Incluir e integrar através das artes do circo

A escola de Circo de Vila Nova de Famalicão abriu, na passada quarta-feira, as portas ao EnvolvAr-te 2018, um projeto promovido pela Câmara Municipal que pretende através das artes circenses e da sua capacidade de estímulo à liberdade e de abertura ao infinito, envolver e integrar os cidadãos portadores de deficiência do concelho famalicense numa missão artística repleta de novos desafios, mas também muito convívio e alegria.

O projeto conta com a participação de 70 pessoas portadoras de deficiência, oriundas das várias instituições de solidariedade social do concelho. Com uma duração de nove meses, o EnvolvArt-te decorrerá sempre às quarta-feiras, nas instalações do INAC – Instituto Nacional das Artes do Circo, em Ribeirão. Num final, realizar-se-á um período de criação, numa residência intensiva, com participantes selecionados, tendo em vista a apresentação de um espetáculo.

Incentivar o respeito por si próprio e pelos colegas; socializar e integrar; desenvolver a coordenação motora; praticar atividade física através do trabalho muscular e de alongamento; aprender a noção de espacialidade e concentração; ganhar consciência corporal e despertar o interesse e a perceção artística, fomentando um acréscimo na formação como cidadão e público artístico-circense são os objetivos específicos deste projeto, que conta com a participação das seguintes instituições; APPACDM, a ACIP, a AFPAD, a Associação Teatro Construção, o Centro Social de Landim e o Centro Social e Paroquial de Ribeirão.

As sessões são coordenadas por dois formadores do INAC, Ana Dora Borges, que trabalha a dança e o movimento, e Fábio Constantino, que trabalha a acrobacia aérea e têm a duração de 2 horas.

Cardeal Cerejeira era “completamente independente de Oliveira Salazar”

“Muitas das história à volta das relações entre o Cardeal Cerejeira e o Salazar são do âmbito do mito Urbano”. A convicção é do Prof. Luís Salgado Matos, autor da recém editada obra “Cardeal Cerejeira – Um Patriarca de Lisboa no século XX português” e foi proferida numa conferência realizada, na última quinta-feira, em Vila Nova de Famalicão, terra natal do Cardeal Cerejeira.

A sala do Arquivo Municipal Alberto Sampaio encheu para ouvir Luís Salgado Matos a defender que o cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira era “completamente independente” de Oliveira Salazar e desafiar qualquer historiador a provar-lhe o contrário, “com factos”. “Escrevi um livro objetivo sobre “a figura mais marcante da Igreja em Portugal no Séc. XX devido à sua obra de reestruturação eclesial e de reforma das relações da Igreja com o Estado”, afirma na sua obra, não hesitando em dizer que “o Patriarca dava a prioridade absoluta ao que estimava ser a separação entre a Igreja e a política.”

A sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e do Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, que elogiou a “coragem” de Luís Salgado Matos pela publicação de um livro que “faz justiça” ao Cardeal Cerejeira e à História.

O debate, que foi moderado pela investigadora em direito da Universidade Católica Portuguesa, Inês Granja Costa, esteve inserido no âmbito do ciclo de conferências “Conta-me a História”, que o município de Vila Nova de Famalicão tem vindo a promover à volta da sua História e das suas figuras mais proeminentes.

 

 

 

Recorde-se que D. Manuel Gonçalves Cerejeira nasceu em Vila Nova de Famalicão, na freguesia de Lousado. Foi Cardeal Patriarca de Lisboa durante mais de 40 anos (1929 -1972), tendo sido uma das mais destacadas figuras da Igreja Católica Portuguesa. Participou em três conclaves dos quais saíram eleitos o Cardeal Engenio Pacelli (Pio XII, 1939), o Cardeal Roncalli (João XXIII) e o Cardeal Montini (Paulo VI, 1963), bem como no Concílio Vaticano II (1962–1965). Mais nenhum Cardeal terá participado em tantos Conclaves.

A obra de Luís Salgado Matos tem prefácio de D. Manuel e foi publicada pela Gradiva.

Mouquim: Incêndio em colchão provoca estragos em habitação [c/vídeo]

Um pequeno foco de incêndio que terá deflagrado na manhã desta segunda-feira, 16 de Abril, provocou grandes estragos numa habitação localizada na Rua dos Loureiros, na freguesia de Mouquim, em Vila Nova de Famalicão.

