Na sua programação para janeiro, o Cineclube de Joane apresenta no dia 8, na Casa das Artes, o filme “Depois da Caçada”, de Luca Guadagnino, com a atriz Julia Roberts no papel de Alma Imhoff, uma professora universitária. Na história, o ator Andrew Garfield faz de Hank, vê-se acusado de má conduta sexual. A suposta vítima é Maggie (Ayo Edebiri), uma aluna protegida de Alma Imhoff. Este psicodrama sobre jogos de poder e diferentes versões da verdade, integrou a competição oficial do Festival de Cinema de Veneza.
No dia 15, será exibido o filme “Foi só um acidente”, de Jafar Panahi. Um simples acidente, com o atropelamento de um cão, desencadeia uma série de acontecimentos. O mais recente filme do cineasta iraniano Jafar Panahi, que recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes.
A 22 de janeiro, pode ver “Lavagante”, de Mário Barroso, na sessão “traz outro amigo também”. Uma história de amor em plena ditadura salazarista, num tempo marcado pela censura, pelas perseguições políticas, pelas prisões arbitrárias e pela revolta estudantil do início da década de 1960. Com argumento de António Pedro Vasconcelos, inspirado na obra de José Cardoso Pires. No elenco destacam-se os atores Francisco Froes, Júlia Palha, Nuno Lopes, Leonor Alecrim, Diogo Infante e Rui Morisson.
No dia 29 de janeiro, na sessão “já não há cinéfilos”, será apresentado “Umberto D.”, de Vittorio de Sica. Umberto D. é um velho solitário e o apelido é amputado para tornar universal um problema com que se debatia na altura a Itália: o dos reformados que viviam na indigência com as pensões de miséria que recebiam. Retrato íntimo de um homem só, que tem apenas um cão por companhia e luta para sobreviver e manter a sua dignidade.
Era o filme preferido de De Sica, Bazin considerou-o um dos maiores da história do cinema, Chaplin chorou ao vê-lo. Buñuel escreveu que «era um dos melhores filmes que o neo-realismo produzira». O novo governo democrata-cristão italiano manobrou para que não saísse vitorioso do festival de Cannes, e um jovem Giulio Andreotti escreveu um artigo inflamado contra o neo-realismo e acusava De Sica de dar «uma má imagem do país», ao que o realizador retorquiu que «contava a realidade».
Já são conhecidos os filmes de fevereiro: dia 5, “À Sua Imagem”, de Thierry de Perett; dia 12, “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho; dia 19, “Onde Aterrar”, de Hal Hartley; dia 26, “O General Della Rovere”, de Roberto Rossellini.
Todas as sessões decorrem a partir das 21h45, no pequeno auditório da Casa das Artes.








