Linha SNS24 com espera “inferior a 1 minuto” e mais de 15 mil chamadas/dia

A linha SNS24 está a dar resposta a 99% das mais de 15 mil chamadas diárias recebidas e com tempos de espera de um minuto, adiantou a secretária de Estado da Saúde, Jamila Madeira.

“Hoje temos 99% dos atendimentos em mais de 15 mil chamadas diárias, com um tempo médio de espera inferior a 1 minuto, cerca de 59 segundos”, disse a governante, na conferência de imprensa diária da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Jamila Madeira referiu-se ainda à capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no âmbito da pandemia, sublinhando que a realização de testes diária.

“O SNS foi capaz de alargar substancialmente a rede e reforçar a capacidade laboratorial de realização de testes, superando os nove mil testes diários e sempre com fiabilidade e credibilidade indispensáveis à eficácia desta resposta. sempre, e isso é muito importante sublinhar, com a parceria do setor privado, universidades e setor científico”, disse.

Portugal regista hoje 435 mortos associados à covid-19, mais 26 do que na quinta-feira, e 15.472 infetados (mais 1.516), indica o boletim epidemiológico da DGS, que revela um aumento de 26 mortos (mais 6,4%)

De acordo com os dados disponibilizados pela DGS, há 15.472 casos confirmados, mais 1.516, o que representa um aumento de 10,9% face a quinta-feira e o maior aumento diário no total de casos confirmados.

“O que os dados de hoje nos dizem é que temos que continuar, é um esforço coletivo e não podemos abrandar nem levantar a guarda”, disse Jamila Madeira.

A secretária de Estado da Saúde reconheceu que o confinamento imposto no período da Páscoa “é particularmente duro” e que será “certamente difícil” para as famílias não se reunirem nesta data, mas frisou que “vai valer a pena” e que não respeitar o isolamento “pode colocar em causa todo o caminho feito até aqui”.

Costa promete: Internet e computadores para todos

O primeiro-ministro afirma que no próximo ano letivo haverá acesso universal dos alunos dos ensinos básico e secundário à Internet e a equipamentos informáticos, considerando que este investimento avultado é essencial face aos riscos de pandemia.

“Assumimos um objetivo muito claro: Vamos iniciar o próximo ano letivo assegurando o acesso universal à rede e aos equipamentos a todos os alunos dos ensinos básico e secundário”, declara António Costa em entrevista à agência Lusa.

Questionado se cada aluno vai ter um computador, retomando-se uma medida tomada pelos governos de José Sócrates no âmbito do programa “Magalhães”, o líder do executivo responde que “é muito mais do que isso”.

“É muito mais do que ter um computador ou um tablet. É ter isso e possuir acesso garantido à rede em condições de igualdade em todo o território nacional e em todos os contextos familiares, assim como as ferramentas pedagógicas adequadas para se poder trabalhar plenamente em qualquer circunstância com essas ferramentas digitais”, adianta.

Confrontado com o facto de se tratar de um investimento avultado e a concretizar já no início do próximo ano letivo, António Costa defende que esse investimento “é essencial e é uma medida de prevenção do risco de pandemia”.

Interrogado se se trata de um programa “Magalhães 2”, agora mais ambicioso, o primeiro-ministro reage com uma nota de humor: “Para sermos generosos com os nossos vizinhos espanhóis até podemos dizer que é um programa [Juan Sebastián] Elcano, porque completa a viagem iniciada”.

Segundo António Costa, a atual crise provocada pelo surto do novo coronavírus “demonstrou uma extraordinária capacidade de adaptação das escolas a uma nova situação”.

“De facto, a necessidade aguçou o engenho e em duas semanas avançou-se mais na literacia digital do que seguramente se teria avançado em muitos anos de uma ação programada. Temos de aproveitar este impulso para cumprir aquilo que era uma das grandes metas do programa do Governo: Acelerar a transição para a sociedade digital”, sustenta.

Mais importante, no entanto, de acordo com o primeiro-ministro, é “garantir a necessidade de que, aconteça o que aconteça do ponto de vista sanitário durante o próximo ano letivo, não se assistirá a situações de disrupção, porque houve outra face da moeda que esta crise demonstrou”.

“As desigualdades são muito mais persistentes do que aquilo que muitas vezes se pensa e, quando elas se diluem na mesma sala de aula, elas acentuam-se quando cada um vai para as suas casas. Ou por insuficiência da infraestrutura de comunicação, ou por falta de equipamentos, ou por diferentes de habitação, ou, ainda, por diferentes contextos familiares, essas desigualdades tornam-se mais visíveis. Por isso, o recurso à televisão, obviamente, é um contributo para mitigar essa desigualdade, mas aquilo que temos de superar é mesmo essa desigualdade”, justifica.

