No dia 1 de setembro de 1999, Famalicão viveu uma das tardes mais marcantes da sua história. Uma tromba de água, acompanhada por granizo e ventos ciclónicos, caiu sobre a cidade e freguesias vizinhas, deixando um rasto de destruição em apenas vinte minutos.
A tempestade surgiu depois de uma tarde muito quente e começou por volta das 17h00. Em pouco tempo, a zona baixa da cidade ficou alagada, tendas e artigos da feira semanal foram arrastados e a Feira de Artesanato, que se preparava para abrir, ficou em ruínas.
Muitas pessoas que estavam na rua não tiveram tempo de reagir e refugiaram-se em lojas, cafés e outros espaços. Doze pessoas deram entrada no hospital, algumas com ferimentos ligeiros e outras em estado de grande ansiedade devido ao pânico que se instalou.
O temporal também provocou a queda de várias árvores de grande porte, como no Parque 1.º de Maio e junto à Fundação Cupertino de Miranda, que atingiram automóveis estacionados. A circulação de comboios na Linha do Minho esteve parada durante cerca de duas horas, já que o teto da estação ficou danificado e árvores caídas bloquearam a via.
Bombeiros e proteção civil estiveram no terreno em constante ação, respondendo a inúmeros pedidos de ajuda. Entre a cidade e as freguesias mais próximas, os estragos foram muitos.
Passados 26 anos, este episódio continua a ser lembrado como uma das maiores tempestades de que Famalicão tem memória.








