Tabaco aumenta 10 cêntimos no próximo ano

Em 2022, cada maço de tabaco vai custar mais 10 cêntimos, o mesmo que subiu em 2021, segundo estimativas da Imperial Brands com base na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano.

A estimativa da Imperial Brands, que comercializa algumas marcas, tem por base a proposta do Orçamento do Estado, apresentada pelo Governo que aplica uma atualização de 1% a todas as componentes do imposto sobre tabaco, avança O Observador.

Ao tabaco é, ainda, aplicado um fator multiplicador; quando o preço está abaixo do preço médio vendido no ano anterior. Portugal tem um multiplicador de 102% e é este acréscimo que a Imperial Brands diz que não se devia aplicar.

Famalicão: Está a decorrer mais um Mercado da Saúde

A CIOR está a organizar a V edição do Mercado da Saúde, uma iniciativa dos alunos do curso Técnico de Auxiliar de Farmácia, com o apoio da Câmara Municipal.

Está patente até à próxima quarta-feira, no Mercado Urbano da Praça D. Maria II. A população tem livre acesso a rastreios, atividades físicas e ações de sensibilização e de informação dedicadas à promoção da saúde e bem-estar.

«Este é o primeiro dia de um projeto que une educação, saúde e proximidade com a comunidade, mostrando o papel ativo dos futuros Técnicos Auxiliares de Farmácia», referiu o diretor de curso Arcélio Sampaio.

Ainda segundo este responsável, os três dias da feira estão repletos de momentos e vivências dedicados à sensibilização para a saúde, ao trabalho em equipa e à valorização da formação técnica na área farmacêutica; é, ainda, uma oportunidade para os alunos finalistas do curso contactarem com a população.

Famalicão: CeNTI celebra 20 anos ao serviço da indústria

O CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes celebra, esta terça-feira, 20 anos. Duas décadas, em que se tornou uma referência europeia em nanotecnologia, materiais avançados e sistemas inteligentes.

Recorde-se que foi o primeiro centro de investigação em Portugal dedicado à nanotecnologia e pioneiro na Europa na transferência de resultados científicos para aplicação industrial. Distinguindo-se na Europa como um dos primeiros centros a orientar de forma sistemática os resultados da investigação para setores como o têxtil, calçado, cortiça, plásticos, construção, aeronáutica e automóvel, contribuindo para a inovação e modernização destes setores.

Atualmente, integra iniciativas nacionais e europeias ligadas à sustentabilidade e bioeconomia, digitalização de materiais e processos, armazenamento e geração de energia, construção e espaços inteligentes, saúde e bem-estar, embalagens e mobilidade, com particular enfoque no setor automóvel.

A área da sustentabilidade e da bioeconomia tem vindo a ganhar destaque e um exemplo é o papel do CeNTI na cadeia de valor das bateriais que motivou investimentos significativos em infraestruturas tecnológicas.

Conta atualmente com mais de 200 trabalhadores, 19 laboratórios e participação em mais de 950 projetos de investigação e inovação aplicada. É, também, uma das entidades portuguesas com maior atividade de registo de patentes, ultrapassando as 100, mais de 75 já concedidas. A este número juntam-se ainda diversas patentes registadas por clientes do CeNTI, diretamente sustentadas em desenvolvimentos tecnológicos transferidos pelo Centro.

«Celebrar 20 anos é, de facto, um marco muito especial, desde logo porque representa a concretização de uma visão ousada. São duas décadas de trabalho e crescimento, sustentado pela ambição, construção de conhecimento e afirmação tecnológica, em estreita colaboração com clientes, parceiros e toda a equipa que contribuiu para este percurso. Hoje, o CeNTI afirma-se como uma referência em áreas como os materiais avançados, a nanotecnologia, os sistemas inteligentes e a engenharia de produto, com impacto em diversos setores industriais», revela António Braz Costa, Presidente do CeNTI.

Famalicão: PCP questiona governo sobre lay-off na Coindu

A pretexto da implementação do Lay-off na empresa Coindu, o Partido Comunista Português questionou a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o que se passa nesta empresa famalicense. Quer saber se o Governo tem conhecimento e acompanha o processo; se a empresa tem continuado a receber apoios públicos e quais os valores a que ascendem os mesmos; se tem conhecimento dos lucros obtidos pela unidade da empresa em Joane e dos resultados líquidos positivos; que medidas tomou o governo para garantir a defesa dos postos de trabalho e dos direitos dos trabalhadores, considerando a atribuição de apoios públicos a esta empresa; e que medidas tomará para defender «os interesses e os direitos dos trabalhadores implicados».

O PCP lamenta que sejam os trabalhadores a «parte fragilizada» de uma política que, diz o partido, «entre os lucros ou os postos de trabalho, opta pela primeira».

