GNR apreende mais de cinco toneladas de sardinha em Matosinhos

A GNR, através do Destacamento de Controlo Costeiro, apreendeu hoje 5.390 quilogramas de sardinha, num valor estimado de 32 mil euros, na Doca Pesca de Matosinhos, no distrito do Porto, anunciou aquela força policial.

No âmbito de uma ação de fiscalização dirigida ao recinto da Doca Pesca, os militares detetaram um veículo que transportava 385 caixas de sardinha e que o responsável não apresentou qualquer documento que comprovasse o local de comercialização e de captura, refere a GNR, em comunicado.

“A mercadoria apreendida seria presumivelmente proveniente de Espanha, sendo que neste país a captura de sardinha se encontra com limitações”, sublinhou.

A GNR identificou um homem de 49 anos e elaborou os respetivos autos de contraordenação, nomeadamente pela falta de rastreabilidade, sendo esta infração punida com uma coima até 250 mil euros.

O pescado apreendido foi sujeito a verificação higiossanitária e doado a instituições de solidariedade social da região Norte, concluiu.

Incêndios: A41 cortada no sentido Porto–Penafiel devido a fogo em Valongo

Segundo a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o incêndio, com duas frentes ativas, mobilizava, pelas 17:30, 178 operacionais, apoiados por 49 veículos e seis meios aéreos.

O incêndio em Alfena, no concelho de Valongo, está “descontrolado” devido às “fortes rajadas de vento”, disse hoje à Lusa o comandante operacional municipal.

Segundo Delfim Cruz, o fogo, que começou hoje às 12:27 em Alfena, “já passou para Valongo, no distrito do Porto, seguindo em direção à Quinta Rei, onde estão sediados meios da Afocelca”, empresa parceira do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais.

Apesar da progressão do fogo, o responsável referiu que não há habitações em risco.

O alerta especial vermelho de agravamento do risco de incêndio florestal que vigora em vários distritos vai terminar às 23:59 de hoje, passando todo o continente a estar em alerta laranja, devido à diminuição das temperaturas até quinta-feira.

O anúncio foi feito hoje pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, numa conferência de imprensa que decorreu nas instalações da proteção civil, em Carnaxide, distrito de Lisboa, ressalvando contudo que pode ser novamente decretado um novo alerta vermelho se as condições se agravarem a partir de quinta-feira.

Renascimento do Teatro Narciso Ferreira traz dinamismo e centralidade a Riba de Ave

A reabilitação física e cultural do Teatro Narciso Ferreira, em Riba de Ave, uma obra emblemática da freguesia que está atualmente em estado de ruína, é vista como um sinal de revitalização da própria vila.

“Vamos reerguer este edifício e vamos fazê-lo num contexto de rejuvenescimento de Riba de Ave”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, esta segunda-feira, durante a assinatura do auto de consignação, que marcou o arranque das obras de reabilitação do edifício.

Encerrado desde os anos 90, altura em que estalou a crise do sector têxtil que afetou o Vale do Ave, o Teatro Narciso Ferreira deverá voltar a abrir portas no final de 2020, através de um projeto de recuperação que chega aos 3,5 milhões de euros e cuja obra foi entregue à empresa Costeira – Engenharia e Construção, SA.

Com verbas aprovadas no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), assinado entre a autarquia e o Programa Operacional Norte 2020, o município tem garantido um cofinanciamento FEDER, no valor de 2,9 milhões de euros.

O lançamento desta obra é um “momento marcante para Riba de Ave. A vila vai ganhar uma nova valência e um conjunto de condições que lhe vai permitir ter uma atividade cultural. Riba d’Ave voltará a ter uma centralidade cultural, recreativa e lúdica. Voltará a ter condições para que as forças vivas desta comunidade ganhem um novo dinamismo e vitalidade”, assinalou Paulo Cunha.

Visivelmente emocionada, a presidente da Junta de Freguesia de Riba d’Ave, Susana Pereira, realçou que a recuperação do teatro “é um momento simbólico que traz uma nova esperança à freguesia”. A autarca que se recorda bem “das tardes de cinema e de teatro no edifício” salientou que se trata de “um equipamento único pela sua história e pelo fim a que se destina e ímpar pela sua obra”.

