Famalicão aprova voto de pesar pelas vítimas de COVID-19 e de louvor a quem enfrenta a pandemia

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão aprovou um voto de louvor e reconhecimento aos profissionais que estão na linha da frente do combate ao COVID-19 e outro de pesar pelas vítimas mortais da pandemia.

As propostas foram apresentadas na reunião de câmara da passada quinta-feira, dia 9 de abril, pelos vereadores do Partido Socialista, e foram aprovadas por unanimidade por todos os membros do executivo municipal.

Conforme se pode ler na proposta do voto de louvor este é também “o tempo da memória e gratidão” para com todos aqueles que estão “diariamente prontos e empenhados em proteger o país e os cidadãos”.

Tempo de “nos lembrarmos e agradecermos aos que nestes dias trabalham para pouparmos vidas, sobrevivermos e vencermos esta batalha pela Humanidade”, num reconhecimento que é transversal a várias áreas de atividade e que abrange profissionais de saúde, agricultores, trabalhadores de mercados e supermercados, professores, comunicação social, entre outros.

O voto de pesar também mereceu o consenso do executivo municipal, que lamenta “com profundo pesar e tristeza, a expressão mais violenta da pandemia que também já atingiu Vila Nova de Famalicão, causando a morte daqueles que nós mais gostamos e que dão sentido à nossa vida em missão pública que são os Famalicenses”.

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão expressa, assim, o seu pesar pelas vítimas mortais de COVID-19, endereçando às famílias enlutadas a sua solidariedade e as mais profundas e sinceras condolências.

Lar ilegal fechado em Famalicão

Segundo o comando distrital de Braga, a PSP de Famalicão, em coordenação com a Autoridade de Saúde Local e a Segurança Social, efetuou buscas a um lar, na cidade de Famalicão, que se encontra a funcionar ilegalmente e que, por isso, será encerrado. Dentro das instalações estavam 11 idosos, que serão colocados noutros lares devidamente legalizados.

De referir ainda, que até ao momento não há confirmação de qualquer infetado com o vírus SARS CoV-2. A PSP está acompanhar todas estas diligências que se devem prolongar durante toda a tarde.

Vídeo: “Nunca tivemos acesso a uma listagem com info. dos infetados” diz Pres. da Câmara de Famalicão

O Presidente da Câmara Municipal de Famalicão confirmou esta segunda-feira, num debate onde participou sobre a gestão da pandemia do Covid-19 pelas autarquias, que há entidades que não fornecem a informações sobre os infetados no concelho. Paulo Cunha junta-se aos autarcas que reclamam mais ferramentas de trabalho para uma resposta mais eficaz às populações.

O edil garante que, com essas informações a serem disponibilizadas às câmaras municipais, muito mais poderia ser feito em prol dos infetados e da comunidade em geral.

Veja as declarações:

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TVI pede desculpa aos nortenhos por “frase infeliz no ecrã” que gerou polémica nas redes

A TVI emitiu um comunicado onde pede desculpa à população nortenha depois de emitida, na noite desta segunda-feira, uma reportagem polémica onde eram explicados os motivos para a região norte de Portugal fosse a mais castigada pelo Covid-19.


Comunicado

O Jornal das 8 de ontem emitiu uma peça que pretendia explicar os motivos que levam a Região Norte a constituir-se como a parte do território nacional onde a Covid-19 regista um número bastante superior de casos positivos e de óbitos devido à pandemia, face às outras regiões.

Desde o primeiro momento em que o assunto foi internamente discutido, logo na reunião da manhã de preparação do jornal – onde participou o editor habitual do Jornal das segundas-feiras, Miguel Sousa Tavares, o pivot José Alberto Carvalho, eu próprio e outros editores da TVI – a preocupação era legítima e construtiva: porquê e como responder àquelas populações particularmente afetadas?

Do ponto de vista jornalístico é normal que se questionem as razões que, numa só região, e segundo os dados oficiais, se registem 60% de todas as pessoas infetadas e 57% dos óbitos do país devido à doença. E do ponto de vista social consideramos que questionar é o primeiro passo para encontrar as respostas necessárias na resolução do flagelo.

Os nossos procedimentos foram os de sempre: à nossa jornalista destacada para a conferência de imprensa diária da DGS foi pedido que procurasse junto das Autoridades de Saúde uma explicação; o José Alberto Carvalho perguntaria sobre isso ao epidmiologista entrevistado em direto no Jornal (o que aconteceu) e a autora da reportagem recolheu a análise de vários especialistas, dois aceitaram ser entrevistados e entraram na peça.

Apesar de todas as redações que produzem jornalismo estarem a trabalhar em condições terríveis, em que nenhum de nós até hoje tinha vivido, a TVI fez o que estava certo: questionou algo relevante, falou com quem sabe e produziu uma reportagem com uma intenção genuinamente construtiva e socialmente relevante.

Isto não justifica, porém, a construção de uma frase infeliz no ecrã, nem a parte do texto que a suportava. Nomeadamente aquela que, entre as razões demográficas e sociológicas indagadas, sugeria níveis de educação abaixo da media nacional. Essa frase foi por muitos interpretada como uma ofensa às gentes do Norte – o que não era evidentemente o nosso propósito.

Nem é essa a tradição da TVI, que historicamente mantém uma relação de grande proximidade com as populações e de ligação à Região. No caso concreto da Informação, concentramos boa parte dos nossos recursos na redação do Porto e em duas delegações regionais que cobrem acontecimentos diários do litoral ao Interior.

Com a mesma humildade que a todos pedimos desculpas por um erro que somos os primeiros a lamentar, temos a convição que a TVI não deve a ninguém, em esforço, em tempo de antena, em grandes eventos desportivos e culturais que promovemos ou patrocinamos, a relevância que o Norte merece e justifica na mancha de cobertura informativa que diariamente, semana após semana, anos a fio, aqui lhe temos dedicado e que continuaremos a fazê-lo.

Da mesma forma que um erro grosseiro – que não foi previamente detetado nestas difíceis condições em que a pandemia também coloca ao trabalho dos jornalistas e de uma televisão – não caracteriza todo um Jornal e, menos ainda, uma estação televisiva que todos os dias acorda guiada pela sua mais nobre missão que é servir os portugueses. Sem exceções e sem discriminações de natureza alguma.

Covid-19: Famalicão com mais 3 casos, são agora 228 infetados. Veja o mapa de evolução do vírus

Dados divulgados pela Direção Geral da Saúde no mais recente relatório de situação.