O alerta foi dado por volta das 10h30 e para o local foram chamados os Bombeiros Voluntários Famalicenses que rapidamente extinguiram as chamas. A casa ficou com bastantes estragos fruto do combate às chamas e do fumo que acabou por se alastrar a todas as divisões.

Ao que a Cidade Hoje conseguiu apurar, no momento do incêndio não se encontrava ninguém na habitação pelo que não há feridos a registar.

Desconhece-se para já o que terá provocado o incêndio, a GNR tomou conta da ocorrência.

Autocarro do Vitória de Setúbal apedrejado em Famalicão

O autocarro onde seguiam apoiantes da equipa do Vitória de Setúbal, que jogou este sábado em casa do Vitória de Guimarães, foi apedrejado esta noite na A7, em Vila Nova de Famalicão.

Estragos no interior do autocarro (Fotografia Cedida ao Jornal Diário do Minho)

Os adeptos foram surpreendidos poucos minutos de abandonar a cidade berço, com uma série de pedras que foram arremessadas contra o autocarro onde seguiam.

Dois elementos ficaram feridos e tiveram de receber assistência. Assim que foram garantidas todas as condições de segurança, o autocarro parou na estação de serviço de Seide e aguardou a chegada da equipa dos Bombeiros Voluntários de Riba d’Ave e Cruz Vermelha de Macieira de Rates que assistiu os dois feridos.

A viagem dos setubalenses foi retomada momentos depois.

Rebentou um pneu por mau estado da estrada? Peça indemnização

Em Portugal são, infelizmente, vários os exemplos de estradas em mau estado. A segurança rodoviária parece que nem sempre é prioridade e tal cenário pode levar a acidentes que podem custar vidas

Mas sabia que pode pedir indemnização no caso de ter um acidente devido ao facto do piso da estrada estar em mau estado? Conheça quais os procedimentos.

De acordo com informações da agência LUSA, após declarações da DECO, “Acidentes por buracos na estrada ou outras situações de má conservação do piso, que podem ser imputadas às autarquias ou outras entidades”.

Segundo Ana Ferreira, jurista da associação de defesa do consumidor, a DECO,…

Aquilo que os consumidores devem fazer quando confrontados com uma situação destas é chamar a autoridade policial ao local para que possa ser feito um auto daquela situação. O auto vai ser fundamental para que o consumidor depois possa apresentar reclamação junto da autarquia ou da entidade que tiver a competência para a manutenção daquela estrada, provando que esteve naquele local, que ocorreu aquele sinistro, a data e os motivos que estiveram na origem daquele sinistro

Segundo a jurista, muitas vezes acontece que o condutor continua a sua viagem e só depois apresenta uma reclamação, mas, sem o auto da polícia, “a primeira resposta que o consumidor poderá ter é de que não existem provas de que esteve naquele local, que o sinistro ocorreu e que os danos reclamados tiveram origem no que descreve”.

Isso leva a que “só nas situações em que se consegue comprovar que houve a falta de diligência, uma responsabilidade por parte da entidade, é que o consumidor tem direito a ser indemnizado pelos danos que sofreu”.

Se for o caso de uma estrada com buracos que causam danos aos veículos, e que até já foi alvo reclamações, perante as quais as entidades já deveriam ter adotado diligências e não o fizeram, as hipóteses aumentam de ser indemnizado. O processo pode ser demorado e quase sempre tem de ser o consumidor a reparar o veículo.

Nesta situação deve guardar todos os elementos comprovativos: deve colocar o veículo numa oficina que faça um orçamento onde descreva como é que o veículo se encontrava, o que é necessário para reparar e uma fatura o mais discriminada possível, com o valor total, que vai ser no fundo a indemnização que o consumidor vai pedir e precisa de prova

Toda a informação possível (incluindo fotos à estrada e aos estragos do veículos que podem ser tiradas no local usando o smartphone), para anexar ao processo, é fundamental no caso de um acidente ter ocorrido devido ao estado da via de circulação estar em mau estado. Ana Ferreira aconselha que seja feito um dossiê completo com dados que podem facilitar a análise do processo, contendo o auto da polícia, relatórios de peritos de oficinas e até fotos da viatura e da situação ocorrida.