Questionado se a perspetiva de regresso às aulas presenciais em maio mereceu a concordância das associações de pais e dos sindicatos dos professores, António Costa alega que o Governo procedeu a audições, quer com os parceiros educativos, quer com os partidos com representação parlamentar ainda antes de encerrar as escolas.

“E procedemos à audição de todos antes de tomarmos esta decisão [de eventual reabertura das aulas presenciais]. Para este programa seja possível de cumprir, é fundamental que as pessoas ganhem confiança. É necessário assegurar que vamos ter o menor número de pessoas nas escolas, que vamos as pessoas o mínimo tempo possível nas escolas e com a máxima segurança possível ao nível pessoal e da higienização dos espaços escolares. É necessário reunir o conjunto destas condições para que professores, trabalhadores não docentes, famílias e alunos tenham confiança de que podem ir à escola”, salienta.

Para o primeiro-ministro, “tão ou mais grave que os danos causados pelo vírus são os danos causados pelo pânico que o vírus gera”.

“Não estamos só a combater uma pandemia viral, mas, também, uma pandemia de pânico. Para isso, é necessário reforçar as condições de confiança e de segurança de todos”, acrescenta.

Salsa agora é totalmente uma marca Sonae

A Sonae já detém a totalidade do capital da IVN -Serviços Partilhados (Irmãos Vila Nova S.A.), dona da Salsa.

Parte da empresa já havia sido comprada pela dona do ” Continente “, em 2016. Os restantes 50% pertenciam à Wonder Investments SGPS do famalicense Filipe Vila Nova, percentagem também ela vendida à Sonae na última semana.

Criada em 1994, a Salsa é, segundo a descrição da Sonae, “uma marca portuguesa de jeanswear de renome internacional, reconhecida pelo desenvolvimento de produtos inovadores e pelo seu espírito empreendedor”.

Covid-19: 300 ventiladores para os hospitais até dia 19

Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde vão receber, até ao dia 19, mais 300 ventiladores para “fazer frente ao novo coronavírus”, revelou o Ministério da Saúde.

Num comunicado em que elenca “aquisições e investimentos” para os hospitais públicos, em tempo de pandemia da doença covid-19, o Ministério da Saúde indica está prevista a distribuição de mais 300 ventiladores pelos hospitais públicos, “tendo por base os mesmos critérios técnicos definidos pela Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva”.

Aquele ministério prevê ainda distribuir 20 milhões de equipamentos de proteção individual – que incluem máscaras cirúrgias e máscaras de proteção FFP2 -, alocando outros cinco milhões para às áreas governativas da Segurança Social, Defesa e Justiça.

Os 25 milhões de equipamentos de proteção individual resultam de “diversos movimentos de compra”.

O Ministério da Saúde especifica que cinco milhões de máscaras cirúrgicas serão distribuídas para a região Norte, 1,6 milhões para a região Centro, 3,2 milhões para a região de Lisboa e Vale do Tejo, 130 mil para a região do Alentejo e 100 mil para a região do Algarve.

No que respeita às 1,8 milhões de máscaras FFP2 – que conferem maior proteção -, serão entregues um milhão para o Norte, 450 mil para o Centro, 350 mil para Lisboa e Vale do Tejo, 41 mil para o Alentejo e 44 mil para o Algarve.

Covid-19: GNR e PSP detiveram 74 pessoas e encerram 248 estabelecimentos desde 03 de abril

A GNR e a PSP detiveram 74 pessoas por desobediência e encerraram 248 estabelecimentos, desde a renovação do estado de emergência devido à pandemia, a 03 de abril, e até às 17:00 de hoje, anunciou o Governo.

De acordo com a informação divulgada hoje pelo Ministério da Administração Interna (MAI), as autoridades detiveram 74 cidadãos por desobediência, das quais 21 foram detidas por “desobediência à obrigação de confinamento obrigatório”, 32 por desobediência ao “dever geral de recolhimento obrigatório” e 11 por violarem a cerca sanitária de Ovar.

Também foram detidas nove pessoas por desobedecerem ao encerramento de estabelecimentos e uma por resistência às autoridades.

Estas detenções foram registadas desde a renovação do estado de emergência, em vigor desde as 00:00 de 03 de abril, decretado por causa da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) e até às 17:00 desta sexta-feira.

O MAI acrescenta que durante este período foram encerrados 248 estabelecimentos por “incumprimentos das normas estabelecidas”.

A tutela lembra que durante o estado de emergência que vigorou entre 22 de março e 02 de abril registaram-se “108 detenções por crime de desobediência e foram encerrados 1.708 estabelecimentos comerciais”.