Covid-19: Câmara de Famalicão pede mais apoio do Governo

O impacto das medidas de combate ao covid-19 e daquelas que se apresentam para mitigar os seus efeitos sociais e económicos será, para os cofres municipais, entre 3 a 5 milhões de euros. Isto implica uma revisão orçamental, com alterações porque há gastos com medidas não previstas aquando da elaboração do programa e há atividades que tinham sido planeadas, como as Antoninas e as Festas e Maio, que não se vão realizar.

Mesmo com alteração das atividades, os gastos extra com covid-19 são superiores e o município ainda não sabe como conseguir a receita necessária. «Acredito que, por força do que temos vindo a fazer ao longo dos anos, existe capacidade de acomodação destes encargos; sendo que é preciso deixar um alerta ao Governo para que consiga canalizar para os municípios mais verbas dos fundos comunitários para apoiar o que estamos a fazer no combate a pandemia», alerta o presidente da Câmara. «Espero também que o orçamento de estado não seja insensível a esta circunstância», acrescenta.

Recorde-se que o município anunciou já medidas ao nível fiscal, como a descida de 0,5% no IRS, a redução de IMI para famílias que tenham um filho (já existia para famílias com dois ou mais filhos), e uma isenção da derrama para empresas com volume de negócios até 250 mil euros. «Sabemos quanto significa a perda desta receita mas não sei a receita que vamos perder por força da situação económica que afeta o país, a região e o concelho. Há uma menor dinâmica das empresas e mais desemprego, logo menor receita. Esse impacto ainda é impossível de saber por isso apontamos para 3 a 5 milhões de euros», analisa o presidente da Câmara Municipal de Famalicão.

Paulo Cunha lembra que mesmo perante esta situação de incerteza, que traz aumento da despesa com a área social, a Câmara Municipal baixou os impostos, «quando no país até podem aumentar», avisa.

O autarca famalicense lembra que o município está a gastar com equipamento de proteção individual que oferece aos bombeiros, forças de segurança, Hospital, centros de saúde, etc.; aprovou um pacote financeiro extraordinário de 70 mil euros para as corporações de Bombeiros e Cruz Vermelha; colocou 200 camas disponíveis caso o número de casos por covid-19 exija uma espécie de hospital de campanha.

Mensagem do Arcipreste de Famalicão: Tudo mudou, menos a Páscoa

Este ano a Páscoa não é como a temos vindo a viver e a celebrar desde há muito tempo.

Por isso, estamos todos a reinventar a Páscoa. Não a Páscoa em si, mas o modo de a viver e de a celebrar. Os rituais alteraram-se substancialmente mas a sua essência permanece. Apesar de termos que fazer tudo de forma condicionada e contida, estamos a constatar que este mal da pandemia do coronavírus Covid – 19 espevitou a nossa criatividade e está a dar-nos a oportunidade de sairmos da rotina, de alguns hábitos e costumes que já não produzem os seus efeitos. Os sinais de que a Páscoa está a ser vivida e celebrada estão nas nossas Igrejas Domésticas, as famílias, onde pais e filhos se reúnem para celebrar os mistérios da fé. Não têm faltado subsídios para a família celebrar em casa a sua fé. Não faltam também os sinais visíveis das cruzes ornamentadas nos jardins ou nas portas das casas. Não faltarão também as velas à janela ou nos varandins das casas para assinalar que a família está em vigília pascal, unida a toda a Igreja universal a celebrar a Páscoa.

A Páscoa tem sempre esta capacidade transformadora do mundo do pranto, da tristeza, do medo e da morte em mundo de novos horizontes, das lágrimas enxugadas, da esperança experimentada e de vida nova. A Páscoa será sempre este convite a sintonizar a nossa respiração com aquele sopro imenso e intenso que incessantemente une o visível ao invisível, a terra e o céu, o instante e o eterno, a nossa pobreza e a riqueza de Deus. A Páscoa é a semente aberta, a desabrochar, a rebentar de força e de vida, a crescer e a transformar-se em planta, em árvore, em acontecimento novo. A Páscoa revela sempre o supremo excesso do Amor que Deus tem por nós. O filósofo Gabriel Marcel diz: “Amar é dizer: tu não morrerás!”. A Páscoa é este grande sopro inesperado, excessivo, e mesmo louco do Amor de Deus, revelado em Jesus Cristo. O que a Páscoa nos dá não é a morte mas a vida intensa, amada e desejada por Deus. Por isso, a Páscoa apresenta-se-nos como o coração do tempo. Dela tudo nasce, tudo depende e tudo ganha alento e sentido.

Com o nosso coração, assim, animado e fortalecido pela ressurreição de Cristo, não vemos neste acontecimento pandémico apenas dificuldades e problemas, perturbação e medo. Vemos também oportunidades.

Aqui está a nossa oportunidade para a mudança. Tudo mudou! Tudo está a mudar! E eu como estou a encarar esta oportunidade de mudança!? O mundo, isto é, a família, os idosos, os agentes de saúde, os mais pobres e frágeis, os presos, os indigentes, os injustiçados, só serão diferentes quando eu perceber a importância e o valor que cada um destes tem na minha vida. Vou cuidar deles!? Com o Covid-19 ou em qualquer outra situação, não deixemos de nos empenhar, ainda mais e seriamente, na superação destes flagelos, cada um de nós cumprindo o seu papel com responsabilidade. Estes gestos e atos são já ações pascais, transformadoras.

