Portugal é terceiro país da UE com mais impostos na fatura elétrica

Segundo um resumo informativo feito pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) com base nos dados publicados hoje pelo Eurostat sobre os preços da energia até junho, “a componente de taxas e impostos, que de acordo com o Regulamento Europeu integra os CIEG [custos de interesse económico geral], apresenta para Portugal um peso de 49% do preço total pago pelos consumidores”, sendo apenas superado na Dinamarca e Alemanha.

De acordo com o regulador, os CIEG (que integram a componente de taxas e impostos) representam para Portugal cerca de 30% do preço total pago pelos consumidores, não sendo possível fazer uma comparação com os restantes países da União Europeia (UE) porque o Eurostat não publica os dados desta componente de forma desagregada.

Excluindo as taxas de impostos, e comparando apenas as componentes de energia e redes para o consumidor (na banda de consumo anual entre os 2.500 e 5.000 quilowatt/hora (kWh), que é a mais representativa em Portugal), a ERSE refere que “os preços em Portugal são inferiores aos de Espanha e aos da média da Euro Área e da União Europeia”, surgindo Portugal “entre os países em que a componente de energia e redes é menor”.

Da análise feita pelo regulador resulta ainda que, no primeiro semestre deste ano, Portugal registou, pela primeira vez desde 2014, um preço médio da eletricidade para consumidores domésticos inferior ao da zona euro.

“Uma análise à evolução de preços revela que em Portugal os preços têm sido sistematicamente inferiores aos de Espanha, com exceção do 1.º semestre de 2016. Por comparação com a Euro Área, Portugal apresenta preços superiores desde o 1.º semestre de 2014, situação que se inverteu no 1.º semestre de 2019”, lê-se no resumo informativo.

Segundo a ERSE, “os preços praticados em Portugal são inferiores aos preços de Espanha, aos preços médios dos 19 países da Euro Área e aos preços dos 28 países da União Europeia. É ainda possível constatar-se que é nos países do leste da Europa que se verificam os preços mais baixos”.

Relativamente aos consumidores industriais, a ERSE diz que “os preços praticados em Portugal são inferiores aos preços médios dos países da Euro Área e da União Europeia, bem como aos de Espanha”, mas nota que a componente de taxas e impostos “é uma das mais elevadas a nível europeu”.

Centro de Formação da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting abre em Famalicão

Há novidades no Museu do Automóvel Antigo e Clássico, instalado no Lago Discount, na vila de Ribeirão, em Famalicão.

Em 2020 vai ser criado um “Centro de Formação Permanente para Extração” da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

O objetivo é dar formação sobre os procedimentos de socorro necessários para a retirada de pilotos e co-pilotos do interior de veículos de alta competição acidentados.

Taça de Portugal: Famalicão recebe o Mafra nos oitavos de final

O Futebol Clube de Famalicão vai defrontar o Mafra nos oitavos de final da Taça de Portugal.

O sorteio foi realizado na tarde desta terça-feira, na cidade do futebol, em Oeiras.

 

A equipa treinada por João Pedro Sousa vai decidir a passagem aos quartos de final com a equipa da II Liga que eliminou o Moreirense do escalão máximo do futebol português.

Recorde-se que o Futebol Clube de Famalicão eliminou o Lourosa, na 4ª eliminatória desta competição e, no sábado passado, a Académica de Coimbra.

Os jogos dois oitavos de final da Taça de Portugal disputam-se entre 17 e 19 de dezembro.

Famalicão: Mecânico morre em oficina

Um homem, com 62 anos, morreu na sequência daquilo que se julga ter sido um acidente de trabalho.

Ao que a Cidade Hoje conseguiu apurar, o mecânico terá ficado preso numa plataforma elevatória, na oficina onde trabalhava, localizada na Rua Amadeu Mesquita, nas proximidades do hospital de Famalicão.

