A emergência médica em Portugal tem, a partir de hoje, 1 de setembro, uma nova organização. A Ordem dos Enfermeiros garante que as alterações não significam uma redução dos meios disponíveis para responder às situações de emergência.
Cerca de 100 ambulâncias passam a estar instaladas em hospitais. Continuam ligadas à rede de emergência e podem ser chamadas pelo CODU sempre que necessário. Estes meios podem responder a ocorrências na comunidade e também assegurar o transporte de doentes críticos entre hospitais.
As equipas de Suporte Imediato de Vida (SIV) passam a utilizar viaturas ligeiras, em vez de ambulâncias. A mudança pretende tornar as deslocações mais rápidas e permitir uma maior área de cobertura. Quando for necessário transportar um doente, será chamada uma ambulância.
Outra alteração acontece no atendimento das chamadas para o 112. Os enfermeiros passam a participar na triagem dos casos, com recurso ao Sistema de Triagem de Manchester, já utilizado nos hospitais. Os médicos continuam a desempenhar as suas funções no CODU.
Para quem liga para o 112, a mudança deverá ser pouco sentida. O objetivo é utilizar os meios disponíveis de forma mais adequada e conseguir uma resposta mais rápida, sobretudo nos casos mais graves. A meta é responder a estas situações em menos de oito minutos.


