Têxtil de Barcelos quer comprar parte da Ricon e dar emprego aos trabalhadores despedidos

A Valérius Têxteis de Barcelos quer expandir o négocio e abrir uma nova unidade de produção em Vila Nova de Famalicão.

Um dos objetivos passa pela compra de parte das instalações pertencentes ao grupo Ricon para que, na vila de Ribeirão, esta têxtil possa aumentar a sua produção com recurso ao parque industrial da empresa falida que servia a Gant.

A Valérius Têxteis já reuniu com cerca de 150 ex trabalhadores da Ricon e apresentou-lhes o projeto que traçaram para a unidade de Famalicão.

Nesta altura as negociações para a compra de parte das instalações continuam e o processo deverá contar com novidades no início da segunda semana de Março.

Guimarães assume presidência do Quadrilátero

O Município de Guimarães volta a assumir a presidência da associação Quadrilátero, que partilha com Braga, Vila Nova de Famalicão e Barcelos, procedendo-se à rotatividade da liderança do Conselho Executivo, de acordo com os estatutos da associação.

O autarca Domingos Bragança volta a liderar o Quadrilátero, que junta os quatro maiores concelhos do Minho, tal como já tinha sucedido em 2014, na altura por comum acordo entre todas as entidades.

“Esta associação tem uma importância vital para a coesão territorial e a prova disso mesmo é a participação dos seus representantes máximos nesta última reunião, comungando de uma estratégia única para o futuro da nossa região”, salientou o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, destacando o tema da “mobilidade” como a prioridade no plano de ação, através da captação e aproveitamento de fundos disponíveis.

Na reunião que teve lugar em Barcelos, ficou confirmada a aprovação por unanimidade do Relatório e Contas de 2017 e o Plano e Orçamento para 2018. Foi ainda deliberado a realização de um concurso público à elaboração de um Plano de Marketing Quadrilátero.

Para além da mobilidade, foram ainda debatidas as candidaturas relacionadas com de Sistemas de Informação em Tempo Real e Bilhética Integrada. No próximo dia 09 de março terá lugar, em Barcelos, um seminário, em colaboração com a AEDRL, sobre o Código dos Contratos Públicos. Nesta reunião, estiveram presentes os presidentes dos Municípios de Guimarães, Braga, Barcelos e Vila Nova de Famalicão, respetivamente, Domingos Bragança, Ricardo Rio, Miguel Costa Gomes e Paulo Cunha, bem como de António Marques, presidente da AIMinho e Braz Costa, diretor geral do CITEVE.

O Quadrilátero é um projeto no âmbito da Associação de Municípios de Fins Específicos e um dos cinco projetos selecionados a nível nacional para implementar as “ações preparatórias” do programa “Política de Cidades Polis XXI”, co-financiado pela Administração Central. É um projeto em ação nos municípios de Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães e tem, como entidades parceiras, a AIMinho, o CITEVE e a Universidade do Minho.

Enfermeiros marcam greve para 22 e 23 de março

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou esta quinta-feira uma greve nacional para os dias 22 e 23 de março.

O sindicato acusa o Ministério da Saúde de não cumprir os compromissos assumidos perante os enfermeiros.

 Os enfermeiros reivindicam a criação da carreira de especialista e um vencimento adequado a estas funções, assim como uma nova tabela salarial para toda a classe.

Porminho quer faturar 60 milhões em 2020

A pequena empresa de cariz comercial que nasceu há 34 anos em Famalicão transformou-se numa das principais fabricantes agroalimentares do norte do País. A Porminho tem em curso um investimento de 18 milhões de euros para ganhar escala global.

A empresa agroalimentar Porminho tem em curso um projeto de ampliação das suas instalações industriais em Famalicão (distrito de Braga). A fabricante de produtos de charcutaria e carne fresca vai desembolsar 18 milhões de euros para fazer crescer a dimensão da fábrica dos atuais oito mil metros quadrados para 20 mil metros quadrados. Um investimento que vai permitir a criação de 30 novos postos de trabalhado naquela região do norte do País.

