Portugueses vão gastar em média 272 euros este Natal

Os portugueses planeiam gastar mais 27% neste Natal em comparação com 2023, segundo o estudo Observador Cetelem Natal. Em média, o orçamento previsto é de 272 euros, ainda abaixo dos 299 euros registados em 2021. A maioria dos mil inquiridos (96%) vai oferecer presentes, com preferência por itens pessoais, como roupa e perfumes (58%), e por presentes para crianças (55%).

Mais de metade recorrerá ao subsídio de Natal para as compras: 70% utilizam-no, parcial ou totalmente, enquanto 13% afirmam não o usar. Homens e pessoas entre 65 e 74 anos gastam mais, enquanto jovens de 18 a 24 anos são os mais poupados. No Porto, há maior otimismo em relação a 2024, enquanto no sul e nas ilhas predomina uma visão económica mais negativa (38%).

Cada euro conta! Apoie o Banco Alimentar na Mercadona.

A Mercadona, empresa de supermercados, junta-se, uma vez mais, à campanha “Toda a Ajuda Vale” organizada pelo Banco Alimentar Contra a Fome, entre os dias 29 de novembro a 8 de dezembro. A empresa coloca todos os seus pontos de venda à disposição desta campanha, com o objetivo de dar aos seus “Chefes” a possibilidade de participar através de angariação de fundos.

À semelhança de anos anteriores, a colaboração da Mercadona nesta campanha do Banco Alimentar efetua-se mediante doações monetárias, em múltiplos de 1€, que os “Chefes” poderão realizar no momento da compra, na caixa de pagamento.

A doação em caixa permite responder, de forma mais eficiente, às necessidades reais dos beneficiários finais, já que o montante doado será convertido integralmente em alimentos que os Bancos Alimentares participantes mais precisam, nas quantidades que necessitam, e entregues ao longo de todo o ano. Tudo isto com o objetivo de contribuir para melhorar as suas condições de vida, algo que a empresa considera fundamental, já que a doação de bens essenciais é uma forma de apoiar a comunidade envolvente.

Ao total de euros doados pelos clientes e de forma a dar o seu contributo para esta iniciativa solidária a Mercadona doará um total de 10% do valor angariado na campanha.

Famalicão: Cuidar Maior chega a 497 cuidadores informais, mas precisa de apoio financeiro para crescer

O Projeto Cuidar Maior, criado em 2019, pelo Centro Social e Paroquial de Requião com apoio de outros parceiros, abrange 497 cuidadores informais. Começou por atender as freguesias do Vale do Pelhe, mas chegou, entretanto, a todo o concelho. As solicitações têm vindo a aumentar, face às necessidades, mas os apoios financeiros escasseiam, frisou o presidente do Centro Social e Paroquial de Requião, pe. Domingos Machado, esta sexta-feira, no encontro sobre “A (In)visibilidade de Cuidar”.

«Precisamos de mais apoios, principalmente da Segurança Social, no aumento das comparticipações às respostas sociais ou a diminuição dos encargos sociais das IPSS. Olhem também para a necessidade de conseguirmos um apoio consolidado para o Cuidar Maior», referiu Domingos Machado.

A Secretária de Estado da Social Ação e Inclusão, Clara Marques Mendes, presente neste colóquio, reconheceu que o setor social «precisa de ser mais acarinhado porque nunca falha e dá as respostas que o Estado nunca daria se não fossem as instituições». Disse que foi por isso que o Governo aumentou as comparticipações em 3,5%. Contudo, admite que é preciso ir mais além até porque «os projetos inovadores que vão surgindo são da parte das instituições sociais».

Sobre os Cuidadores Informais, lembrou que este Governo incluiu o acesso ao estatuto de cuidador informal pessoas não familiares do doente. Clara Marques Mendes adiantou, ainda, que o Governo está a trabalhar para tornar efetivo (porque já existe a lei) o descanso ao cuidador. Uma estratégia que irá passar pelas instituições e por bolsas de cuidadores informais.

A governante deixou, ainda, outro desafio, mais abrangente que tem a ver com estratégias de longevidade «e não só de cuidar das pessoas quando precisam. Temos de as preparar para envelhecer», frisou. A Secretária de Estado falou também da necessidade do setor da saúde entrar mais nos cuidados ao domicílio. «Um paradigma que o Estado tem que aprender com as instituições», admitiu.

O município tem sido um parceiro e o presidente da Câmara Municipal lembrou que este ano as IPSS receberam mais de um milhão de euros. «A Câmara está disponível para o apoio e, porventura, para uma escalada deste projeto a nível concelhio, por via do CLAS – Conselho Local de Ação Social, para que todas as instituições possam apoiar o Cuidar Maior. Não pode ficar só ao encargo do Centro Social e Paroquial de Requião», desafiou Mário Passos as 46 instituições sociais do concelho. «O Banco Local do Voluntariado tem que contribuir», acrescentou o edil.

A vereadora da Família e Saúde fez o mesmo repto, desafiando também as Juntas de Freguesia a apoiarem porque nem todas o fazem. Sofia Fernandes referiu, ainda, que o município está a trabalhar no Plano Municipal de Gerontologia.