O alerta para a ocorrência foi dado perto das 12h00, para o local foram acionados os B.V.Famalicenses e a VMER da unidade Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave.

A vítima não resistiu aos ferimentos e o óbito acabou por ser declarado no local.

As autoridades estão no local para investigar as circunstâncias em que tudo aconteceu.

Educação: Estado gasta hoje menos 700 milhões de euros do que há 10 anos

De um ponto de vista geral, o CNE aponta que “a despesa do Estado em educação, em 2018, apresenta um acréscimo de cerca de 3% relativamente ao ano anterior (mais 253,14 milhões de euros)”, mas, “quando comparado com o ano inicial da série (2009), a despesa decresceu perto de 8% (menos 727,51 milhões de euros)”

Numa perspetiva que abrange toda a despesa do Estado com educação exceto o ensino superior, os números apontam para um aumento de 108 milhões de euros face ao ano anterior e uma diminuição de cerca de 12% (menos 867 milhões de euros), comparativamente a 2009.

O CNE refere que dos 6,3 mil milhões de euros gastos em educação não superior em 2018 pelo subsetor Estado, quase 4,7 mil milhões (76%) representam gastos com pessoal.

2018 registou o valor mais baixo da década em ensino profissional e o mais alto no ensino superior

Se a educação pré-escolar e o ensino básico e secundário (na escola pública) e o ensino especial registaram um aumento de despesa, os gastos com o ensino profissional estão em queda há cinco anos e atingiram em 2018 o valor mais baixo da década, com 375 milhões de euros.

Também a despesa com ação social escolar baixou em 2018, com uma redução de mais de seis milhões de euros em apenas um ano.

Já o ensino superior registou em 2018 a despesa “mais alta da década, tendo aumentado cerca de 162 milhões no último ano” para cerca de 2,6 mil milhões de euros.

“Mais de metade é executada em despesas de pessoal e provém de receitas gerais”, refere o CNE, que indica ainda que em 2018 as universidades e politécnicos tiveram cerca de 600 milhões de euros de receitas próprias.

A ação social no ensino superior representou um acréscimo de despesa para o Estado em 2018, que gastou mais seis milhões de euros de fundos nacionais, mas os apoios sociais a universitários continuam a ser maioritariamente assegurados por fundos comunitários: cerca de 60% da despesa com ação social direta provêm de fundos europeus.

Dos 145,51 milhões de euros gastos em ação social direta em 2018, apenas 58,88 milhões de euros foram pagos pelo Estado, sendo os restantes 86,63 milhões de euros financiados por fundos comunitários.

O CNE aponta também que o valor da receita das instituições do ensino superior, sem incluir saldos de gerência, foi o mais alto da década, “tendo aumentado cerca de 250 milhões de euros no último ano”.

As propinas representaram para as instituições públicas receitas de cerca de 343 milhões de euros.

Ao nível da investigação científica, a despesa do Estado cresceu em 2018 quase 160 milhões de euros face ao ano anterior, para os 659 milhões de euros.

Para atingir a meta europeia de 2,7% do PIB investidos em investigação em desenvolvimento, Portugal vai ter que mais do que duplicar o investimento no setor, uma vez que os dados do relatório, neste caso referentes a 2017, apontam para gastos na ordem dos 1,3% do PIB.

Nesse ano a média da União Europeia foi de 2,1%.

Professores: qualificados, envelhecidos e demoram muito tempo a progredir na carreira

Os professores em Portugal são profissionais muito qualificados e estão envelhecidos, mas só 0,02% estão no topo de carreira, revela o mesmo relatório, que alerta para o longo tempo para se progredir.

“Em Portugal, o tempo para chegar ao topo da carreira é longo e a diferença entre a remuneração no topo de carreira e no início é muito significativa, quando comparado com outros países europeus”, refere o “Estado da Educação 2018”.