“Riba D’Ave perdeu as escolas, os CTT saíram da avenida. Têm acontecido coisas muito más e espero que com as obras do teatro, e a atividade que aqui se vai desenvolver, traga uma nova dinâmica”, salientou ainda Susana Pereira.

A requalificação do Teatro Narciso Ferreira, inaugurado em 1944 e batizado em honra do empresário têxtil responsável pela construção das fábricas mais importantes de Riba de Ave no século XX, é assim um investimento fundamental para o desenvolvimento sócio-económico da vila.

A requalificação, projetada pelo arquiteto Noé Dinis, “um filho da terra” vai preservar os traços exteriores, desenhados pelo arquiteto portuense Manuel Amoroso Lopes, mas remodelar todo o interior. “Trata-se de um belo exemplar da arquitetura modernista que importa manter”, referiu Noé Dinis, salientando que “a obra deverá homenagear a inovação e carater empreendedor de Narciso Ferreira e levar a bom porto o desígnio de desenvolvimento que Riba de Ave merece”.

O projeto foi elaborado em colaboração com ESMAE e com o arquiteto José Prata, nomeadamente no que respeita às áreas de Arquitetura de Cena e Acústica.

O Teatro Narciso Ferreira vai-se tornar num espaço multifacetado, preparado para espetáculos de teatro, de dança ou de música e para sessões de cinema e capaz de responder às necessidades da própria comunidade, mas também de albergar alguns espetáculos de âmbito mais profissional.

A sala de espetáculos apresentará uma tipologia contemporânea multifuncional, de cota única, contemplando uma bancada telescópica motorizada e um teto técnico integral praticável, características que lhe permitirão configurações cénicas variáveis, capazes de responder tanto a desafios criativos específicos quer a montagens mais tradicionais, e ainda a utilizações de carácter lúdico e de atividades do âmbito da formação e da vida comunitária. Reunirá ainda os requisitos técnicos necessários à realização de assembleias, reuniões magnas, atos públicos e sessões solenes; conferências, palestras e apresentações; dança; música de câmara e/ou solista – vocal e/ou instrumental; música moderna e contemporânea com componente eletroacústica dominante; Ópera e Teatro.

Dois meios aéreos e bombeiros combatem novo incêndio na Trofa

Um novo incêndio florestal está a deflagrar no concelho da Trofa, na freguesia de Covelas.

De acordo com fonte dos bombeiros locais, o fogo, com duas frentes, está a consumir uma zona de mato próxima àquela ardeu no último fim de semana.

A coluna de fumo é visível a vários quilómetros de distância.

O combate às chamas está a ser feito com a ajuda de dois meios aéreos.
Não há indicação da existência de casas ou pessoas em perigo.

 

Oliveira Santa Maria ambiciona obras para o futuro da freguesia

A ampliação do cemitério e a construção da casa mortuária, a conclusão da rede de saneamento e de água e a construção de uma valência social de raiz em Oliveira Santa Maria foram algumas das necessidades prioritárias apontadas pelo presidente da Junta de Freguesia, Delfim Abreu, na sessão solene comemorativa do Dia da Freguesia, que decorreu este domingo, 8 de setembro, com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

Delfim Abreu – Declarações à Cidade Hoje

Intervenções que o edil famalicense considerou serem “essenciais” e às quais a autarquia “não vai virar a cara”, disse.

Paulo Cunha garantiu que o executivo que lidera “vai continuar a fazer aquilo que faz falta e o que está ao seu alcance para garantir bem-estar e qualidade de vida à comunidade”, mas lembrou que nem tudo depende da autarquia, como é o caso da construção de um equipamento social a instalar num terreno adquirido pela Câmara Municipal há mais de uma década.

Refira-se ainda que a cerimónia deste domingo ficou também marcada pela homenagem do executivo da Junta de Freguesia a vários cidadãos que se destacaram no seio da comunidade de Oliveira Santa Maria.