Não havia necessidade

CRESCIMENTO. Em 2017, Portugal cresceu 2,7%. Um bom resultado que só timidamente pode ser festejado.  Voltamos a crescer, crescemos desde 2014, mas não o suficiente para as nossas necessidades. Portugal cresce menos que os seus parceiros europeus. Dos 28 Estados da União Europeia, 21 cresceram mais que Portugal. Se a comparação for estabelecida com países que foram objeto de programas de ajustamento e que tiveram uma saída limpa, como é o caso da Irlanda, da Espanha e de Chipre, verificamos que todos apresentam taxas de crescimento superiores à nossa.

ENDIVIDAMENTO.Por outro lado, importa notar que o endividamento do Estado contínua a bater sucessivos máximos, a balança comercial tem vindo a degradar-se e continuamos sem recuperar o diferencial de produtividade face à média europeia que, inclusivamente, se agravou em 2017.

REALISMO. O triunfalismo exibido pela esquerda não faz sentido e menos sentido faz invocar a politica de reversões e de devolução de rendimentos como causa direta do crescimento. Este resulta sobretudo do esforço dos empresários, de uma conjuntura externa favorável, da politica monetária expansionista do BCE, que reduziu significativamente os custos do financiamento,e das reformas estruturais do anterior governo.

AMBIÇÃO. Temos de crescer mais e podíamos estar a crescer mais se, ao invés de revertermos as reformas, aproveitássemos o contexto externo favorável para realizar aquelas que importava prosseguir de modo a corrigir os desequilíbrios estruturais que persistem. Como não o fazemos, crescemos pouco e corremos riscos de crescermos ainda menos assim que a conjuntura externa se deteriorar.

CONGRESSO. Não costumo escrever sobre a vida politica interna do meu partido. Mas seria estranho que não o fizesse na sequência da realização do seu 37º Congresso Nacional. Limito-me a duas breves notas. Pela positiva, o discurso de encerramento de Rui Rio. Bem estruturado e com uma agenda reformista assente nas questões sociais, com especial destaque para a educação, saúde, segurança social, natalidade e terceira idade. Pela negativa, a escolha da Elina Fraga, ex-bastonária dos advogados, responsável por um dos casos de judicialização da política mais graves da historia da democracia portuguesa, razão bastante para que não tivesse sido convidada. Não havia necessidade.

Jorge Paulo Oliveira

Famalicão: Nuno Melo reeleito presidente do CDS

O famalicense, no cargo desde abril de 2022, foi reeleito presidente do CDS. A eleição aconteceu no decurso do congresso do partido que decorreu este fim de semana, em Alcobaça.

A Comissão Política de Nuno Melo foi eleita com 89,7% dos votos dos delegados ao 31.º congresso do partido.

Dos órgãos eleitos fazem parte vários famalicenses. Durval Tiago Ferreira integra a Comissão Executiva e Isaque Pinto é secretário-geral adjunto.
Hélder Pereira, líder da Concelhia do CDS, foi eleito vogal da Comissão Politica Nacional e
Ricardo Mendes secretário da Mesa do Conselho Nacional. Por último, Hugo Machado é conselheiro nacional.

Nuno Melo, que teve como adversário o antigo deputado Nuno Correia da Silva, asseverou que não há qualquer divisão interna e disse que o CDS sai de Alcobaça reforçado.

Famalicão: Nunca o concelho viu este Famalicão

Em 94 anos de história, a partir de 21 de agosto serão 95, nunca o concelho de Famalicão viu este Famalicão. O que foi alcançado, na época que terminou este sábado, foi a consequência de um trabalho coletivo que para além da vertente desportiva, também tem como causa próxima (ou muito próxima) a qualidade das infraestruturas. Mas há uma em falta.
Na verdade, falta a peça maior deste edifício desportivo. Um novo estádio. A mais recente proposta da Câmara Municipal – concurso público internacional para a construção do estádio e edificação de toda a envolvente – ficou deserto, sem interessados. Tudo isto ficou a saber-se no início do ano. Na mesma altura, a Câmara Municipal, pela voz do seu presidente, Mário Passos, falou de um plano B de que, até ao momento, nada de sabe.
O que se sabe é que o clube famalicense está, literalmente, na antecâmara das competições europeias. Terminou o campeonato em 5.º lugar e pode chegar a esse momento histórico se, na final da Taça de Portugal, o Sporting sair vencedor sobre o Torreense. E se lá chegar não tem um estádio digno da sua imagem e do concelho, como também o presidente da Câmara Municipal reconhece.
Ora, o FC Famalicão sob a liderança de Miguel Ribeiro cresceu no plano desportivo – os resultados e recordes desta época assim o atestam, com o quinto plantel mais valioso e jovem da Liga; vai para a sétima época entre os melhores; todas as equipas da formação competem nos campeonatos nacionais, já foi campeão nacional sub-19 e jogou a Youth League, por via desse feito histórico.
Vários jogadores foram vendidos por milhões de euros e foram investidos cerca de 4 milhões de euros no centro de treinos que é apontado como uma referência.. Mas continua a haver um entrave ao crescimento do clube: um novo estádio.
Recuando uns anos, a quando da criação da SAD (2018), liderada pela Quantum Pacific, ficou claro – porque foi dito e reiterado – que o projeto desportivo era levar o Famalicão ao topo de futebol português. E ele lá está. Com a melhor classificação de sempre (5.º lugar); melhor pontuação (56 pontos); 17 jogos (em 34) sem sofrer golos; 12 jogos consecutivos sem perder; a melhor defesa de sempre e a quarta da I Liga (29 golos).
Tudo isto com qualidade e encanto no futebol praticado. Também aqui, uma vitória de Miguel Ribeiro. O famalicense que lidera a SAD sempre disse que o foco é o jogador e a qualidade do jogo. Hugo Oliveira, o treinador, fez a vontade.

