Gasóleo desce mas governo volta a aumentar imposto dos combustíveis

O Governo vai reduzir o desconto fiscal no gasóleo, aproveitando a descida dos preços internacionais dos combustíveis. A medida limita a queda do preço na próxima semana.

Sem esta alteração no Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), o gasóleo poderia descer mais de 13 cêntimos por litro. Com o ajuste, a redução fica nos 11,4 cêntimos.

O desconto no gasóleo baixa 1,5 cêntimos, passando a 6,8 cêntimos no total. Já a gasolina mantém o desconto de 4,5 cêntimos, com uma descida ligeira inferior a 1 cêntimo.

As novas regras entram em vigor na segunda-feira, 20 de abril.

Desaparecido há 2 anos e 6 meses: Caso de famalicense continua sem respostas

Adelino Ferreira Lopes, natural de Vila Nova de Famalicão, está desaparecido há dois anos e seis meses. O homem foi visto pela última vez na manhã de 17 de outubro de 2023 e, desde então, não voltou a dar qualquer sinal de vida.

Na altura do desaparecimento, vivia com uma família de acolhimento na freguesia de Requião. Terá saído de casa por volta das 09h00, vestido com roupa escura e a transportar um saco. Nunca mais foi avistado.

Ao longo deste tempo, foram realizadas várias buscas pelas autoridades e pela família, mas sem resultados. O caso passou para a Polícia Judiciária, que continua a investigar, sem que tenham surgido pistas concretas sobre o paradeiro de Adelino.

A situação levanta ainda mais preocupação devido às suas condições de saúde. Adelino necessitava de medicação diária e tinha dificuldades de locomoção, deslocando-se com alguma lentidão, fatores que tornam ainda mais inexplicável a ausência de qualquer rasto até hoje.

Mais de dois anos depois, o caso continua envolto em mistério e sem respostas.

Bracar: Trabalhadores recebem cartas de despedimento e avançam para o centro de emprego

Os cerca de 40 trabalhadores da Bracar, empresa de transformação de carnes localizada em Gavião, Famalicão, receberam, ao longo desta semana, as cartas que formalizam o despedimento coletivo, na sequência do processo de insolvência.

Com este passo, os funcionários ficam agora em condições de se inscrever no centro de emprego e avançar com o pedido de subsídio de desemprego.

Ainda assim, a situação continua a gerar preocupação. Alegadamente, os montantes em dívida por parte da empresa, nomeadamente salários em atraso e outras compensações, permanecem por pagar.

Recorde-se que o encerramento da unidade deixou dezenas de famílias numa situação de grande fragilidade, num processo marcado por incerteza e críticas à atuação da administração.

Governo quer baixar limite de velocidade nas localidades para 30 km/h

O Governo vai avaliar a possibilidade de reduzir o limite de velocidade para 30 km/h dentro das localidades, numa tentativa de diminuir a sinistralidade rodoviária. A medida, defendida por vários especialistas, não reúne, no entanto, consenso.

Em 2025, morreram 448 pessoas nas estradas portuguesas, um número que continua a preocupar as autoridades. Segundo o subintendente da PSP, Sérgio Soares, os dados mais recentes mostram um agravamento da situação: no primeiro trimestre de 2026 registaram-se mais acidentes, mais feridos e 20 vítimas mortais.

A velocidade excessiva, o consumo de álcool e o uso do telemóvel ao volante continuam a ser as principais causas dos acidentes.

Manuel João Ramos, presidente da Associação de Cidadãos Automobilizados, defende mudanças profundas no Código da Estrada, incluindo a inversão do ónus da culpa em atropelamentos. O responsável, que perdeu a filha num acidente há cinco anos, encara esta causa como uma missão pessoal.

O Executivo vai agora criar uma equipa de especialistas para rever a legislação e reforçar a fiscalização. Entre as medidas em análise está a redução do limite de velocidade nas cidades, proposta que gera divisão.

Carlos Barbosa, presidente do ACP, considera que a aplicação generalizada dos 30 km/h pode comprometer a mobilidade urbana, defendendo uma análise caso a caso. Já Jorge Carvalho da Silva, da AsproCivil, alerta para a falta de controlo sobre trotinetes e scooters elétricas, que muitas vezes circulam sem fiscalização.

O Governo promete ainda mais radares, operações stop sem aviso prévio, agravamento das coimas e maior rapidez nos processos de contraordenação. A Brigada de Trânsito da GNR vai também regressar ao terreno, cerca de 17 anos depois, com o objetivo de reforçar o controlo e a segurança nas estradas.