Famalicão: Casa das Artes garante financiamento de 800 mil euros para os próximos quatro anos

Até 2029, a Casa das Artes vai receber 800 mil euros para projetos e à apoio à programação. Este financiamento, no valor máximo, foi concedido pela Direção Geral das Artes – Ministério da Cultura, para o quadriénio 2026-2029 e resulta da candidatura do teatro municipal famalicense apresentada no âmbito da Rede de Teatros e Cine-teatros Portugueses.

Os resultados, divulgados esta quinta-feira, atestam a Casa das Artes de Famalicão «como um dos espaços culturais de referência a nível nacional e valida o projeto de gestão e artístico ao longo de 25 anos». O Município, em nota de imprensa, reforça que este financiamento também reflete «um claro êxito das políticas culturais definidas pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e executadas pela Equipa Multidisciplinar de Gestão que, assim, conseguem mais uma via para prosseguir na missão de criação, fruição e apresentação de projetos artísticos e culturais, de todos e para todo».

Famalicão: PCP esclarece sobre o pacote laboral e apela à participação na manifestação deste sábado

O Partido Comunista Português está a promover ações de contacto para esclarecer os trabalhadores sobre o pacote laboral que está em discussão. O partido entende que as alterações à legislação «representam um fator de preocupação para os trabalhadores, nomeadamente no que respeita à facilitação dos despedimentos, ao aumento da precariedade, à desvalorização da contratação coletiva e à limitação de direitos laborais».

Sílvio Sousa, da Concelhia do PCP, considera que «a defesa dos direitos laborais, da contratação coletiva e do emprego com direitos continua a ser uma questão central para o desenvolvimento económico e social do concelho e do País». É por esta ordem de razões que apela à participação dos trabalhadores na manifestação deste sábado, no Porto, um «importante momento de afirmação da necessidade de políticas que valorizem o trabalho e quem trabalha». Sob o mote “abaixo o pacote laboral”, a concentração está prevista para as 10h30 entre a Praça da República e a Avenida dos Aliados.

A Comissão Concelhia comunista esteve, esta quinta-feira, com os trabalhadores da Leica, que elucidaram sobre a importância da defesa de vínculos estáveis, da valorização dos salários e da garantia de melhores condições de trabalho.

O PCP considera que a realidade famalicense, «fortemente marcada pela atividade industrial e por um elevado número de trabalhadores por conta de outrem», exige uma atenção particular «à evolução da legislação laboral e às condições de trabalho», reafirmando o seu compromisso «com a defesa dos direitos dos trabalhadores e com a promoção de um modelo de desenvolvimento assente na valorização do trabalho».

Alerta para possível burla com falsos funcionários da EDP

A Junta de Freguesia de Cambeses, em Barcelos, alertou a população para a presença de um indivíduo que se apresenta como funcionário ou fiscal da EDP e aborda pessoas solicitando acesso a casas ou informações pessoais. Segundo os relatos, o suspeito alega necessidade de verificação de dados ou das instalações elétricas mas até ao momento não há confirmação da EDP sobre qualquer ação oficial que justifique estas abordagens.

A Junta recomenda não permitir a entrada de desconhecidos sem confirmação da sua legitimidade solicitar sempre identificação profissional válida não fornecer dados pessoais ou faturas e contactar a EDP apenas pelos canais oficiais em caso de dúvida. Em caso de suspeita deve informar de imediato a PSP ou GNR

Nas últimas semanas, situações semelhantes foram registadas em Cavalões e Jesufrei, freguesias vizinhas, já no concelho de Famalicão. Num dos casos, o burlão conseguiu furtar 800 euros às vítimas.

Famalicão: Riopele fecha 2025 com volume de negócios de 99 milhões

Num ano difícil para a indústria têxtil portuguesa, a Riopele conseguiu, em 2025, um volume de negócios consolidado de 99 milhões de euros. Atualmente, a empresa exporta mais de 98% da sua produção para cerca de 30 países, servindo mais de 700 clientes espalhados em todo o mundo.

Espanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos e Alemanha foram os cinco principais mercados de exportação, sendo que os mercados canadiano e norte-americano assumem um papel particularmente estratégico para o grupo, pelo elevado poder de compra, pela valorização de produtos premium, de qualidade e sustentáveis, bem como pelo reconhecimento do selo “Made in Portugal”, associado a design, inovação e ao cumprimento de rigorosas normas sociais e ambientais. Acresce, ainda, a crescente procura, por parte de marcas e retalhistas, por fornecedores alinhados com princípios de sustentabilidade e ética.

Em comunicado, o grupo têxtil com sede em Pousada de Saramagos, refere que a produção de tecido para a indústria da moda continua a representar a principal fatia das vendas do grupo, seguindo-se o segmento de vestuário, desenvolvido sob a insígnia Riopele Fashion Solutions, e a comercialização de fio.

«2025 foi um ano desafiante para a indústria têxtil e tudo indica que este ano apresente desafios semelhantes. No entanto, encaramos cada dificuldade como uma oportunidade para evoluir», refere José Alexandre Oliveira. O presidente do Conselho de Administração acrescenta que a empresa, com quase 100 anos, «soube sempre adaptar-se às diferentes conjunturas — seja ao nível da digitalização, da sustentabilidade ou da inovação em materiais e soluções para o mercado» e é capaz de enfrentar diferentes cenários. Para este ano, José Alexandre Oliveira, antecipa «um ano de consolidação do negócio, preparando um centenário estável e posicionando a Riopele para os desafios do futuro, que certamente continuarão a surgir».

O resultado do ano passado, antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA), manteve-se em linha com 2024, apresentando um ligeiro crescimento, «refletindo a aposta contínua da empresa na eficiência operacional e na adequação da sua oferta comercial às exigências do mercado».

No âmbito da sua estratégia de sustentabilidade, a Riopele iniciou em 2019 um ciclo de investimentos em transição energética, com o objetivo de ser a primeira empresa do setor têxtil operacionalmente neutra em carbono em 2027, ano em que celebra o seu centenário. Destes investimentos, que superam os 18 milhões de euros, fazem parte a instalação de uma caldeira de biomassa para a produção de vapor, bem como a implementação de três parques fotovoltaicos: na Olifil, unidade de fiação; na Riopele B, que integra as áreas de torcedura e tecelagem; e na Riopele A, o mais recente investimento em descarbonização, atualmente em fase de conclusão, onde está o departamento de ultimação. Atualmente estão instalados cerca de 14 mil painéis e uma capacidade instalada de 4,5 MW.

A aposta na formação continua a ser estratégica para o grupo. Em 2025, foram ministradas 25 mil horas de formação, distribuídas por 100 cursos, a 980 formandos, com o envolvimento de mais de 25 entidades formadoras.