Famalicão: PS recupera movimento cívico pela construção de um novo hospital

O Partido Socialista voltou a sugerir, desta feita na reunião de Câmara da passada semana, a criação de um movimento cívico pela construção de um novo hospital, por entender que o atual «não serve o concelho».

O líder do PS esclareceu que seria um movimento de debate, aberto a todas as forças políticas, movimentos associativos e à sociedade civil, «para que seja possível consensualizar um plano estratégico que viabilize a concretização do grande objetivo de equipar o nosso concelho e a região com um hospital de última geração, sempre tendo em conta as necessidades atuais dos famalicenses em matéria de cuidados de saúde e fatores como a qualidade de vida dos famalicenses, a demografia e a atratividade do território», disse Eduardo Oliveira.

Recorde-se que o líder da Concelhia socialista e novamente candidato do partido às Autárquicas do próximo ano, já tinha feito esta proposta aquando da campanha em 2021. Eduardo Oliveira lembra que «enquanto profissional de saúde e responsável político, tenho pugnado pelo reforço da capacidade instalada, pela dignificação dos seus profissionais e pela melhoria das respostas e alargamento da oferta do Serviço Nacional de Saúde que serve a comunidade famalicense».

O PS de Famalicão insiste que será uma forma de pressionar o Governo que é quem tem responsabilidades na matéria e, acrescenta Eduardo Oliveira, é urgente um novo espaço hospitalar «que vai melhorar os serviços públicos de saúde, não só do concelho de Famalicão, mas também do território do Médio Ave que integra, também, os concelhos de Santo Tirso e da Trofa», garante.

Na perspetiva do presidente da concelhia socialista, «a saúde é sempre um investimento prioritário porque garantir saúde a todos é garantir mais melhor qualidade de vida».

Famalicão: Residência de Estudantes estará pronta no próximo ano

A primeira Residência de Estudantes de Vila Nova de Famalicão consolida-se, a cada dia, no centro da cidade, junto à Praça D. Maria II.

A “Vila” estará pronta para receber 91 universitários e investigadores já no próximo ano, tornando-se «numa opção ainda mais viável para que os estudantes consigam realizar uma formação superior de excelência», considera o presidente da Câmara Municipal de Famalicão. No decurso de uma visita, na passada sexta-feira, Mário Passos, frisou que «a construção da residência vai trazer mais jovens para o centro da cidade, dando-lhe mais vida».

A residência, que está a ser construída nas antigas instalações dos serviços municipais de Ambiente, vai servir as instituições de ensino superior e de investigação do concelho: CESPU, IPCA, Universidade do Minho, Universidade Lusíada, CITEVE e CeNTI. O espaço terá 53 quartos e estúdios – simples, duplos e adaptados para pessoas com mobilidade condicionada –, duas cozinhas, uma lavandaria, zona técnica, garagem, entre outros espaços.

As obras de reabilitação e ampliação traduzem-se num investimento na ordem dos 5 milhões de euros, financiado pelo Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, em parceria com a Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação.

Famalicão: Jorge Paulo Oliveira leva «degradado» posto da GNR ao Parlamento

Esta segunda-feira, o deputado do PSD questionou o Governo sobre o Posto da GNR, instalado num edifício que considera «muito degradado, que não serve a GNR, nem as populações».

Jorge Paulo Oliveira recorda que o Posto da Guarda Nacional Republicana, na cidade de Vila Nova de Famalicão, ficou «incompreensivelmente» de fora da Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos 2017-2021, justificando a sua posição por se tratar de um equipamento «sem condições mínimas de acessibilidade, de funcionalidade e de comodidade».

O deputado social democrata, que intervinha no âmbito da audição de especialidade do OE de 2025, a Ministra da Administração Interna, recordou que o posto está instalado num edifício construído na década de 40, para servir de cadeia da comarca, adaptado, depois, na década de 70, para o ensino secundário e inaugurado como Posto da GNR, fez esta segunda-feira, precisamente 35 anos. Desde então, «não recebeu qualquer intervenção infraestrutural, mas apenas pequenas intervenções. O edifício está muito degradado, é disfuncional e, portanto, não serve a GNR e não servindo a GNR , não serve as populações», concluiu.

A Câmara Municipal disponibilizou-se para encontrar uma solução, que pode, inclusivamente, passar pela cedência de um terreno para a construção de um edifício de raiz. Para Jorge Paulo Oliveira esta solução pode ser «um bom ponto de partida», mas, do seu ponto de vista, «carece de uma decisão da tutela quanto à opção pela requalificação do atual edifício ou construção de um edifício de raiz num novo espaço». É dessa decisão, «desse primeiro passo, para que outros possam ser dados, que os famalicenses estão à espera», notou o deputado.

Em resposta, Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna, esclareceu que o Posto da GNR não está Lei de Programação, porque não foi sinalizado como prioritário pela própria GNR. No entanto, o governante admitiu, na sequência da intervenção do deputado famalicense, revisitar a matéria para equacionar a sua inserção.

Famalicão: Comissão de festas de Sta Marinha suspende atividades por alegadas divergências com o Padre

A comissão de festas em honra de Santa Marinha, na freguesia da Portela, em Famalicão, anunciou que não poderá avançar com as habituais festividades devido à alegada falta de apoio e cooperação do pároco local, Padre José Carneiro. Segundo o grupo organizador, não foi possível criar as condições mínimas para iniciar os preparativos, uma situação que consideram ser um desrespeito às tradições da freguesia e ao trabalho das comissões anteriores.

O grupo de trabalho lamenta ainda não saber qual o plano paroquial para substituir as atividades normalmente promovidas pela organização, tanto para as festas da quadra natalícia como para as festividades em honra de Santa Marinha.

Esta manhã, a Cidade Hoje tentou obter uma reação do Padre José Carneiro, mas este alegou dificuldades na ligação telefónica.