Foto FC Famalicão

Noite de vandalismo e furtos junto ao Estádio Municipal

Vários estabelecimentos comerciais foram alvo de atos de vandalismo e furtos durante a última madrugada, em diferentes pontos da cidade.

Uma parte das ocorrências registou-se nas imediações do Estádio Municipal, com especial incidência na Rua Amélia Rey Colaço, onde várias lojas apresentam portas danificadas. Em alguns casos, os suspeitos conseguiram mesmo entrar nos espaços com o objetivo de furtar material.

Os casos foram comunicados à PSP.

Famalicão: A página mais bonita em 94 anos de história

Na noite deste sábado, no fecho da edição 25/26 da I Liga, o FC Famalicão escreveu mais um capítulo no “Amor de Perdição” que sentiu desde que, em 2019/2020, regressou à I Liga. Hugo Oliveira, que na época passada já tinha colocado a equipa no sexto lugar, com a segunda melhor pontuação de sempre, desta vez esmerou-se e levou os seus jogadores ao 5.º lugar (o melhor de sempre), com 56 pontos (também maior de sempre).

A tudo isto acresce uma posição europeia se o Sporting vencer o Torreense no final da Taça. Mesmo que tal não aconteça – David vencer Golias – o FC Famalicão não deixou de fazer uma extraordinária época, a melhor nos seus 94 anos de vida. Pelos números, pelos recordes mas, acima de tudo, pelo jogo e por uma ideia que nunca foi colocada em causa e que os jogadores souberam interpretar na perfeição.

Na noite deste sábado, num Estádio Municipal cheio, a história que foi celebrada efusivamente após a vitória, 1-0, sobre o Alverca, com golo do jovem Umar Abubakar. Afinal foi o décimo segundo jogo consecutivo sem perder e o décimo sétimo sem sofrer golos.

Hugo Oliveira, que no Famalicão se estreou como treinador principal, entrou para a galeria dos notáveis, fazendo parte de um projeto desportivo onde a procura da estabilidade e qualidade é uma constante, assente na gestão da SAD, presidida pelo famalicense Miguel Ribeiro.

As férias já estão a começar, mas pode ser que os jogadores sejam chamados mais cedo para o regresso.

Foto FC Famalicão.

 

Famalicão: Equipa de Hugo Oliveira encontra Braga na Taça da Liga

Fechados os campeonatos das ligas profissionais de futebol, estão encontradas as oito equipas que vão disputar a Allianz CUP 2026/2027. Os seis primeiros classificados da Liga Portugal Betclic 2025/26 (FC Porto, Sporting CP, SL Benfica, SC Braga, FC Famalicão, Gil Vicente FC) serão acompanhados pelo campeão e vice-campeão da Liga Portugal 2 Meu Super, Marítimo e Académico, respetivamente.

Assim, e de acordo com o Regulamento das Competições da Liga Portugal, nos quartos de final da competição, marcados para o dia 27 de outubro, o FC Famalicão, quinto da classificação, visita o Braga, o quarto classificado da edição 25/26 da I Liga.

Os outros encontros: FC Porto – Académico; Sporting CP – Marítimo M.; SL Benfica – Gil Vicente FC

Os vencedores seguem para a final Four da Allianz CUP 2026/27.

Foto FC Famalicão

Cores do arco-íris nos Paços do Concelho de Famalicão contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia

O Município de Vila Nova de Famalicão assinala hoje o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia com a iluminação dos Paços do Concelho com as cores do arco-íris.

A iniciativa surge no âmbito da celebração da data, assinalada anualmente a 17 de maio, e pretende reforçar o compromisso da autarquia com a promoção dos Direitos Humanos, da igualdade e da inclusão.