Mulher internada por incêndiar carros em Gavião usava o facebook para despistar população e polícia

A mulher de 41 anos que terá incendiado nas últimas semanas 5 carros em Mões, na freguesia de Gavião, em Vila Nova de Famalicão, utilizava a rede social facebook para despistar todos aqueles que pudessem desconfiar dela.

Sempre com uma postura de muita preocupação e apreensiva com toda a situação, a operária fabril fazia comentários nesta rede social onde lamentava os constantes incêndios e mostrava a sua resolva pelo facto de as autoridades não conseguirem apanhar o culpado. Ela dizia aos vizinhos que ia começar a fazer rondas pela zona durante a madrugada, de forma a garantir a segurança de todas as viaturas estacionadas na via pública.

“Já que eles (polícia) não fazem nada, vou eu para a rua durante a noite e vou apanhar os tipos que andam a fazer isto.”

Os últimos desenvolvimentos deste caso deixaram a população surpresa, já que não contavam que a culpada de toda a situação fosse uma das pessoas que mais demonstrava ter interesse em apanhar os incendiários.

A mulher, depois de detida esta sexta-feira pela PSP, encontra-se internada numa casa de saúde em Braga. Assim que lhe for permitido vai regressar a casa mas com pulseira eletrónica.

 

A semana vai começar com greve dos comboios

O tribunal arbitral considerou hoje que a greve dos maquinistas ferroviários, que começa às 12:00 de segunda-feira, não justifica a definição de serviços mínimos além dos que previstos na lei geral do trabalho.

A arbitragem obrigatória, assegurada pelo Conselho Económico e Social (CES), determinou apenas que devem ser assegurados comboios de socorro no dia da greve, que termina às 12:00 de terça-feira, e que os comboios que tenham iniciado a marcha antes do início da paralisação devem chegar ao seu destino.

Relativamente ao transporte de mercadorias, os três árbitros consideraram que devem ser assegurados os transportes de amoníaco e outras matérias perigosas ou perecíveis.

Os árbitros reconheceram que a greve em empresas de transportes como a CP — Comboios de Portugal e a Medway podem pôr em causa a satisfação de necessidades sociais impreteríveis, como define o Código do Trabalho, mas consideraram que o direito dos passageiros à circulação não justifica “um absoluto direito de se movimentar nas circulações da CP em dia de greve”.

“Tal seria manifestamente exagerado, desadequado, e podia até ser desnecessário”, diz o acórdão, que lembra que as pessoas podem usar outros transportes públicos ou privados.

Os maquinistas do setor ferroviário vão fazer greve entre as 12:00 de dia 16 e a mesma hora de dia 17 em defesa de direitos sociais e laborais e de mais e melhor segurança na circulação de comboios.

Os maquinistas reivindicam o cumprimento das regras e regulamentos de segurança e que a Infraestruturas de Portugal (IP) assegure a circulação de comboios em condições de segurança, nomeadamente com a colocação de avisos e sinais de limite e restrição temporária de velocidade.

Segundo o Sindicato dos Maquinistas (SMAQ), que emitiu o pré-aviso de greve, esta é uma reivindicação com mais de dois anos, que foi reafirmada em agosto de 2017, mas que não tem tido resposta.

O sindicato pretende também a atualização e uniformização das regras e regulamentação em todas as empresas que operam no setor ferroviário, para evitar desfasamentos que podem pôr em causa a segurança na circulação ferroviária e diferenças na qualificação profissional dos maquinistas.

A transposição urgente de diretivas e regulamentos europeus sobre certificação dos maquinistas por todas as operadoras ferroviárias é outra das reivindicações em causa.

O SMAQ defende o direito efetivo à contratação coletiva, nomeadamente em empresas que o têm contestado, como a Fertagus e a Takargo, e a criação de um regime de reforma específico para os maquinistas, considerando ser uma profissão de desgaste rápido.

A proibição da contratação de maquinistas reformados em regime de prestação de serviços por empresas de transporte de mercadorias é outra das medidas reivindicadas pelo SMAQ, que lembra que a regra impede a condução de comboios por maquinistas com mais de 65 anos, embora existam muitos a trabalhar com 66 anos.

O sindicato reivindica ainda que o Governo modernize o caminho de ferro, com investimento na infraestrutura e no material circulante (comboios), e que seja concretizado um plano de admissão e formação de maquinistas, para permitir a reforma dos que têm mais de 60 anos.

Dois detidos com droga na central de camionagem

Na manhã de ontem, quinta-feira, a equipa da Brigada de Investigação Criminal da Esquadra da PSP de V. N. Famalicão deteve dois homens, de 33 e 50 anos, aos quais foram apreendidos diversos tipos droga.

A ação decorreu pelas 8 horas, junto da central de camionagem, local referenciado pela existência de tráfico de estupefacientes. Após vigilância, os agentes abordaram os dois indivíduos que estavam numa viatura, dentro da qual encontraram estupefacientes.

Na sequência da detenção, e após outras diligências, foram apreendidas 86 doses de heroína; 45 de cocaína; 8 de haxixe; 525 euros em dinheiro; 3 telemóveis; 1 viatura; 3 carteiras e duas meias onde estava escondida alguma droga.

Segundo a PSP, um dos detidos preparava-se para apanhar um autocarro com destino a França e levaria consigo o produto estupefaciente

Ardeu mais um carro esta madrugada em Mões

O incêndio, sem explicações, terá começado por volta das 4:40 desta quarta-feira, na Rua Dr Francisco de Almeida. Momentos depois a população deu o alerta para os Bombeiros Voluntários Famalicenses que, chegados ao local, já pouco conseguiam fazer até porque a viatura estava tomada pelas chamas.

O Ford Focus que ardeu esta madrugada é mais um, no meio de pelo menos 4 carros, que arderam naquela zona nas últimas semanas. Quem por ali mora fala em fogo posto.

As autoridades foram chamadas ao local para tomar conta da ocorrência.

 

Preço dos automóveis novos deverá disparar em Setembro

O preço dos automóveis novos deverá sofrer um agravamento em Setembro que pode chegar aos milhares de euros, avança o Jornal de Notícias na edição desta segunda-feira, 9 de Abril.

Isto porque passará a ser usado um novo método de homologação das viaturas que fornece dados de consumo e de emissões de dióxido de carbono mais realistas. Com o aumento das emissões agrava-se também o valor do imposto a pagar.

O novo método de homologação (Worldwide Harmonized Light Test Procedure, WLTP) que já é usado desde Setembro do ano passado nos modelos novos das fabricantes automóveis, passará a ser aplicado também aos modelos mais antigos em Setembro deste ano.

A título de exemplo, o Jornal de Notícias escreve que, no caso de um Opel Astra 1.6 CDTI, o agravamento de preço deverá ser de 3.260 euros.

Contactado pela mesma publicação, o Ministério das Finanças referiu que está a acompanhar a situação em articulação com a ACAP.