Com o Papa Francisco, bem sabemos que “estamos todos no mesmo barco” e “ninguém se salva sozinho”, e que no meio desta “tempestade que desmascara a nossa vulnerabilidade” precisamos de “despertar e ativar a solidariedade e a esperança” e “renovar a nossa fé pascal”.

A Páscoa é o Coração do Tempo! Vamos então centrar-nos no que é essencial. O Papa Francisco, numa inédita oração pela humanidade, deu o tom: “É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. (…) O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. (…) O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor”.

Em Cristo ressuscitado, o nosso rosto expresse verdadeira alegria e confiança. Tenhamos todos o rosto de gente salva.

Agora é a vida do Ressuscitado a marcar o tempo. Vivamos n’Ele, com Ele e como Ele.

A todos e a cada um de vós, a todas as comunidades e a todas as famílias, desejo uma Páscoa santa e fecunda.

P.e Francisco Carreira,Arcipreste de Vila Nova de Famalicão

Terceiro período começa a 14 de abril sem aulas presenciais

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou na tarde desta quinta-feira, que o 3.º período irá recomeçar a 14 de abril, mas ainda sem aulas presenciais.

O mesmo cenário manter-se-á em todos os anos de ensino, à exceção do 11.º e 12.º anos cujas aulas presenciais serão retomadas, logo que possível, para as disciplinas sujeitas a exame nacional. As provas de aferição e exames do 9.º ano estão canceladas. Exames nacionais do ensino secundário foram adiados para julho e setembro.

Principais pontos:

– 3.º período recomeça a 14 de abril sem aulas presenciais para o ensino básico, do 1.º ao 9.º ano;

– Exames e Provas de Aferição do 9.º ano canceladas;

– Exames nacionais do ensino secundário adiados para julho, dias 6 e 23, com segunda fase em setembro, dias 1 e 7.

– Do 1.º ao 10.º ano, todos os níveis de ensino vão finalizar o ano letivo com ensino à distância;

– 11.º e 12.º ano, quando possível, retomarão aulas presenciais nas disciplinas submetidas a exame nacional.

GNR fiscaliza deslocações indevidas na praça das portagens em Esmeriz

As forças de segurança estão na estrada para assegurarem o cumprimento da determinação governamental que impede, até 13 de abril, deslocações para fora do concelho de residência.

A PSP e a GNR estão a proceder a ações de fiscalização, para assegurarem o cumprimento desta determinação, como acontece na praça das portagens em Esmeriz, tal como a foto documenta.

Esta medida prevê exceções para idas ao hospital, menores com residência alternada, assistência à família e atividades profissionais. Contudo, todas as pessoas nesta última situação devem fazer-se acompanhar da declaração.

Água mais barata em Famalicão

Para responder à diminuição de rendimentos por parte das famílias, a Câmara Municipal decidiu alargar os escalões de descontos ao nível das tarifas variáveis (em função do número do agregado familiar) que vai permitir uma redução, em média, de 12 por cento no valor final da fatura da água e saneamento dos consumidores.

Trata-se de um esforço significativo do município «uma vez que compra a água que serve o concelho às Águas do Norte, empresa pública detida pelo Estado e tutelada pelo Governo, que não alterou o preço final do água a pagar pela autarquia». Isto significa que a Câmara vai receber menos dos consumidores mas vai pagar o mesmo ao fornecedor.

A medida entrou já em vigor e não tem um prazo de conclusão. «Um apoio que ultrapassará este período de estado de emergência ao nível de saúde pública e que decorrerá durante a recuperação do equilíbrio social e económico que se seguirá», garante o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

Para aderirem a esta medida, as famílias deverão preencher e entregar o requerimento para atribuição da tarifa familiar que está disponível no portal do município em www.famalicao.pt, sendo obrigatória a adesão à fatura eletrónica e ao pagamento por débito direto.

Esta é mais uma das respostas do município enquadradas no Plano de Reação à Situação Epidémica e de Intervenção Social e Económica que visa apoiar as famílias durante este período conturbado.

Para além deste apoio, a autarquia já alargou o prazo de pagamento das faturas emitidas a partir do dia 16 março 2020, em mais 20 dias, para pagamentos efetuados através do multibanco; assim como autorizou a emissão de novas referências multibanco no caso das faturas e avisos de corte já vencidos, caso o cliente o solicite, não sendo cobrado qualquer encargo durante esse período (juros de mora). Foram ainda suspensos os avisos de corte, cortes e execuções coercivas.

FC Porto continua a apostar em Famalicão para se reforçar

Depois da imprensa desportiva dar conta do interesse do FC Porto no médio Racic, que joga no Famalicão por empréstimo do Valência, há outro nome na órbita azul e branca.

Trata-se do lateral esquerdo Alex Centelles, também ex-Valência, que pode ser solução para a saída de Alex Telles.

Segundo o programa espanhol Tiempo de Descuento, citado pelo jornal A Bola, o FC Porto está de olho em Centelles que pode ser a solução dos dragões para substituir Alex Telles, que termina contrato e que conta com o interesse de vários gigantes europeus.

No entanto, para além dos dragões, há dois clubes espanhóis interessados em Centelles: o Valladolid e o Granada.