Associação alerta para urgência da ligação ferroviária à Europa

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário considerou insuficientes os recentes investimentos na ferrovia e alertou o poder político para a urgência das ligações ferroviárias à Europa, no âmbito do Portugal 2030.

O presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário e Sistemas Integrados de Transportes (ADFERSIT), Tomás Leiria Pinto, considerou que o setor está “atualmente a passar pelas consequências da gestão da CP que os vários poderes políticos fizeram” e do desinvestimento aquando dos anos de austeridade.

Tomás Leiria Pinto salientou, contudo, que a associação não acompanha a “campanha de descredibilização da CP” e apontou soluções para os problemas da empresa, nomeadamente a necessidade de “uma visão comercial integrada, que minimize os atrasos e as supressões de comboios”, e soluções para “a desadequada estrutura oficinal existente”, para que seja reposta “a capacidade operacional” da empresa.

O responsável destacou que o programa Ferrovia 2020 tem permitido algum investimento recente, mas, “infelizmente, ainda insuficiente, como tem sido repetidamente afirmado”.

Leiria Pinto afirmou estar preocupado com a elaboração do Programa 2030, que vai definir os projetos que permitirão a Portugal integrar as redes europeias, e defendeu que, no âmbito do programa, deve ser aprovado “um plano de acão imediato, que permita repor a capacidade operacional da CP mas, simultaneamente, assegure a preservação de um património de conhecimento e experiência, indispensável a garantir a liberalização e o futuro do transporte ferroviário em Portugal”.

Neste sentido defendeu que deve ser dada prioridade às ligações Aveiro-Porto e Guarda-Salamanca, no corredor internacional Norte; ao corredor internacional sul, entre Sines-Lisboa-Setúbal e Évora-Caia-Badajoz; e à ligação Norte-Sul entre a Corunha/Valença (Espanha), Porto, Lisboa e Faro.

“Estas são questões decisivas que não estão a ser devidamente consideradas e que exigem uma maior atenção do poder político em Portugal”, salientou o presidente da ADFERSIT.

A ADFERSIT – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário e Sistemas Integrados de Transportes dedica-se à procura de soluções técnicas para os problemas existentes ao nível do sector ferroviário.

Famalicão promove nova sessão de esclarecimento sobre os incentivos à reabilitação urbana

Depois da enorme afluência à sessão de informação e esclarecimento dedicada aos “Incentivos à Reabilitação Urbana” que esgotou em maio, na Casa das Artes, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai promover no dia 13 de setembro, no auditório do Centro Paroquial de Oliveira São Mateus, pelas 16h00, uma nova sessão para dar a conhecer os diversos instrumentos de apoio à reabilitação urbana. A entrada é livre, sujeita a inscrição e à lotação da sala.
A sessão destina-se essencialmente aos proprietários de edifícios a reabilitar; aos promotores e investidores; às imobiliárias; técnicos da construção civil e condomínios.
Considerando a pertinência atual da problemática da Reabilitação Urbana no contexto das políticas de ordenamento do território e de promoção do desenvolvimento e competitividade urbanos, quer ao nível municipal, mas particularmente, no quadro nacional, a autarquia famalicense elegeu como prioridade de ação neste domínio promover uma reflexão estratégica global para a reabilitação urbana.
Nesse sentido, foram considerados diversos mecanismos referentes à política de cidades e de Reabilitação Urbana, a nível nacional e comunitário, bem como diversos instrumentos municipais de política de ordenamento do território e de desenvolvimento urbano.

Atualmente, para os edifícios localizados em Áreas de Reabilitação Urbana há um conjunto de incentivos de apoio a quem reabilitar edifícios, nomeadamente de natureza fiscal (ex.: isenção de IMI e IMT, redução de IVA, etc.), de natureza administrativa (ex.: isenção de taxa de apreciação e de emissão de título, redução de taxa de vistoria, etc.) e de natureza financeira (ex.. IFRRU 2020, Casa eficiente 2020). O acesso a estes incentivos mobiliza um conjunto de agentes (entidades, técnicos e promotores) que contribuem para a estruturação do processo de reabilitação.
A sessão de informação e esclarecimento pretende juntar esse conjunto de agentes e proporcionar a apresentação dos incentivos à reabilitação urbana, abrir o debate à troca de conhecimento e prestar todos os esclarecimentos sobre esta matéria.

