro Cabrita Reis, Gil Heitor Cortesão, Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, Gordon Matta-Clark, Juan Muñoz, Bruce Nauman, Luís Palma, Martha Rosler e Ana Vieira.

Na obra que Famalicão vai receber a partir de segunda-feira, José Pedro Croft usa uma técnica tradicional da escultura, a modelação em gesso e posterior passagem a bronze, para realizar uma escultura que alude ao espaço doméstico e às experiências do quotidiano. Neste caso, um segmento de cone evoca um alguidar. As formas da obra, bem como a pintura branca que reveste o bronze, estabelecem uma ponte entre a simplicidade dos objetos domésticos e a grandiloquência dos sólidos geométricos, que torna impossível o uso dos objetos devido ao seu peso.

Recorde-se que, com a celebração do acordo de adesão do município a Serralves iniciou-se uma relação de cooperação entre estas duas instituições, baseada num projeto integrativo de promoção e divulgação cultural e ambiental, que entre outras atividades prevê, por exemplo, o acesso em Famalicão às inúmeras exposições itinerantes da Coleção de Serralves, entre outras iniciativas.

A Fundação Serralves é uma instituição de utilidade pública de que são fundadores, entre outros o Estado, e um importante conjunto de entidades singulares e coletivas, que representam a iniciativa privada, a sociedade civil e as autarquias. Ao todo, a Fundação Serralves conta neste momento com cerca de 241 fundadores.

The Black Mamba no aniversário da Casa das Artes

A Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão comemora este fim-de-semana o seu 17.º aniversário e a festa vai fazer-se ao som de uma das bandas portuguesas do momento – os The Black Mamba.

O grupo, cuja musicalidade mistura a soul music, o blues e o funk, atua este sábado, 2 de junho, pelas 21h30, no espaço cultural famalicense e prepara-se para subir ao palco do grande auditório no seu formato mais completo, em octeto.

Depois do disco de estreia – “The Black Mamba” – e do sucessor “Dirty Little Brother”, a banda encontra-se já a trabalhar no seu terceiro trabalho de originais, do qual já se conhece o primeiro single – “Stronger”.

No âmbito das comemorações do 17.º aniversário da Casa das Artes há ainda mais três momentos a assinalar.

No cinema, a exibição do terceiro episódio da saga “Os Vingadores” – “Vingadores: Guerra do Infinito”, nesta sexta-feira, dia 1 de junho, pelas 21h30, e do filme de animação “Asas pelos Ares”, no sábado, dia 2, às 15h00 e às 17h30.

Na música, destaque ainda para o concerto da Orquestra Sinfónica ESPROARTE, sob a direção do maestro Gustavo Delgado e apresentação de Jorge Castro Ribeiro, neste domingo, dia 3 de junho, pelas 11h30.

ASAE apreende 5.900 doses de droga e 12 mil artigos contrafeitos em Riba de Ave, Póvoa de Varzim e Felgueiras

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou a apreensão de 5.900 doses de droga numa operação de combate à contrafação no Norte do país, tendo confiscado 12.000 artigos falsificados no valor de quase 51 mil euros.

A apreensão dos artigos contrafeitos, incluindo calçado, roupa e acessórios de moda, resultou de buscas na semana passada a residências, garagens que serviam de armazéns e viaturas em Póvoa de Varzim e Riba d’Ave.

As buscas ocorreram no âmbito de uma investigação, que demorou um ano, direcionada para páginas na internet, nomeadamente da rede social Facebook, envolvendo fraude sobre mercadorias e venda e circulação de artigos contrafeitos, refere a ASAE em comunicado.

Numa das casas, precisou a ASAE à Lusa, foram apreendidas 3.000 doses individuais de haxixe e 2.900 de canábis, no montante de cerca de 29 mil euros, duas balanças, quatro telemóveis e gás pimenta de defesa.

A lista de apreensões inclui três computadores portáteis, um ‘tablet’ e documentação diversa ligada às transações de mercadorias.

Os suspeitos dos crimes de tráfico de droga e contrafação já foram identificados, adiantou à Lusa a ASAE.

Segundo a ASAE, as encomendas dos artigos “eram geridas e expedidas, via CTT e empresas de logística, para todo o país a partir de um estabelecimento comercial” de um marroquino, na Póvoa de Varzim, que colaborava com outras pessoas.

No curso da investigação, realizada em articulação com a PSP, foram intercetados dois veículos de transporte e inspecionadas duas fábricas na zona de Felgueiras, onde foi “detetada a produção em flagrante de calçado contrafeito”, tendo as autoridades instaurado autos de contraordenação por falta de licenciamento industrial e um processo-crime por uso de máquinas que se encontravam apreendidas em processos anteriores e por quebra de selos de confiscação.

