Bombeiros batem recorde de recolha de equipamentos elétricos usados durante a pandemia

Os bombeiros portugueses atingiram um máximo histórico de recolha de pilhas e equipamentos eléctricos usados em 2020, durante a pandemia, no âmbito da campanha “Quartel Electrão”, alcançando um total de 2.029 toneladas.

Este é o valor mais alto registado nas cinco edições desta iniciativa do Electrão – Associação de Gestão de Resíduos. O resultado mais próximo foi registado na campanha de 2011, ano em que foram recolhidas 1.802 toneladas de pilhas e equipamentos eléctricos usados.

Nos primeiros três meses de 2020 as recolhas rondaram as 113 toneladas por mês, em média. Os valores decresceram para as 68 toneladas em Abril, como consequência do confinamento, mas voltaram a subir logo em Maio, registando um crescimento até ao final do ano com valores a ultrapassarem as 200 toneladas. Em novembro, o último mês da campanha, atingiu-se o pico com os quartéis a reunirem globalmente, nesse mês, 277 toneladas.

Violência nas escolas: GNR registou 467 crimes em 2020 e lança campanha de sensibilização

Em 2020, militares da GNR policiaram cerca de 4.500 escolas com mais de 630 mil alunos. Destes, sinalizou mais de 5.600 crianças e jovens e registou 467 crimes em ambiente escolar, revela a Guarda Nacional Republicana, em comunicado.

A campanha #NãoSouUmAlvo é lançada no dia em que se assinala o Dia Internacional da Não Violência e da Paz nas Escolas e visa “contribuir para a prevenção e para o combate à violência em ambiente escolar”.

“Não obstante estarmos numa altura em que a pandemia covid-19 levou a uma interrupção da atividade letiva, a Guarda entendeu, ainda assim, desenvolver esta campanha e assinalar a data em questão, dada a sua relevância, com o objetivo de alertar e sensibilizar a população em geral e, em particular, as crianças e jovens, os quais serão as mulheres e homens de amanhã, para a existência de violência exercida nas escolas, muitas vezes caracterizada como bullying”, afirma no comunicado.

Apesar de não se encontrar tipificado na legislação penal como ilícito criminal, o bullying é caraterizado por atos contínuos de violência física, psicológica e/ou emocional, intencionais e repetidos, com a finalidade de infligir dor e angústia, praticados por um indivíduo ou um grupo de indivíduos diretamente contra a vítima, que não é capaz de se defender por si só.

Desta forma, poderão estar em causa os crimes de ofensas à integridade física, injúrias, ameaça e coação, refere a GNR, advertindo que “nas escolas, a maioria destes atos ocorre fora da visão dos adultos e grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida, ocorrendo muitas vezes através dos meios digitais, mais concretamente, nas redes sociais”.

Segundo a GNR, esta campanha resulta também de um desafio lançado a todos municípios da sua zona de ação, no sentido de se associarem, através da disponibilização de espaços publicitários para afixação da imagem da campanha, sob a forma de painéis de grandes dimensões (outdoors), mobiliário urbano para informação (MUPI), folhetos ou outras, bem como através da difusão nas suas plataformas digitais.

“Desta forma, a campanha da GNR tem como parceiros cerca de 150 municípios que decidiram aderir a esta causa, garantindo-se uma alargada difusão” da imagem e de um vídeo da campanha.

A GNR adianta que se trata de “uma iniciativa enquadrada numa estratégia de consciencialização, que visa contribuir para a mudança de comportamentos da sociedade e para a progressiva intolerância social face à violência nas escolas”.

Aconselha ainda os pais a estarem atentos às alterações no humor dos filhos, abatimento físico e/ou psicológico, sinais de impaciência ou ansiedade, piores resultados e desinteresse na escola, queixas físicas permanentes (dor de cabeça, de estômago, perturbações no sono, nódoas negras), irritabilidade extrema, ou qualquer outra mudança de comportamento, pois podem traduzir sintomas de uma vítima de bullying.

Assembleia da República indica 50 deputados para vacinar

O parlamento indicou 50 deputados para o processo de vacinação contra a covid-19, comunicou esta sexta-feira o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, numa carta enviada ao primeiro-ministro, António Costa.

Fonte parlamentar disse à agência Lusa que entre os 50 deputados, num total de 230, estão o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, deputados do PS, PSD, PCP, PEV e uma das duas deputadas não inscritas.

Neste grupo de 50 deputados, de acordo com a mesma fonte, estão “quase todos os vice-presidentes da Assembleia da República, apenas não constando José Manuel Pureza, do Bloco de Esquerda, que “prescindiu de ser vacinado já nesta fase”.

Esta sexta-feira, o PCP indicou ao presidente da Assembleia da República dois dos seus 10 deputados para a vacinação contra a covid-19, António Filipe e Ana Mesquita, pelos cargos essenciais que ocupam no funcionamento do parlamento.

Numa nota enviada à imprensa, o PCP lembra a sua posição sobre a matéria, considerando que “há órgãos do Estado cujas atribuições e competências específicas são relevantes no combate à epidemia” admitindo, por isso, a vacinação dos titulares desses órgãos “em função de critérios de saúde e das suas atribuições e competências específicas”.

Os titulares de órgãos de soberania, deputados da Assembleia da República, membros dos órgãos das regiões autónomas e presidentes de câmara, enquanto responsáveis da proteção civil, vão começar a ser vacinados na próxima semana.

No início desta semana, o primeiro-ministro enviou “cartas aos órgãos de soberania para que estabeleçam as prioridades para inoculação em cada um dos serviços”.