A carreira dos professores divide-se em dez escalões e, na maioria dos casos, cada escalão deveria equivaler a quatro anos de serviço. No entanto, os professores do 3.º escalão, por exemplo, têm em média 22,6 anos de serviço e mais de 48 anos de idade.

No topo estão “apenas 0,02% dos docentes e têm em média 61,4 anos de idade”

Já no topo da carreira estão “apenas 0,02% dos docentes (…) e têm em média 61,4 anos de idade e 39 anos de tempo de serviço”, refere o relatório, da autoria do Conselho Nacional de Educação (CNE).

O congelamento prolongado das carreiras e a não recuperação da totalidade do tempo de serviço são as razões apontadas pela CNE para esta situação.

A contagem integral do tempo de serviço é uma das grandes reivindicações dos sindicatos que têm prometido não deixar morrer, depois de ter provocado uma crise política na anterior legislatura, mas sem o resultado obtido pelos docentes.

Em 2017/2018, havia menos de 150 mil professores do ensino obrigatório, ou seja, houve uma redução de mais de 30 mil apenas numa década. O relatório mostra que aconteceu um decréscimo em todos os níveis e ciclos de educação e ensino.

Também tem vindo a diminuir o número de alunos nas escolas e este ano várias notícias deram conta da falta de docentes nas escolas.

Para a presidente da CNE, neste momento não faltam docentes mas é preciso fazer “um planeamento para a vaga de aposentações que se aproxima e a baixa procura de cursos de formação de professores”.

Mais de metade dos professores poderá reformar-se até 2030

Segundo um outro relatório do CNE, mais de metade dos professores (57,8%) poderá aposentar-se até 2030.

Em Portugal, o corpo docente está cada vez mais envelhecido: no ano letivo de 2017/2018, quase metade dos professores, desde a educação pré-escolar até ao secundário, tinha 50 ou mais anos (46,9%), enquanto a percentagem dos que tinham menos de 30 anos era de 1,3% em 2017/2018.

As escolas portuguesas e italianas são as que têm menos docentes jovens.

No ensino superior a situação não é diferente: na década 2008-2018, aumentou a proporção de docentes com 50 ou mais anos (mais 15,1 pontos percentuais) e diminuiu os que têm menos de 30 anos de idade (menos 3,1 pontos percentuais).

Estão mais velhos e a grande maioria é “muito qualificada”: mais de 80% dos professores do ensino obrigatório têm licenciatura ou equiparado e, no ensino superior, 71% dos professores universitários são doutorados assim como 42,1% nos politécnicos (dados de 2017/2018).

Por outro lado, nos últimos anos, são cada vez menos os jovens que sonham ser professores. Os cursos da área Educação têm vindo a registar perdas importantes, atingindo em 2018 o valor mais baixo de inscritos desde 2009, com apenas 13.084 alunos.

Rui Faria diz que PS em Famalicão corre risco de divisão

Rui Faria, atual líder da concelhia do PS, teme uma desunião no PS, fruto de duas listas com estratégias distintas para ganhar a concelhia, nas eleições que estão marcadas para janeiro de 2020.

O atual líder da concelhia do PS apresentou esta segunda-feira, dia 25 de novembro, a sua recandidatura à liderança da concelhia do Partido Socialista.

Rui Faria garante que são duas visões diferentes para o partido: «aquela que quer desunir, afastar, discriminar, criticando tudo e todos, seja a concelhia ou a Federação Distrital, almejando o poder numa lógia destrutiva, eivada de vaidade e sofreguidão». Quanto à lista que encabeça, Rui Faria garante que é a que procura um «PS plural onde todos têm lugar; o PS capaz de reconhecer os seus erros e aprender com eles. O PS responsável que saiba, com humildade, corrigir e fazer melhor».

Nas eleições de janeiro (ainda não é conhecida a data, mas segundo os estatutos será na segunda quinzena) está em causa a liderança do partido para o biénio 2020/22, período que coincide com as eleições para as juntas e Câmara Municipal.