Paulo Reis é candidato à liderança da concelhia do PSD Famalicão, com o lema “União e Confiança”. O engenheiro famalicense diz que encabeça um grupo agregador, preocupado em «melhorar a qualidade de vida dos famalicenses». As eleições são no próximo sábado.
Cidade Hoje (CH) – Que motivos o levam a candidatar-se à presidência do PSD?
Paulo Reis (PR) – Por um lado, a ideia de que o PSD de Famalicão necessita, neste momento, de um perfil neutro, agregador, conciliador, próximo dos militantes e das estruturas, capaz de criar espaços de diálogo e de, ao mesmo tempo, continuar a afirmar o PSD como a força motriz de evolução e modernidade para Vila Nova de Famalicão.
Também o sentimento de que posso corresponder a esse perfil, e estou capaz de juntar a mim uma equipa de quadros que, como eu, colocam o PSD, Famalicão e os Famalicenses em primeiro lugar e no absoluto centro da sua ação política. Ainda, a consciência de que esta candidatura tem um conjunto muito relevante de militantes que a subscreveram com a vontade de fazer dela uma força agregadora, unânime e centralizadora da força de uma das maiores estruturas concelhias do PSD a nível nacional. E eu não podia, em consciência, virar a cara ao desafio. É por tudo isso que aqui estamos.
CH – Foi, primeiro, uma decisão individual?
PR – Foi, antes de mais, uma decisão que olha o coletivo, o interesse comum, o serviço ao PSD e a Famalicão. Claro que a decisão de avançar é pessoal, mas só decorre de um processo muito mais amplo e participado.
CH – Que apoios reúne esta candidatura?
PR – O que temos sentido nas últimas semanas é um apoio transversal, de todas as sensibilidades do PSD em Famalicão. Recordo que os 5 subscritores iniciais da nossa candidatura são militantes com as maiores responsabilidades no sucesso das últimas décadas na vida do PSD Famalicão. Mas queremos que seja uma lista onde todos tenham lugar, onde cada um se possa expressar e participar na construção do futuro do PSD e de Famalicão.
«O PSD de Famalicão não confunde eventuais divergências internas com o futuro de Famalicão e o impacto na vida das pessoas»
CH – O PSD concelhio teve duas listas nas últimas eleições internas. A situação teve reflexos nas Autárquicas. A sua candidatura consegue promover maior consenso no PSD?
PR – A situação teve a consequência de termos continuado com uma maioria absoluta para a Câmara e Assembleia Municipal, continuando um trabalho enorme nas freguesias. Este foi o resultado que teve.
O PSD de Famalicão não confunde eventuais divergências internas com o futuro de Famalicão e o impacto na vida das pessoas. A verdade é que olhando para as eleições autárquicas, todo o partido esteve unido a fazer campanha, a equipa que trouxe esta vitória foi a mesma que trouxe as anteriores, o resultado foi o que os famalicenses entenderam ser justo. Os nossos olhos estão já no futuro.
CH – A candidatura de Davide Vieira de Castro, à Mesa do Plenário, é sinal da junção entre a “velha guarda” e a nova geração?
PR – É, antes de mais, um sinal de elevação das estruturas do Partido, de reconhecimento pela sua importância e de união entre os nossos históricos e os mais jovens. Mas também um espaço de pluralidade, da qual queremos criar mais e melhor. No unanimismo nunca se construiu nada de extraordinário.
CH – Politicamente, como pretende desenvolver o seu mandato caso seja eleito?
PR – Com proximidade, com linhas de comunicação abertas e francas, com lealdade e ponderação. Com a responsabilidade que o cargo nos exige e os Famalicenses nos merecem.
«Acredito muito na JSD e nos nossos jovens e conto muito com eles»
CH – Não há eleições nos próximos anos. É o momento ideal para trabalhar e criar estratégias?
PR – É o momento de olhar para o nosso concelho no médio/longo prazo e criar caminhos arrojados, mas seguros, ousados e responsáveis, de planear com ambição, e executar com os olhos no interesse maior de melhorar a qualidade de vida dos famalicenses. Os de hoje e os que ainda hão de vir.
CH – Que ações defende para “chegar” mais às freguesias?
PR – Presença, escuta ativa, proximidade e conhecimento dos dossiers de cada uma. Sem isso nada se faz na ação local.
CH – Que relação vai manter com a JSD concelhia?
PR – A melhor. Que oferece a liberdade e a autonomia que tão bem caracteriza a JSD, ao mesmo tempo que exige esforço, entrega e força aos valores do PSD. Acredito muito na JSD e nos nossos jovens e conto muito com eles.
CH – Como será o trabalho com o executivo municipal?
PR – Com solidariedade institucional, com comunicação permanente, com exigência e rigor para com o programa sufragado pelos famalicenses e, lado a lado, na defesa, sempre, dos interesses maiores de Famalicão e dos Famalicenses. Quando defendemos o mesmo tudo fica mais fácil.








