De Porto a Paris: onde estiveram os portugueses nas suas férias e quanto pagaram?

As férias da Páscoa têm uma natureza própria. Não são férias longas, nem costumam admitir grandes devaneios. Decidem-se depressa, muitas vezes ao sabor de uma pesquisa feita à noite, entre a vontade de sair e o limite do orçamento. Talvez por isso revelem tanto sobre os hábitos de viagem dos portugueses. Em 2026, o desenho foi claro: houve apetite por escapadinhas cá dentro e continuou a haver espaço, para alguns, para cidades europeias onde o preço da estadia já obriga a pensar duas vezes.

Os dados reunidos neste estudo da Holidu mostram um país que, antes de se lançar para fora, olhou primeiro para dentro. Porto e Lisboa lideraram as pesquisas nacionais. Albufeira manteve-se entre os nomes fortes. Barcelona foi o único destino internacional a entrar no top cinco geral. E, espalhados pelo ranking, surgem sinais de uma procura muito menos impulsiva do que a retórica turística gosta de fazer crer. Os portugueses continuaram a querer viajar, mas com a calculadora mais perto da mão.

Os destinos mais procurados

O Porto foi o destino mais pesquisado, com 1.016 pesquisas e um preço médio de 141 € por noite. Lisboa ficou em segundo lugar, com 749 pesquisas e 193 € por noite. Não é difícil perceber a lógica desta dupla. O Porto oferece uma combinação rara de escala, identidade e preço ainda relativamente contido. Lisboa continua a ser a montra óbvia do país, mas já entra numa faixa de custo que pesa no momento da reserva.

Logo a seguir aparece Albufeira, com 514 pesquisas e 147 € por noite. A presença do Algarve no topo confirma que a ideia de uma pausa junto ao mar não depende apenas do verão. Barcelona surge em quarto lugar, com 355 pesquisas e 344 € por noite, e é aqui que o ranking muda de temperatura: entra o desejo de sair do país, mesmo pagando bastante mais por isso. Braga fecha o top cinco com 329 pesquisas e um preço médio de 111 €, o que a torna, entre os destinos mais procurados, a opção mais leve para a carteira.

A lista prossegue com Madrid, Portimão, Sevilha, Porto Santo, Aveiro e Sesimbra. Depois vêm Nazaré, Londres, Setúbal, São Vicente (Madeira), Paris, Vila Nova de Milfontes, Quarteira, Armação de Pêra e Cascais. Há aqui uma mistura muito portuguesa: litoral, cidades médias, ilhas, capitais estrangeiras e alguns destinos já bem instalados no imaginário das escapadinhas de curta duração.

Onde ficou mais barato dormir

Se a procura diz para onde os portugueses gostavam de ir, os preços ajudam a perceber porquê. Entre os destinos mais baratos do país, Mértola liderou com 88 € por noite. Coimbra apareceu logo depois, com 90 €. Peniche fixou-se nos 95 €, Nazaré nos 96 € e Figueira da Foz nos 97 €. O retrato é eloquente: ainda há lugares em Portugal onde uma pausa de poucos dias não implica um rombo imediato no orçamento.

Estes números também mostram outra coisa. O preço baixo, por si só, não explica tudo. Coimbra junta património, ambiente urbano e centralidade. Peniche e Nazaré combinam costa, identidade e fama consolidada. Figueira da Foz continua a funcionar como destino balnear acessível. Mértola, por seu lado, destaca-se precisamente por fugir ao circuito mais saturado e por oferecer uma alternativa que nem sempre entra nas primeiras escolhas, mas que ganha peso quando a variável preço começa a mandar.

É aí que o comportamento do viajante se torna mais interessante. Não se trata apenas de procurar o mais barato. Trata-se de encontrar um ponto de equilíbrio entre custo, distância, conforto e expectativa. Uma escapadinha curta pode justificar 90 € por noite em Coimbra. Já 193 € em Lisboa ou 219 € em Cascais pedem outro tipo de disponibilidade.

As cidades mais caras continuam a chamar

No topo dos destinos mais caros pesquisados pelos portugueses aparece Paris, com um preço médio de 365 € por noite. Logo a seguir surge Barcelona, com 344 €. Londres ocupa o terceiro lugar, com 291 €. Palma de Maiorca aparece com 279 € e Sevilha fecha este grupo com 276 € por noite. Não há aqui surpresas, mas há um dado que merece atenção: o preço elevado não afastou estas cidades do radar.

Barcelona é talvez o caso mais expressivo. Está entre os destinos mais caros e, ao mesmo tempo, entre os mais procurados. Isso diz bastante sobre o seu peso junto dos portugueses. O mesmo vale, em menor escala, para Paris e Londres. São cidades que continuam a atrair porque oferecem uma experiência que muita gente sente como distinta da viagem doméstica: outro idioma, outro ambiente, outro imaginário urbano. Nem todos reservam, claro. Mas muitos pesquisam. E essa curiosidade já é, em si, um indicador.

