Liga de Bombeiros denuncia: Doentes horas retidos nas macas em ambulâncias e já houve uma morte

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses denunciou este sábado que há doentes transportados para os hospitais a passar “horas nas macas das ambulâncias”, tendo sido já registada a morte de um paciente dentro da ambulância sem entrar na unidade hospitalar.

“Recebi uma informação de um doente que morreu dentro de uma ambulância. Isso é garantido”, avançou à agência Lusa o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Jaime Marta Soares, assumindo que os bombeiros estão a viver “momentos muito difíceis e muito complicados”, porque estão a ser eles a fazer “quase de hospitais”.

Segundo Marta Soares, as ambulâncias dos bombeiros estão a ficar retidas com doentes em muitos dos hospitais deste país, durante horas.

“Chegamos lá [aos hospitais], não há macas, e muitas vezes eles estão horas nas nossas macas, alguns dentro das próprias ambulâncias, a ponto de já terem morrido cidadãos dentro das próprias ambulâncias, e muitas vezes as nossas macas ficam lá retidas, nos corredores, nas urgências, onde efetivamente esses hospitais se servem do nosso equipamento para garantir o resguardo dos doentes, já que não têm capacidade com camas, nem com macas” para fazer a receção, descreveu.

Grandes superfícies vão ser “criativas” para cumprir a lei sem retirar produtos e sem deixar de funcionar

As grandes superfícies comerciais já encontraram uma forma de continuar a servir os clientes, numa altura em que a pandemia obrigou o governo a adotar medidas mais restritivas no que diz respeito ao comércio.

Qualquer loja pode funcionar para vendas à porta

Decreto do Estado de Emergência

É com base na informação que consta no decreto do estado de emergência que as grandes superfícies comerciais se preparam para “dar a volta” às restrições, cumprindo a lei.

A Decathlon que, por ser uma loja de material de desporto, devia encerrar, já anunciou aos clientes que, afinal, vai continuar aberta mas com venda à porta.

Presidenciais: 246 mil portugueses votam antecipadamente este domingo

As europeias e as legislativas de 2019 foram as primeiras eleições com voto antecipado, mas este ano alargou-se a votação, das capitais do distrito para as sedes dos concelhos e o objectivo é simples: evitar grandes concentrações de pessoas devido à epidemia de covid-19 no país.

Na prática, a votação é distribuída, por dois dias, embora a esmagadora maioria vá votar em 24 de janeiro. Quem se inscreveu para votar antecipadamente e não o puder fazer mantém a possibilidade de exercer o seu dever cívico no dia 24.

Assim, quem pediu para antecipar o voto, terá locais para votar em cada uma das sedes dos 308 concelhos, no continente e nas ilhas.

Haverá 600 mesas de voto, o que envolve cerca de 2.500 pessoas, no continente e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, enquanto para deslocados no estrangeiro, estão previstas 117 mesas, nos consulados, num total de 585 membros de mesa.

Esta era a estimativa feita pelo Ministério da Administração Interna, antes de começar o período de inscrição no voto antecipado, que terminou na sexta-feira, e em que 246.880 eleitores pediram para votar uma semana antes. A este número ainda falta incluir os pedidos feitos por carta, para a o Ministério da Administração Interna.

A grande adesão dos eleitores já levou, por exemplo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo a mudar o sufrágio para um pavilhão e a instalar três mesas de voto.

A administração eleitoral garante condições sanitárias e de higiene aos eleitores para votar, tanto no domingo como em 24 de janeiro, colocando álcool gel nos locais de votação.

Para exercer o seu direito cívico é obrigatório os eleitores usarem máscara e desinfetar as mãos antes e depois de votar, sendo aconselhado que cada leve a sua esfereográfica ou caneta.