No cenário atual, onde também o investimento privado ganha responsabilidades, pretende-se informar e dar a conhecer o enquadramento dos benefícios disponíveis, os quais podem ser, desde já, consultados no portal eletrónico do município através do seguinte link http://www.vilanovadefamalicao.org/_areas_de_reabilitacao_urbana.

Três mortos e seis feridos em acidente na A1 na zona da Mealhada

Três pessoas morreram e outras seis sofreram ferimentos ligeiros, esta tarde de segunda-feira, num violento acidente na A1, na zona da Mealhada.

O acidente aconteceu pelas 18 horas, no nó da Mealhada da A1, zona do quilómetro 211, sentido sul – norte. Fonte da GNR afirmou que se trata de um pesado de mercadorias que colidiu com duas viaturas ligeiras.

Todas as vítimas mortais tiveram que ser desencarceradas dos veículos. Sabe-se que uma se encontrava no camião que se despistou e tombou sobre um dos ligeiros. Nesse ligeiro seguiam as outras duas vítimas mortais. São Alexandra Nunes e Rui Nunes Figueiredo, casal de empresários que residia em Aveiro e que regressava de uma feira no Algarve. Alexandra Nunes era empresária na área do sal e o marido era um dos donos da marca de cerveja artesanal Rapada.

Os seis feridos ligeiros recusaram ir para o hospital.

Foram mobilizados os bombeiros da Mealhada, Pampilhosa e Esmoriz, INEM, além da GNR e Brisa. Às 21 horas, ainda estavam no local 40 operacionais e 17 viaturas.

O trânsito encontra-se cortado no sentido sul – norte, estando a circular, em alternativa, pela N1. No sentido inverso, as autoridades recomendam precaução, estando a fluir apenas numa faixa.

Bombeiros reforçados com 75 ambulâncias de socorro até ao final do ano

Várias corporações de bombeiros vão, este ano, comprar 75 ambulâncias de socorro, para os Postos de Emergência Médica, através de um protocolo hoje assinado com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) no valor de 3,7 milhões de euros.

O plano para a renovação da frota de ambulâncias prevê que sejam substituídas 75 viaturas em cada ano entre 2018 e 2021. Atualmente o INEM tem 326 ambulâncias em funcionamento nos Postos de Emergência Médica (PEM).

A partir de agora, as ambulâncias passam a ser compradas diretamente pelas corporações de bombeiros com o INEM a pagar 50 mil euros para a aquisição, manutenção e seguro de cada viatura.

Apesar de enaltecerem esta nova metodologia de compra de viaturas, o presidente da Liga dos Bombeiros Profissionais (LBP), Jaime Marta Soares, e o presidente do INEM, Luis Meira, deixaram algumas críticas ao Governo, concretamente ao Ministério das Finanças.

“No cenário atual que é colocado aos gestores públicos, em que cada cêntimo é arrancado a ferros, e as decisões estão muitas vezes subjugadas a ficheiros Excel que não consegue distinguir uma fotocopiadora de uma ambulância, conseguir realizar um investimento deste montante é verdadeiramente assinalável. Também neste caso a autorização para este investimento foi arrancada a ferros”, afirmou Luis Meira.

Para Marta Soares, este modelo de negociação “é um bom caminho, mas não é perfeito”, e há algo que “belisca o conceito”, nomeadamente o valor atribuído a cada viatura que, em seu entender devia passar dos 50 para os 55 mil.

O presidente da liga pediu também um aumento de 500 euros no valor do seguro de manutenção, que atualmente é de dois mil euros, deixando esse apelo à secretária de Estado da Saúde, Rosa Matos.

“As associações e os corpos de bombeiros fazem um esforço tremendo para ajudar as populações. E eles não podem pagar para socorrer”, acrescentou.

A secretária de Estado Rosa Matos teceu elogios à nova metodologia, destacando a descentralização e a rapidez do processo de aquisição de viaturas.

“Passou a haver uma relação mais eficiente e mais rápida com as corporações”, disse.

Os PEM funcionam em corpos de bombeiros ou delegações da Cruz Vermelha Portuguesa, que têm protocolos com o INEM para dar resposta a emergências médicas pré-hospitalares.

Câmara de Esposende doa a Monchique verba que estava destinada a fogo-de-artifício

A Câmara de Esposende vai atribuir à sua congénere de Monchique um apoio financeiro de 7.380 euros, correspondente ao custo do espectáculo piromusical que foi cancelado devido ao risco de incêndios.

Em comunicado, a Câmara de Esposende refere que o objectivo é ajudar a fazer face aos prejuízos causados pelos incêndios que assolaram aquela região algarvia.