O que fica deste retrato

O ranking das pesquisas feitas entre 30 de março e 5 de abril de 2026 mostra um país pragmático. Porto e Lisboa lideram porque continuam a concentrar procura real. Albufeira mantém força. Braga cresce apoiada num preço mais suportável. Barcelona resiste como tentação internacional mesmo com um valor médio de 344 € por noite. E, do lado dos destinos mais acessíveis, Mértola, Coimbra, Peniche, Nazaré e Figueira da Foz lembram que a procura por descanso continua a passar, muitas vezes, por contas simples.

Não há uma única forma de ler estes números. Mas há uma evidência que atravessa toda a tabela: os portugueses continuam a querer sair, embora escolham com mais filtro. O destino ideal já não é apenas o mais bonito ou o mais falado. É aquele que cabe no desejo sem rebentar com o orçamento. Entre uma noite em Paris a 365 € e uma estadia em Mértola a 88 €, cabe um país inteiro de diferenças. E é nesse intervalo, mais do que em qualquer slogan de campanha, que se percebe como viajamos nesta Páscoa.

Famalicão: Fica em liberdade homem detido pela PSP a tentar furtar carro na cidade

Ficou em liberdade, com termo de identidade e residência, o homem de 34 anos que foi apanhado pela PSP a tentar furtar uma viatura, no último fim de semana, no centro de Vila Nova de Famalicão.

A detenção ocorreu durante uma ação de patrulhamento preventivo, quando os agentes o surpreenderam no momento em que tentava forçar a abertura da porta de um veículo, tendo sido intercetado no local.

O suspeito foi ouvido no Tribunal de Cabeceiras de Basto.

Famalicão: Sete nacionalidades nos órgãos sociais da Associação de Integração Multicultural

A AIMULTICUL – Associação de Integração Multicultural tem, desde o passado sábado, dia 11 abril, novos dirigentes. São sete as nacionalidades – Cabo Verde, Brasil, Portugal, Venezuela, Guiné-Bissau, Paraguai e Paquistão – representadas nos órgãos sociais que vão liderar a instituição no próximo biénio. Taciana Flores continua na liderança para o terceiro mandato, duma equipa renovada, acompanhada por Graça Carvalho e por Roberto Oliveira, na vice-presidência.

O secretário é Mamadu Indjai e a tesoureira Eliene Nunes. Seguem-se Lilian Elisabeth Miranda, Yesika Alejandra, Margarete Cardoso e Usama Arshed.

A Mesa da Assembleia Geral é presidida por Benício Cardoso, com Alcino Monteiro e José Pedro Novais a 1º e 2º secretários, respetivamente.

Manuela Araújo, Arlett Araújo e Priscila Rodrigues compõem o Conselho Fiscal.

O acolhimento, apoio e integração dos migrantes que encontram em Vila Nova de Famalicão e na região, é a primeira prioridade dos novos dirigentes que têm previstas uma série de atividades que a seu tempo serão divulgadas.

As eleições realizaram-se, ao final da tarde do passado sábado, no auditório da ADFA – delegação de Famalicão.

No mesmo dia, em sessão ordinária, foram votados e aprovados, por unanimidade, o plano de atividades e orçamento para o ano em curso e o relatório de atividades e contas de gerência de 2025.

Famalicão: Filho e pai (Figueiredo´s) dividem pódio regional dos 10 mil metros

João Figueiredo, da Associação Figueiredo´s Runners and Friends, sagrou-se campeão regional dos 10 mil metros de pista. O feito foi alcançado, este sábado, no Estádio 1.º de Maio, em Braga, com a particularidade de ter deixado no segundo lugar o seu pai, Davide..
Para além do título absoluto do João, Davide Figueiredo sagrou-se vice-campeão regional.
Davide foi, também, campeão regional no escalão M50; Joaquim Lopes campeão em M45; Vítor Azevedo terminou em quarto lugar M50

Famalicão: Vinte pódios para a Escola Rosa Oliveira

Este domingo, a Escola de Atletismo Rosa Oliveira participou no 44.º Grande Prémio da Juni, em Costa, Guimarães, com vitórias coletiva nos escalões de juvenis/juniores e seniores e vários pódios individuais.
Na prova organizada pela associação Jovens Unidos Num Ideal, em benjamins A, Diana Cunha foi a vencedora, enquanto que em benjamins B, Duarte Ramalheiro foi terceiro.
Em infantis, Luís Neto e Matilde Mendes terminaram em segundo lugar; já em iniciados, Vera Ferreira e Matilde Cunha ocuparam os dois primeiros lugares; igual feito foi alcançado na prova de juvenis por Mariana Martins e Rafaela Araújo. Neste escalão também o terceiro lugar foi da EARO, por Ana Silva. Em masculinos, nova vitória, por Tiago Silva.
Em juniores, Ana Pereira foi a vencedora, enquanto que Maria Machado terminou no terceiro lugar; Francisco Barros foi segundo e Gonçalo Rodrigues terceiro. No escalão sub-23, Joana Azevedo terminou no segundo lugar, tal como Ana Fernandes, em seniores.
Em veteranos, Sónia Gomes e Rita Teixeira ocupam os dois primeiros lugares em F40; Micaela Martins foi terceira em F55.
Para além dos atletas citados, outros também contribuíram para o bom resultado coletivo da EARO.