Distrital de Braga do PSD com dois candidatos à presidência

A distrital de Braga do PSD tem duas listas para as eleições que ocorrem no próximo sábado, dia 28 de fevereiro, ato eleitoral que decorre entre as 14 e as 20 horas. Paulo Cunha, atual presidente da distrital, e Carlos Eduardo Reis, vereador da Câmara Municipal de Barcelos, apresentam-se a sufrágio, sendo a única distrital do país com duas listas e há 25 anos que tal não acontecia em Braga.

Paulo Cunha arrancou primeiro com uma recandidatura sob o mote: “União e Confiança”. Carlos Eduardo Reis avança com a ideia de que é preciso “renovar e unir o partido”. O famalicense, que cumpriu dois mandatos na distrital, revela a vontade «firme» em dar continuidade ao trabalho desenvolvido e aponta os resultados obtidos nas últimas eleições autárquicas como «validade» da estratégia seguida. Paulo Cunha defende que a Distrital deve empenhar-se na definição das políticas de âmbito nacional, «mas também deve estar próxima das populações, apoiando a ação governativa e trabalhando em articulação com as suas estruturas: núcleos, secções concelhias, autarcas social-democratas, jovens social-democratas e trabalhadores social-democratas, para assegurar a boa execução das medidas adotadas a nível nacional».

Carlos Reis já tinha afirmado que em 2024 ponderou avançar para a conquista da liderança no PSD de Braga e que não o fez pela proximidade das eleições autárquicas. No entanto, diz que os motivos se mantêm e por isso decidiu avançar.

Desde logo, considera «saudável» haver confronto no interior da estrutura política e que é tempo de renovação, com outros “quadros” políticos. Em declarações à Agência Lusa, replicadas noutros órgãos de comunicação social, disse que as estruturas regionais «têm que ter intervenção no plano político, porque senão servem para pouco», ou seja, defende que devem promover o debate político, uma opinião que reflita aquilo que a grande parte dos militantes pensa e que influencie «positivamente as políticas do Governo». Contudo, recusa que seja uma candidatura «contra o Governo». Isto porque ficou de fora da lista de candidatos nas últimas eleições Legislativas.

Famalicão: São Mateus espreita lugar de subida de divisão

No campeonato nacional da 3.ª divisão de futsal, o São Mateus continua a “morder os calcanhares” aos dois primeiros da classificação.

A formação famalicense soma 34 pontos em 16 jornadas, estando a dois do segundo (Lusitânia de Lourosa) e a cinco do líder, Paços de Ferreira. Estas equipas defrontam-se no próximo fim de semana, sendo uma oportunidade para o conjunto famalicense estreitar as diferenças na classificação, caso vença o seu jogo.

Na próxima jornada, sábado, às 16 horas, no Pavilhão Municipal de Delães, a equipa de Oliveira São Mateus recebe o Mogadouro, oitavo da classificação, com 19 pontos.

Recorde-se que o vencedor sobe de divisão e o segundo vai ao play-off de promoção.

Nova regra: Grávidas (mesmo em urgência) obrigadas a ligar SNS24 antes de ir ao hospital

Passa a ser obrigatório contactar a linha SNS 24 antes de recorrer às urgências de obstetrícia e ginecologia em todo o país. A decisão, aplicada no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, pretende garantir uma melhor gestão dos atendimentos e encaminhar cada situação de acordo com a gravidade.

Com esta alteração, as utentes devem realizar uma pré-triagem telefónica antes de se deslocarem ao hospital. Os serviços terão cartazes informativos à entrada e a medida será igualmente divulgada nas consultas hospitalares e nos cuidados de saúde primários.

O acesso às urgências poderá ainda acontecer por referenciação do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), por indicação de médicos ou enfermeiros especialistas, ou através de outras urgências da mesma unidade de saúde.

Ficam salvaguardadas as situações consideradas potencialmente graves ou com risco de vida, que continuam a ser atendidas de imediato.

O diploma reforça que as novas regras não podem resultar em falta de resposta, devendo o recurso às urgências ser assegurado sempre que não exista alternativa em tempo clinicamente adequado nos restantes serviços de saúde.