Meninas do Landim tentam vitória na Taça da A.F.Braga

A equipa feminina do Futebol Clube de Landim disputa, ao final da tarde desta quinta-feira, a final da Taça da Associação de Futebol de Braga.
A formação famalicense defronta, a partir das 19 horas, o Tebosa, em partida que terá lugar no Pavilhão do Desportivo Jorge Antunes, em Vizela.
Recorde-se que o FC Landim venceu, no passado domingo, a Taça do Minho. A vitória, por 5-3, sobre o Juventude S. Pedro, em jogo disputado em Caminha, valeu o troféu à formação orientada por Ruben Correia.

Marcelo Rebelo de Sousa abre as portas do Centro Português do Surrealismo

O Presidente da República Portuguesa Marcelo Rebelo de Sousa inaugura esta sexta-feira, dia 1 de junho, pelas 17h30, o Centro Português do Surrealismo, na Fundação Cupertino de Miranda de Vila Nova de Famalicão. A cerimónia conta com as presenças do Presidente do Conselho de Administração da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e de vários artistas de referência do Surrealismo Português, entre outras personalidades do mundo da cultura.

Nesta inauguração será apresentada ao público a exposição “O Surrealismo na Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian”, que possibilita revisitar as obras ligadas ao Movimento Surrealista desta coleção e regressar ao acontecimento plástico desse período. Esta exposição representa um estímulo à investigação e compreensão, quer de atitudes, quer de pensamentos, levados a cabo por autores que desafiaram a situação social e política da época, demonstrando audácia, inteligência e liberdade.

Refira-se que o Centro Português do Surrealismo nasce na Fundação Cupertino de Miranda que tem atualmente uma coleção de mais de três mil obras ligadas ao surrealismo, nomeadamente de Mário Cesariny e Artur Cruzeiro Seixas, num total de 130 artistas.

“A qualidade, a diversidade e os atributos da coleção” justificaram, desde a primeira hora, a criação deste novo espaço “mais amplo e com excelentes condições de visita”, como explica o diretor da Fundação Cupertino de Miranda, António Gonçalves.

O Centro Português do Surrealismo vai integrar uma sala de exposições com cerca de 400 metros quadrados, afirmando-se como “um espaço cultural único na região”, como refere o responsável.

Para António Gonçalves, a nova estrutura que se pretende afirmar num futuro próximo como “um espaço incontornável de visita para quem está a estudar e se interessa pela arte moderna”, pretende ser “não só um depósito, mas um centro ativo de estudo e investigação do surrealismo”.

O EDIFICIO

Da autoria do arquiteto João Mendes Ribeiro, o Centro Português do Surrealismo nasce da adaptação do emblemático edifício da Fundação Cupertino de Miranda, que foi desenhado nos anos 50, verdadeiro ex-libris do espaço citadino.

Para o arquiteto o projeto constituiu “um enorme desafio pela ligação entre o passado e o futuro”, mas também “pelo tema da contemporaneidade”.

A principal transformação face ao desenho atual é a passagem do espaço museológico, bem como da oferta formativa, para os primeiros andares do edifício – atualmente localiza-se na torre que compõe o espaço – colocando-o na “linha da frente” de forma a“promover o contacto com a comunidade”.

“Vamos ter um conjunto de expositores que se abrem à cidade, criando uma relação muito forte com o espaço e com as pessoas”, acrescenta João Mendes Ribeiro.

Aquando da apresentação do projeto que aconteceu em fevereiro de 2017, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, descreveu o centro como um “projeto âncora. É inegável o protagonismo que a fundação tem na área cultural quer em Famalicão, quer no país, sendo um dos pilares do concelho. E a fundação, que não vive fechada em si mesma, tem espólios riquíssimos”, disse o autarca.

Na altura tanto Paulo Cunha como o presidente da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, vincaram o objetivo de tornar Vila Nova de Famalicão “o centro do surrealismo”, criando uma “marca” que gerará “muitos benefícios” como o desenvolvimento da atividade turística ou o estabelecimento de parcerias com empresas e instituições.

Refira-se que a somar às obras de adaptação do edifício, prevê-se ainda uma nova programação e novos custos com o funcionamento do Centro Português do Surrealismo que implicará um investimento na ordem dos 2,5 milhões de euros. A autarquia contribuirá com a atribuição de um apoio financeiro no valor de 300 mil euros, repartidos por quatro anos.