A Praça D. Maria II vai ganhar uma nova escultura. Trata-se de uma peça em aço corten, com cinco metros de altura, que projeta flores quando a luz incide sobre ela. Por isso, se chama “Jardim Suspenso”.
A obra de arte é de Charters de Almeida, o mesmo autor dos painéis de azulejos que revestem o edifício da Fundação Cupertino de Miranda.
Segundo Charters de Almeida, “Jardim Suspenso” «será sempre um sinal de esperança», apontando a arte como a resposta para as angústias da humanidade. O escultor esteve, no dia 2 de outubro, na Fundação Cupertino de Miranda por altura das comemorações dos 60 anos da Fundação Cupertino de Miranda.
Charters de Almeida (nasceu em 1935) anunciou que esta será a sua última criação em espaço público. «Desde 1968 que me sinto ligado a Vila Nova de Famalicão. O tempo não nos afastou. Pelo Contrário. As memórias foram sempre sentidas e cultivadas. O tempo foi passando e as memórias do princípio da minha vida profissional relembraram-me, uma vez mais, que tudo tem um fim».
O escultor explicou, ainda, que escolheu os jardins da Praça D. Maria II para intervir «pela novidade da sua expressão formal, de ter a presença dos elementos água, luz, flores, árvores».
O presidente da Câmara Municipal de Famalicão está convicto de que a nova escultura de Charters de Almeida vem reforçar a importância da Fundação Cupertino de Miranda no centro urbano de Famalicão e que a obra do artista no concelho sairá sedimentada e complementada com este “Jardim Suspenso”.
Mário Passos encara a nova peça como «um tratado ao valor da memória e à sua importância de permanecer viva. Um sinal de esperança sempre atual no espaço público a interpelar em permanência o visitante para os valores da arte, da identidade e do humanismo».
O autarca deu os parabéns à Fundação Cupertino de Miranda «por estar há 60 anos a elevar o nome de Famalicão e a prestigiar a nossa comunidade» e pelo «trabalho que tão bem tem sabido desenvolver, sobretudo no que respeita à salvaguarda do espólio surrealista português».








