Famalicão: FAC suspende treinos da formação

O Famalicense Atlético Clube (FAC) suspendeu todos os treinos dos escalões de formação, mantendo, no entanto, os treinos e competição das equipas seniores que militam na 1.ª divisão.

A decisão resulta das medidas de confinamento, determinadas na passada semana pelo governo.

A direção do FAC apela ao respeito das regras em vigor, mantendo uma avaliação diária da evolução da pandemia covid-19.

 

Associação Comercial de Famalicão defende que Governo devia manter aberto o comércio de proximidade

A Associação Comercial e Industrial de Famalicão, juntamente com outras associações comerciais do distrito de Braga, considera que o Governo podia e devia «excluir do novo confinamento o comércio de proximidade», por entender que cumpre com rigor as normas e boas-práticas de higiene e segurança estabelecidas pela Direção Geral da Saúde e por não estar sujeito a uma grande pressão de procura por parte dos consumidores.

Mas, uma vez decretado o encerramento, defende que o lay-off simplificado seja comparticipado a 100% pela Segurança Social para as empresas cuja atividade tenha sido encerrada ao abrigo do confinamento e que este apoio seja estendido às empresas cuja atividade é permitida durante o confinamento, mas cuja faturação seja fortemente penalizada pela ocorrência do dever geral de recolhimento domiciliário. Propõe a adoção de um regime especial de apoio às rendas de janeiro e fevereiro, que assegure a comparticipação integral do valor das rendas dos estabelecimentos encerrados ao abrigo do confinamento. Após o confinamento, quer que o Governo assuma a concretização de um programa de promoção da retoma das atividades económicas mais afetadas pelo confinamento, nomeadamente do comércio e serviços de proximidade, bem como dos setores do alojamento e restauração.

Em comunicado, o Conselho Empresarial da Região do Ave e Cávado (CEDRAC) lança este repto ao Governo face a esta nova fase do confinamento.

Recorda que foram nove meses sucessivos de quebras significativas de faturação, pelo que este novo confinamento pode levar ao encerramento de diversos estabelecimentos empresariais e, em consequência, ao desemprego e ao agravamento da crise económica e social.

No entanto, recorda como positivo o fato do Governo procurar minorar as situações de desigualdade que se criaram no anterior confinamento entre a grande distribuição e o pequeno comércio, ao interditar a venda de bens na grande distribuição que sejam tipicamente comercializados

As associações comerciais e industriais apelam aos portugueses para que cumpram escrupulosamente as regras deste confinamento, «para que se reduza, com o almejado sucesso, o número de infeções, respeitando, deste modo, os enormes sacrifícios a que estão a ser sujeitas as empresas portuguesas, assim como o extraordinário esforço e dedicação de todos os profissionais de saúde no combate à pandemia».

Marcelo anuncia: Estado de emergência vai estender-se até 9 de março

“A próxima renovação do estado de emergência será, em princípio, no dia 29 deste mês, e depois haverá várias renovações mesmo até ao fim do atual mandato presidencial, haverá três”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

O estado de emergência está novamente em vigor em Portugal desde 6 de novembro e na quarta-feira passada foi prolongado pelo Presidente da República até 30 de janeiro.

Se for prorrogado por mais quinze dias, o período máximo por que este quadro legal pode ser decretado, sem prejuízo de eventuais renovações, o próximo diploma do estado de emergência abrangerá o período entre 31 de janeiro e 14 de fevereiro, e os seguintes irão vigorar de 15 de fevereiro até 1 de março, e de 2 a 16 de março.

As renovações são decretadas pelo Presidente da República com alguns dias de antecedência, ouvido o Governo e após autorização do parlamento, como determina a Constituição.

Quando decretou a mais recente renovação do estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que era preciso “criar um travão”, com confinamento, para inverter o crescimento acelerado da covid-19 em Portugal antes de haver vacinação generalizada.

O decreto em vigor abrange o período oficial de campanha para as eleições presidenciais do próximo domingo, nas quais o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, se recandidata ao cargo, tendo como adversários Ana Gomes, Marisa Matias, João Ferreira, André Ventura, Tiago Mayan Gonçalves e Vitorino Silva.

Este domingo, após uma reunião com a administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, Marcelo Rebelo de Sousa alertou que a situação das estruturas de saúde “é muito crítica” e apelou uma vez mais aos portugueses para que levem a sério o confinamento que está em vigor desde sexta-feira, ao abrigo do estado de emergência.

O chefe de Estado admitiu que “pode ser necessário ir mais longe no fechamento de atividades que ainda ficaram abertas, como sinal à sociedade”, adiantando que, “se for preciso reponderar medidas, o Governo naturalmente terá o apoio do Presidente da República”.

Covid-19: PSP informa que este fim de semana deteve três pessoas por violação das regras

A PSP deteve 438 pessoas desde março, em Portugal, no âmbito da fiscalização das medidas restritivas impostas pelo Governo, três das quais este fim-de-semana, anunciou hoje aquela força policial.

Desde o início da pandemia foram feitas 438 detenções, das quais 118 por desobediência ao confinamento a que estavam obrigados por estarem infetados

De acordo com aquele responsável, no sábado e hoje, a PSP registou “três detenções” e “58 contraordenações, das quais 21 por consumo de álcool na via pública, 13 por falta de máscara na via pública e 10 por atividades realizadas não permitidas no regime em vigor”.