Famalicão: Paulo Cunha lidera tratado internacional sobre Inteligência Artificial

Paulo Cunha, relator do Parlamento Europeu para a Convenção sobre Inteligência Artificial, explica ao CIDADE HOJE como o novo tratado internacional estabelece, pela primeira vez, «princípios claros para garantir que o desenvolvimento da IA respeita os direitos humanos, a democracia e o Estado de Direito». Acredita que a IA pode melhorar serviços públicos, apoiar diagnósticos médicos, otimizar transportes e tornar processos mais eficientes, mas com regras.

CIDADE HOJE (CH): O que mais destaca da primeira Convenção sobre Inteligência Artificial, aprovada no Parlamento Europeu, da qual é relator?

Paulo Cunha (PC): Destaco, acima de tudo, o seu caráter histórico. Estamos perante o primeiro tratado internacional juridicamente vinculativo dedicado à Inteligência Artificial, adotado no âmbito do Conselho da Europa e agora aprovado pelo Parlamento Europeu.

É um marco porque estabelece, pela primeira vez, princípios claros para garantir que o desenvolvimento da IA respeita os direitos humanos, a democracia e o Estado de Direito.

A Europa volta a assumir um papel de liderança global, mostrando que inovação e responsabilidade podem – e devem – caminhar juntas.

CH: Que tipo de regulamentação está a ser criada?

PC: Não se trata de travar a inovação, mas de criar um quadro de garantias. A Convenção define princípios e obrigações para os Estados no que toca à utilização de sistemas de IA, especialmente quando estes afetam direitos fundamentais.

Estamos a falar de transparência, avaliação de riscos, mecanismos de supervisão, responsabilização e proteção contra discriminação algorítmica. O objetivo é assegurar que a tecnologia serve as pessoas, e não o contrário.

 

«Há países com abordagens mais permissivas e outros com preocupações mais restritivas»

CH: Foi difícil chegar a este documento final. Que maiores dificuldades enfrentou?

PC: O principal desafio foi encontrar um equilíbrio entre realidades muito diferentes. Há países com abordagens mais permissivas e outros com preocupações mais restritivas. Também houve um trabalho técnico exigente: garantir que o texto fosse suficientemente robusto para proteger direitos fundamentais, mas flexível para acompanhar a evolução tecnológica. A negociação exigiu diálogo constante, capacidade de compromisso e clareza política.

CH: Como “geriu” o conflito entre o desenvolvimento tecnológico e o controlo de proteção de potenciais vítimas?

PC: Não vejo isso como um conflito inevitável. A falsa dicotomia entre inovação e proteção é um erro. A proteção das pessoas cria confiança – e a confiança é condição essencial para o desenvolvimento tecnológico sustentável. Se os cidadãos não confiarem na tecnologia, ela não será adotada. A nossa abordagem foi precisamente essa: criar regras que promovam inovação responsável.

 

«Regras claras criam mercado»

CH: Como as empresas tecnológicas receberam as propostas agora vertidas nesta “Constituição para a IA”?

PC: De forma diversa. Algumas empresas reconheceram a importância de um quadro jurídico claro e estável, que reduza incerteza regulatória; outras manifestaram preocupação quanto a eventuais custos de adaptação. Mas há um ponto essencial: regras claras criam mercado. A previsibilidade jurídica é um ativo económico.

CH: Como pode esta Convenção ter escala global para que não existam “ilhas tecnológicas”?

PC: A Convenção está aberta a países fora da Europa. Tal como aconteceu com a Convenção 108 sobre proteção de dados, a ambição é criar um padrão internacional. Se vários Estados adotarem princípios comuns, evitamos fragmentação e criamos um referencial global. A Europa não impõe: propõe. E quando propõe com credibilidade, influencia.

 

«Não podemos permitir que a manipulação se torne invisível»

CH: Como proteger as pessoas de conteúdos falsos e de manipulação de imagem?

PC: A proliferação de deepfakes é uma ameaça real. A resposta passa por três pilares: transparência na identificação de conteúdos sintéticos, responsabilização das plataformas e literacia digital.

Os sistemas de IA que possam manipular imagem ou voz devem estar sujeitos a requisitos reforçados de identificação e supervisão. Não podemos permitir que a manipulação se torne invisível.

