Produtores de leite pedem aos supermercados que subam o preço ao produtor

A Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep) apelou hoje às cadeias de supermercados que subam o preço ao produtor, para atingir um valor médio de 50 cêntimos por quilo (kg).

Em comunicado, a associação lembrou que, no início de agosto, foi comunicado à generalidade dos produtores um aumento de três cêntimos para setembro, o que levará o preço médio em Portugal para 43 cêntimos por kg (40 nos Açores e 45 no continente), e que os produtores que fornecem a marca Pingo Doce vão ter uma atualização de oito cêntimos por kg, o que fará com que recebam um valor superior a 50 cêntimos por kg.

“A Aprolep desafia desde já todos os restantes compradores a subir de forma imediata o preço do leite ao produtor para atingir um valor médio de 50 cêntimos/kg de leite em Portugal”, apelou a associação.

Os produtores de leite queixam-se que, nos últimos anos, a atualização do preço do leite “veio sempre tarde, abaixo dos custos de produção, abaixo do mercado europeu e sempre em reação ao aumento do preço de outros compradores ou à procura de compradores espanhóis”.

“Os resultados são o desânimo dos produtores, o encerramento de vacarias todas as semanas, o aumento do número de animais para abate por falta de alimento ou de dinheiro para os comprar e a venda de leite diretamente dos produtores portugueses para compradores espanhóis, à medida que terminam os contratos anteriores”, lamentaram.

ASAE apreende no norte 500 kg’s de peixe e carne “amarelados” e com data de validade expirada

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 500 quilos de géneros alimentícios, no valor de 1.700 euros, numa fiscalização a um entreposto frigorífico industrial decorrida nas últimas semanas em Ponte de Lima, foi hoje anunciado.

“Procedeu-se à apreensão de 500 quilos de géneros alimentícios de origem animal (pescado e produtos cárneos) que não tinham qualquer rastreabilidade, sendo que alguns apresentavam violação das embalagens”, pode ler-se num comunicado enviado pela ASAE às redações.

De acordo com o texto, a apreensão ocorreu no contexto de “uma operação de fiscalização direcionada a um entreposto frigorífico industrial para verificação do cumprimento das condições de armazenagem e manipulação de géneros alimentícios”.

Questionada pela agência Lusa, fonte oficial da ASAE informou que a operação “ocorreu nas últimas semanas em Ponte de Lima”, no distrito de Viana do Castelo, tendo sido operacionalizada pelas Brigadas de Indústrias da Unidade Regional do Norte da autoridade.

“O valor total da apreensão ascendeu a 1.700 euros”, refere a ASAE no comunicado, acrescentando que os géneros alimentícios foram “classificados de ‘anormais avariados’ com falta de requisitos e encaminhados para destruição”.

Segundo a ASAE, “apresentavam notória formação de cristais, gelo na sua superfície, desidratação e descoloração, alguns com cor amarelada, tendo ainda ultrapassado a data de durabilidade mínima e a data de limite de consumo”.

A operação levou ainda à “instauração de um processo-crime por comercialização de géneros alimentícios ‘anormais avariados'”.

Quer tratar do cartão de cidadão? Há funcionários públicos em greve nesta segunda-feira

Os trabalhadores dos registos e notariado estão esta segunda-feira em greve.
Segundo o sindicato (SNR), as reivindicações contidas no pré-aviso abrangem matérias como remunerações e falta de recursos humanos no setor, entre outros problemas.

Entre as questões remuneratórias a resolver no imediato, o SNR aponta a atualização indiciária devida por lei e não efetuada desde 2000 (embora a mesma tenha sido realizada a toda a função publica menos no IRN), a promoção dos escriturários em falta desde o descongelamento das carreiras e a não contabilização/compensação dos pontos acumulados para a progressão de todos aqueles que se encontravam no último escalão indiciário na transição para as novas carreiras de Conservador de Registos e Oficial de Registos.

Outras das matérias de resolução imediata exigida pelo sindicato consta o “modo de distribuição e falta de uniformidade na cobrança dos emolumentos pessoais comuns e a falta de pagamento do abono para falhas”.

Segundo o sindicato, os constrangimentos decorrentes da greve que se irão repercutir na vida dos cidadãos e das empresas são da inteira responsabilidade do Ministério da Justiça e das anteriores e do Conselho Diretivo do IRN que “não foram competentes, nem alinharam de boa-fé nas negociações para desconvocação da greve”.