Relação confirma condenação de dono de café por furto de eletricidade

O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a condenação do dono de um café de Barcelos a uma multa de 1650 euros pelo furto de energia elétrica à EDP, segundo acórdão quinta feira consultado pela Lusa.

O arguido terá ainda de pagar uma indemnização de 11.514 euros à EDP – Distribuição de Energia, por danos patrimoniais.

O tribunal deu como provado que o arguido, por si ou através de alguém a seu mando, «manipulou» o equipamento de telecontagem e de potência, para que parte da energia consumida pelo seu estabelecimento comercial não fosse contabilizada.

A instalação era trifásica, mas o “shunt” da fase 1 foi retirado e o “shunt” da fase 2 aliviado, mantendo-se o da fase 3 inalterado.

O tribunal considerou ainda provada uma adulteração do dispositivo de controlo de potência,passando a potência contratada, que era de 20,7 KVA, a ser fornecida a 41,4 KVA. Este «esquema» terá funcionado desde fevereiro de 2013 até abril de 2016, data em que foi realizada uma vistoria por funcionários da EDP.

Em julgamento, o arguido negou ter procedido à remoção dos shunts e alteração da potência do contador, mas foi contraditado pelo depoimento dos funcionários da EDP.

Detido por burla informática a empresa de confeções

A Polícia Judiciária (PJ) de Braga deteve um homem de 40 anos suspeito de burlar uma empresa de confeções, acedendo ao seu sistema
informático para assim conseguir ofertas de vestuário, anunciou ontem aquela autoridade.

Em comunicado, a PJ refere que o detido está indiciado pela prática dos crimes de burla informática, acesso ilegítimo e falsidade informática. Segundo a PJ, desde dezembro de 2017 que o detido «acedia ilegitimamente ao sistema informático de uma empresa de confeções e interferia no registo de pagamentos de compras via internet, produzindo documentos não genuínos de ofertas, que usava em seu proveito».

A PJ efetuou uma busca no domicílio do detido, na área do Porto, apreendendo o computador utilizado e o vestuário ilicitamente obtido.

Dois detidos por excesso de álcool em Braga e Famalicão

Dois homens foram detidos por condução de veículo automóvel sob influência do álcool.

De acordo com as autoridades, as situações ocorreram quinta feira de madrugada, sendo que o primeiro acaso aconteceu às 00h25, na cidade de Braga, na Rua José Afonso.

Assim, a Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve um cidadão com 46 anos de idade, por condução de veículo automóvel sob influência do álcool, quando submetido ao teste de alcoolemia, apresentou uma TAS de 1,33 g/l no sangue.

Já na passada quarta-feria, em Famalicão, pelas 02h20 na Praça 1.º de Maio, foi detido pela PSP um cidadão com 56 anos de idade, por condução de veículo automóvel sob influência do álcool, quando submetido ao teste de alcoolemia, apresentou uma TAS de 1,58 g/l no sangue.

Os detidos foram notificados para comparecerem, nos Serviços do Ministério Público junto do Tribunal Judicial de Braga e Vila Nova de Famalicão, respetivamente.

Ruivanense – Ninense nos quartos de final da Taça AF Braga

Realizou-se esta quinta feira o sorteio dos quartos de final da Taça AF Braga.

Ainda com alguns jogos em atraso por disputar, o destaque vai para o encontro entre o Ruivanense (Divisão de Honra) e o Ninense (Pró-Nacional).

Além dos “quartos”, já é também conhecido o emparelhamento para as meias finais da competição.

Quartos de final

Jogo 1: Forjães ou Santa Eulália-FC Amares

Jogo 2: Joane-Berço

Jogo 3: Ruivanense-Ninense

Jogo 4: Gondifelos ou Maria da Fonte-Ronfe

Meias finais

Vencedor jogo 3-Vencedor jogo 2

Vencedor jogo 4-Vencedor jogo 1

João Marques é o novo treinador da equipa de futebol feminino do Benfica

O treinador famalicense João Marques que está entre os nomeados para melhor treinador nos troféus desportivos “O Minhoto”, que são entregues no dia 19 de março, em Melgaço, é o novo treinador da equipa de futebol feminino que vai começar na próxima época, pela II divisão.