Lembra o PCP que a Coindu pretende colocar quase 500 trabalhadores em lay-off. A mesma empresa, recorda o partido, que em 2025 realizou dois despedimentos coletivos na unidade de Joane. A situação agrava-se, diz, porque «apesar dos despedimentos levados a cabo, a empresa terá continuado a receber apoios públicos até dezembro de 2025, designadamente fundos do PRR para um projeto de produção de «componentes e acessórios para veículos a motor, no valor total de 3 910 000 de euros».

Famalicão: Paulo Cunha defende o reforço da fiscalização aduaneira e a aposta na circularidade

«A sustentabilidade e a competitividade têm de caminhar lado a lado. Não podemos exigir mais às empresas europeias e permitir que produtos que não cumprem as mesmas regras entrem livremente no mercado europeu», afirmou o eurodeputado Paulo Cunha, que participou numa conferência dedicada aos desafios da competitividade e sustentabilidade no setor têxtil europeu, que decorreu no Parlamento Europeu.

A conferência reuniu representantes das instituições europeias, autoridades de fiscalização e líderes da indústria para debater o impacto do crescimento das plataformas de e-commerce, a necessidade de reforçar os mecanismos de controlo no mercado europeu e os desafios associados à transição para uma economia mais circular e sustentável.

Paulo Cunha defendeu uma resposta europeia mais eficaz, assente no reforço da fiscalização aduaneira, na proteção dos consumidores e na promoção da competitividade da indústria europeia.

A circularidade foi outro dos temas centrais da intervenção do eurodeputado, que defendeu políticas capazes de incentivar a reutilização, a durabilidade e a reciclagem de materiais, bem como melhores condições para o desenvolvimento de modelos de negócio mais sustentáveis.

«A circularidade não pode ser apenas um objetivo ambiental. Tem de ser também uma estratégia industrial e de competitividade para a Europa», considerou.

Paulo Cunha referiu-se também ao contexto nacional, onde destacou a capacidade de adaptação, inovação e sustentabilidade da indústria têxtil portuguesa.

Famalicão: ULS Médio Ave vai contratar dezenas de médicos especialistas

A ULS do Médio Ave vai reforçar as suas equipas médicas com a abertura de 37 vagas para especialistas em Medicina Interna, Cirurgia Geral, Cardiologia, Pediatria, Ortopedia, Pneumologia, Radiologia e Oftalmologia.

A Unidade Local de Saúde do Médio Ave refere que é um reforço da capacidade de resposta, o maior das últimas décadas. “Este reforço permitirá melhorar a resposta assistencial, aumentar a eficiência dos serviços e contribuir para a redução dos tempos de espera”.

Os procedimentos concursais para admissão destes especialistas começam nos próximos dias, anuncia, ainda, a unidade de saúde.

Recorda-se que a ULSMAve tem como área de influência os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Vila Nova de Famalicão.

Famalicão: Lay-off da Coindu é para 493 trabalhadores, por seis meses e implementado de forma gradual

A Coindu, indústria de componentes têxteis para o setor automóvel, vai implementar um ‘lay-off’ a 493 trabalhadores de diferentes áreas da empresa. É para vigorar por seis meses, entre maio e novembro deste ano, e será implementado «de forma gradual e limitada, abrangendo trabalhadores sem ocupação efetiva ou afetados pelo setor em que trabalham».

A empresa de Joane, que emprega 752 pessoas, justifica a decisão com os desafios que tem enfrentado «devido à conjuntura global e à redução de encomendas do setor automóvel».

Em comunicado, a Coindu afirma que «mantém o compromisso de minimizar o impacto sobre os colaboradores» e diz acreditar na retoma da atividade em 2027, tendo em conta os projetos já assegurados. A empresa acrescenta que este ajustamento é necessário, tendo em conta a conjuntura, para garantir a sua sustentabilidade financeira e continuidade futura.

A empresa refere que a conjugação dos recentes eventos relacionados com as tarifas de importação nos principais mercados mundiais, como Estados Unidos e China, juntamente com os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, «tem causado um impacto negativo na confiança do mercado». Acrescenta que este cenário tem-se repercutido na indústria automóvel, «afetando a atividade e a faturação da Coindu».

Por isso, «para responder ao excesso temporário de pessoal e à pressão financeira», a empresa vai implementar um ‘lay-off’.

A Coindu diz que a medida foi decidida e comunicada aos trabalhadores esta semana e que está «inserida no contexto do diálogo aberto e transparente que a administração vem mantendo com a organização, colaboradores e demais ‘stakeholders’ [partes envolvidas] ao longo de todo o processo de reestruturação.

Recorde-se que a descida das encomendas no setor já tinha levado a empresa a avançar com dois despedimentos coletivos no ano passado.