Com a ampliação da unidade industrial, a empresa planeia aumentar a capacidade de produção e automatizar os processos fabris. A ambição da pequena empresa comercial que nasceu há 34 anos em Famalicão e se transformou numa das principais empresas da indústria agroalimentar do norte do País, é apostar forte no lançamento de novos produtos, através de investigação interna e em parceria com universidades e outras entidades ligadas ao setor alimentar. E exportar mais. “Sem o projeto de expansão em curso, o crescimento fica claramente comprometido. Atualmente, produzimos 200 toneladas por semana e temos limitações de espaço que não nos permitem ir mais além”, disse em entrevista ao HIPERSUPER Tiago Freitas, administrador da Porminho. O plano de investimento, que deverá estar concluído em 2020, define a meta de 2028 para alcançar o retorno do investimento.

A empresa deu um salto de gigante a partir de 2010, quando faturava cerca de 17 milhões de euros e dava emprego a 132 pessoas. Sete ano depois, a Porminho detinha 250 funcionários e um volume de negócios de 46 milhões de euros. “Este incremento ficou a dever-se a um crescimento generalizado de produtos e mercados. A Porminho alargou os seus horizontes mercadológicos e atualmente está presente em quase todos os segmentos de clientes em território nacional e nos mercados externos”, justifica Tiago Freitas. A empresa começou a trabalhar o mercado internacional “de forma mais relevante” junto dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), em 2009. Atualmente exporta para 12 países a gama de produtos de charcutaria, maioritariamente com a sua própria marca. No ano passado, a exportação representou cerca de 15% do volume de negócios.

Faturação de €60 milhões em 2020

A atual estratégia passa por conquistar novas geografias e consolidar as vendas nos mercados onde já está presente. Participa “regularmente” em feiras internacionais para angariar novos clientes – leia-se importadores, distribuidores ou cadeias de distribuição – e desenvolve um “trabalho próximo com os atuais clientes para acompanhar de perto a evolução do seu negócio”.

Quando o plano de investimento estiver concluído, em 2020, a empresa famalicense estima atingir um volume de negócios de 60 milhões de euros.

O portefólio da Porminho está hoje adequado a diversos segmentos e utilizações, abrange desde produtos gourmet e de conveniência até aos componentes para a preparação de refeições rápidas. “Temos projetos em desenvolvimento para trabalhar produtos que respondam às exigências de uma alimentação cuidada, os quais estão ligados ao novo projeto de expansão industrial”, conta o administrador da empresa agroalimentar.

Diversificar a oferta tem sido uma das principais preocupações para dar resposta a motivações mais direcionadas para uma utilização prática dos produtos ou para investir em segmentos mais económicos.

Fundada pela família Freitas em 1984, a partir de um pequeno negócio que rapidamente ganhou escala industrial, a Porminho tem vindo ao longos dos anos a investir na modernização da sua unidade industrial, na aquisição de novos equipamentos produtivos, no alargamento dos recursos humanos e no reforço dos sistemas de certificação de qualidade e segurança alimentar.

 Fonte: HIPERSUPER 

Famalicão não quer esquecer Lino Lima

No colóquio de encerramento das comemorações do centenário de nascimento de Lino Lima, que decorreram durante um ano, Paulo Cunha frisou que «todo o trabalho que fizermos de dignificação da nossa história nunca estará concluído».

Esta declaração, proferida esta tarde, no salão nobre da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão, nos Paços do Concelho, prova que o município vai continuar a evidenciar a marca histórica deste advogado famalicense e destacado membro da Oposição Democrática à ditadura do Estado Novo. Neste sentido, o presidente da Câmara Municipal anunciou o lançamento de uma obra evocativa da vida de Lino Lima, com dezenas de depoimentos de familiares e amigos «desta ilustre personalidade famalicense que foi uma das que mais contribuiu para a instauração e construção da nossa ainda jovem democracia».

No colóquio – “Uma Vida pela Liberdade: Lino Lima (1917/2017)” – participaram o historiador e coordenador das comemorações, Artur Sá da Costa, o historiador João Madeira, o escritor José Manuel Mendes, o advogado Salvador Coutinho e o membro da Comissão Política Nacional do Partido Comunista Português, Gonçalo Oliveira.

Sá da Costa fez um balanço positivo das comemorações promovidas ao longo do último ano pela Câmara Municipal em associação com a Direção da Organização Regional de Braga do PCP e fez votos que a homenagem a Lino Lima se projete para lá do contexto local e regional. Gonçalo Oliveira elogiou a iniciativa que, a seu ver, transporta para a atual fase da vida política a mensagem de que importa continuar a lutar para defender os valores de Abril.