Covid-19: + 18 mortes e + 1.094 infetados

Nas últimas 24 horas, Portugal registou 18 mortes e 1094 infetados pelo novo coronavírus.

De acordo com o relatório diário da Direção-Geral da Saúde, na região Norte, foram registadas 393 novas infeções e quatro mortes.

O número de internados em enfermarias e em UCI aumentam. Em enfermarias, registou-se 857 (+8) internados e, em UCI, registou-se 189 (+5).

O relatório da DGS indica ainda 1275 recuperados.

Diretores das escolas pedem terceira dose da vacina

Os diretores escolares defendem que funcionários e professores devem ser inoculados com uma nova dose da vacina contra a Covid-19. Para evitar o regresso ao ensino à distância, defendem também que o pessoal docente e não docente deve realizar testes serológicos.

De acordo com o vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), David Sousa, em declarações à Lusa, «Os alunos não podem voltar para casa. Fechar as escolas traz efeitos catastróficos que se vão repercutir a longo prazo. Já percebemos que o ensino a distância foi prejudicial para os alunos, em especial os mais novos, que são menos autónomos, e aqueles que já são mais carenciados». O vice-presidente da ANDAEP sublinha que os funcionários das escolas devem ser alvo de testes serológicos e reconhece que estes devem receber uma terceira dose da vacina.

O estudo do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra revelou que os anticorpos contra a Covid-19 começam a baixar três meses após a toma da vacina. Por extensão, com a redução dos anticorpos as pessoas ficam menos protegidas. Tendo em conta esta informação, a comunidade escolar pede medidas urgentes ao Governo: é preciso «fazer tudo para que as escolas não voltem a fechar».

«Não sou técnico de saúde, nem cientista, sei apenas que é preciso garantir que existem condições para que possa haver um ano letivo normal», afirmou o presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares (ANDE), Manuel Pereira. «As decisões são tomadas pelo Governo com base em pressupostos científicos. Para nós, o importante é que alunos e professores possam estar nas escolas e se a comunidade científica disser que são precisas três ou quatro vacinas, então estaremos de acordo», referiu, apontando a realização dos testes serológicos também como uma vantagem.

Trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos estão hoje em greve

Os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) estão em greve esta segunda-feira reivindicando a negociação da tabela salarial e das cláusulas de expressão pecuniária.

Pelas 12:00, vão também concentrar-se em frente à sede da CGD, em Lisboa.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC).

Na sexta-feira, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) e o Sindicato Independente da Banca (SIB) aderiram à greve dos trabalhadores da CGD, garantindo o pagamento do dia aos seus associados.

Em comunicado, o SNQTB e o SIB disseram não tolerar “despedimentos coletivos ou ameaças de extinção de postos de trabalho” e que, “caso ocorram, será, de imediato, convocada uma nova greve”.

As estruturas sindicais exigiram ainda ser informados sobre os processos de reestruturação feitos pelos bancos (que implicam saídas de funcionários), afirmando que não podem ser excluídos de participar nesses processos.

Em 27 de julho, o Mais Sindicato e o Sindicato dos Bancários do Centro (SBC) anunciaram que a CGD comunicou que vai iniciar em setembro a revisão da tabela salarial. O STEC manteve a greve.

No primeiro semestre, a CGD totalizou 294 milhões de euros de lucro, mais 18% do que no mesmo período do ano anterior.