CNIS e UMP dizem-se abandonadas pelo Governo

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) estão preocupadas com a grave situação que se vive nos lares de idosos e de deficientes de Portugal no contexto da pandemia COVID-19. Dizem que os responsáveis dos lares se sentem abandonados por parte do Governo e estão a viver uma sensação de impotência.

«Os Lares não são, pois, unidades de saúde e não têm como missão nem possuem condições, quer em termos de infraestruturas, quer em termos de recursos técnicos e humanos para darem acompanhamento na situação de doença aguda, não sendo, pois, compreensível nem aceitável que o Estado queira deixar os doentes com Covid-19 nos lares, retirando os utentes que não estão infetados», dizem.

Estas instituições lembram que um doente com infeção COVID-19 necessita de cuidados de saúde, com vigilância diária por médicos e enfermeiros. Acrescentam que no caso da infeção COVID-19 acresce o risco de disseminação interna da doença em estruturas que não têm condições físicas (espaços de isolamento), equipamentos de proteção individual (EPI) e profissionais de saúde adequadamente treinados para prevenir o contágio. E, pela enorme concentração de pessoas frágeis, também não faz qualquer sentido comparar os lares às casas das pessoas.

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) recordam que os lares têm feito um esforço muito grande para manter afastada a infeção por Covid-19. Acrescentam que os profissionais tem demonstrado um verdadeiro espírito de missão, muitos deles até vivem no lar. «No entanto, as auxiliares não podem prestar cuidados de saúde em doença aguda. Não é a sua competência nem a sua missão. Não são médicos, nem enfermeiras», reiteram.

Para ajudar neste esforço, estas instituições decidiram constituir um Gabinete Técnico composto por profissionais qualificados para apoio às Misericórdias e que vai ser alargado à CNIS.

«Preocupam-nos igualmente as famílias, a quem deixamos a nossa solidariedade, pois sofrem com a pandemia, com o afastamento afetivo dos seus idosos e a quem esta situação tem provocado um desnecessário aumento de ansiedade e angústia».

CDS recomenda massificação dos testes ao Covid-19

A concelhia do CDS-PP, liderada por Ricardo Mendes, está preocupada com a saúde dos famalicenses e com as dificuldades sociais e económicas que o concelho possa vir a atravessar. Por isso, e apesar de concordar com todas as ações já implementadas pelo município de Famalicão, propõe uma série de medidas.

O CDS lembra que um possível aliviar progressivo das medidas de contenção obriga a que se esteja atento e preparado para evitar uma segunda vaga de contaminação.

Assim, recomenda que quando for possível retomar as aulas seja distribuído de forma massiva equipamentos de proteção individual pela comunidade escolar: alunos, professores e assistentes operacionais.

O CDS diz que é preciso apostar na monotorização da temperatura de todos os que acedam aos estabelecimentos de ensino, à entrada e saída, com equipamentos “contactless” a realizar por funcionários, por forma a evitar possíveis contágios, assegurando que quem apresente febre não frequente a escola.

Relativamente a outros serviços que acomodem muitos cidadãos, apela à colocação de dispensadores de desinfetante nos locais que prestam serviço público nas localidades.

O CDS entende que é necessário realizar teste de imunidade, já a partir do início de maio, ao maior número possível de famalicenses, para que a retoma da atividade se possa fazer com a maior segurança possível. Nesta matéria, diz que é preciso dar continuidade à proteção e confinamento de todos os que integrem grupos de risco (idosos, portadores de doença imunodepressoras e outros).

Ainda relativamente a grupos de risco, o CDS recomenda a monitorização por parte das autoridades de Saúde e da Segurança Social de todos os lares de idosos e de estruturas de apoio à deficiência, promovendo testes e acompanhamento permanente.

Para aqueles que atravessam mais dificuldades sociais, e tendo sido acometidos pela doença, o CDS propõe que possam ser albergados nos centros de retaguarda, criados pela Câmara Municipal em resposta à pandemia, quer por inexistência de condições na sua residência quer por efetiva possibilidade de contágio de familiares que integrem grupos de risco.

Agência famalicense “Drible” vence prémio em festival internacional de criatividade

A agência de comunicação e marketing Drible, criada pelo famalicense Vítor Brandão, acaba de ser distinguida num importante festival internacional de criatividade.

A Drible entrou a concurso com o projeto de desenvolvimento da identidade corporativa do restaurante de Vila Nova de Famalicão Me.At, e foi essa candidatura que lhe valeu a distinção.

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Esta empresa famalicense destacou-se dos outros projetos apresentados por agências de países como Brasil, Angola e Moçambique.

Com seis anos de existência, os Prémios Lusófonos da Criatividade são um festival sediado em Portugal e também o único mundialmente dedicado exclusivamente a premiar, homenagear e debater os mercados publicitários e de comunicação dos países de língua oficial portuguesa.

EDP alvo de ataque informático: Piratas pedem um resgate de 10 milhões

A informação está a ser avançada pela SIC. De acordo com o canal, foram afetados os serviços de apoio ao teletrabalho que está a ser garantido pelos profissionais a partir de casa.

Para já não estão previstas interrupções do fornecimento regular de energia por parte da EDP.

Este ataque, apelidado de ransomware, faz parte de uma ofensiva que atinge muitas outras empresas à escala internacional.

Sistema de atendimento de clientes bloqueado.