CH: Não se trata apenas de proteger o cidadão, mas também as empresas, instituições…

PC: Sem dúvida. A manipulação algorítmica pode afetar reputações, mercados e processos administrativos. Proteger direitos fundamentais significa também proteger a integridade das instituições e a confiança no espaço público. Uma economia digital forte depende de segurança jurídica.

 

«A tecnologia não pode substituir o escrutínio democrático»

CH: Também está associada à manipulação política? Como garantir e proteger o Estado de Direito perante a proliferação da desinformação?

PC: Sim, existe um risco evidente de instrumentalização da IA para fins políticos, através da desinformação e da manipulação emocional. A resposta passa por transparência, responsabilização e supervisão independente. O Estado de Direito exige que as decisões com impacto significativo não sejam opacas nem arbitrárias. A tecnologia não pode substituir o escrutínio democrático.

CH: De que forma a tecnologia, que em muitas situações já substitui o ser humano, pode servir as pessoas sem as prejudicar?

PC: A tecnologia deve ser uma ferramenta, não um substituto da dignidade humana. A IA pode melhorar serviços públicos, apoiar diagnósticos médicos, otimizar transportes e tornar processos mais eficientes. Mas deve sempre existir supervisão humana significativa quando estão em causa direitos, liberdade ou acesso a oportunidades. O princípio é simples: a inovação deve ampliar capacidades humanas, não reduzir autonomia ou responsabilidade.

Carne de vaca mais cara que nunca: Preço disparou 132%

Quatro anos passaram e o poder de compra encolheu no supermercado. Em 2022, 50 euros chegavam para comprar mais de oito quilos de carne de vaca. Hoje, o mesmo valor não paga sequer quatro.

A subida dos preços do cabaz alimentar começou com a pandemia e ganhou nova força com a guerra na Ucrânia, que fez disparar os custos da energia, dos transportes e das matérias-primas. O resultado foi um aumento generalizado dos bens essenciais.

A carne de novilho para cozer é um dos casos mais expressivos. Se há quatro anos custava 5,82 euros por quilo, atualmente atinge, em média, 13,51 euros — uma subida de 132%.

Segundo a DECO PROteste, o cabaz alimentar composto por 63 produtos essenciais encareceu cerca de 35% desde 2022, ultrapassando agora os 253 euros. Entre os produtos com maiores aumentos estão a carne de novilho para cozer, os ovos e o café torrado, todos com subidas superiores a 80%.

Mais recentemente, a curgete registou a maior variação, com um aumento de 71% desde o início do ano, muito por causa das tempestades que afetaram o país.

Apesar das oscilações semanais, a tendência mantém-se: os preços continuam elevados e não há, para já, sinais claros de descida.

Famalicão: Camilo Castelo Branco lidera concelho na Bolsa de Turismo de Lisboa

O concelho de VN Famalicão está na 36.ª edição da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre a partir de hoje até domingo. Na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações, o município aposta na promoção do território, através da cultura, pelo turismo literário e na enogastronomia para captar a atenção de visitantes.

O ponto alto da representação famalicense está marcado para a tarde desta quinta-feira, às 15h00, no auditório da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte, com a apresentação de “Camillo – Rotas do Escritor”, iniciativa que pretende consolidar Famalicão como um destino de referência no turismo literário, valorizando a herança histórica de Camilo Castelo Branco.

Os produtos locais também estão em destaque com uma prova de vinhos do produtor Vinevinu e um showcooking sobre a “Galinha Mourisca”, cuja receita conta da obra camiliana “O Santo da Montanha”, prato que será confecionado pelo Chef Renato Cunha, do Restaurante Ferrugem.

A presença famalicense em Lisboa estende-se ainda para fora do recinto da BTL. No âmbito das comemorações do bicentenário do nascimento do escritor de Seide, a Estação do Rossio acolhe, até 8 de março, a exposição itinerante “Livro Aberto – Camillo: Rotas do Escritor”. A inauguração da mostra decorre hoje, quarta-feira, 25 de fevereiro, às 17h00, com a presença do vereador do Turismo, Augusto Lima.