“Sinto-me muito honrado por este convite, é um orgulho estar aqui. Da minha parte prometo ao Benfica e a estas pessoas que apostaram em mim um compromisso muito grande no futebol feminino. Eu e a minha equipa técnica iremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que a aposta feita em nós seja acertada e que no futuro consigamos, todos juntos, os títulos para o futebol feminino”, disse João Marques que reconheceu a ambição de ver a equipa da Luz discutir a Liga dos Campeões dentro de dois, três anos.

“Estamos a trabalhar nesse sentido e um dos objetivos é batermo-nos com qualquer equipa mundial olhos nos olhos. Vamos ter de trabalhar muito com a nossa formação, mas daqui a três/quatro anos pensamos que vamos fazer frente a qualquer equipa mundial. O Benfica quer ser uma potência a nível nacional e mundial no futebol feminino. É para isso que vamos trabalhar.”

Ex-dirigentes do GD Ribeirão garantem em tribunal que assinavam “de cruz”

Cinco antigos dirigentes do Grupo Desportivo de Ribeirão arguidos num processo de “importação” ilegal de futebolistas estrangeiros alegaram esta quinta feira, no tribunal de Famalicão, que desconheciam as ilegalidades e que assinavam “de cruz” os documentos que o presidente lhes apresentava.

“Não sabia o que estava a assinar”, “tinha imensa confiança nas pessoas”, “era o presidente quem decidia e tratava de tudo”, “nunca pensei que o clube estivesse a cometer alguma ilegalidade” e “assinei vários documentos sem ter a noção da gravidade do que estava a fazer” foram as frases mais proferidas pelos arguidos, na primeira sessão do julgamento.

O então presidente do clube, Adriano Pereira, optou por não prestar declarações. O processo relaciona-se com a contratação, pelo Ribeirão, de futebolistas estrangeiros que vinham para Portugal sem o respetivo visto de trabalho.

Em causa estão 38 futebolistas, oriundos do Brasil, Mali, Burquina Faso, Bolívia, Nigéria e Guiné-Bissau.Oito antigos dirigentes e responsáveis do Ribeirão, a par de dois agentes desportivos e um empresário, respondem pelos crimes de angariação de mão-de-obra ilegal, auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos.

No processo, é também arguido o futebolista Ansumane Faty Júnior, acusado de um crime de falsificação ou contrafação de documento. O Ministério Público considerou indiciado que os arguidos dirigentes do clube recrutaram, de 2007 a 2014, um total de 38 jogadores estrangeiros, sendo que estes não tinham os vistos necessários para permanecer e trabalhar em Portugal.

Em alguns casos, aqueles dirigentes terão contado com a colaboração dos agentes desportivos e do empresário arguidos no processo.

Os futebolistas entravam em Portugal na qualidade de “turistas”, com vistos de curta duração, mas acabavam por ficar e ser contratados por vários clubes. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que investigou o caso, apreendeu documentação que dá conta de contratos com ordenados que oscilavam entre os 300 e os 10 mil euros mensais.

Trabalhavam na clandestinidade, já que não estavam inscritos nem nas Finanças nem na Segurança Social. Segundo o MP, a intenção dos autores do esquema seria, além da fuga aos impostos e às despesas com a legalização, obter “avultados proveitos”, resultantes da transferência dos futebolistas para outros clubes. Há registos de transferências que terão rendido 25 mil e 70 mil euros.

Entre os futebolistas em causa encontra-se Marcelino Ferreira, atualmente ao serviço do Rio Ave.

No aeroporto, perante elementos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), elementos da direção do GDR assinavam termos de responsabilidade, assegurando que os futebolistas não iam exercer qualquer atividade profissional em Portugal, remunerada ou não.

Posteriormente, os mesmos elementos assinaram os contratos dos futebolistas com o clube.

Os arguidos garantiram hoje que assinavam “de cruz”, no bar, no café ou mesmo no carro, sem fazerem ideia dos termos dos contratos ou de qualquer ilegalidade correlacionada.

Alegaram ainda que os contratos precisavam de três assinaturas, pelo que eram assinados “por quem estava mais à mão no momento”.

“Nenhum contrato foi recusado pela Federação Portuguesa de Futebol”, referiu um dos arguidos, para sustentar a sua “boa-fé” no processo.

No processo, Ansumane Faty Júnior, que agora joga no Felgueiras 1932, está acusado de falsificação ou contrafação de documento, por alegadamente ter assinado um contrato de trabalho como aprendiz de carpinteiro, com uma firma propriedade do então presidente do Ribeirão, quando na realidade era futebolista.