
A Assembleia da República rejeitou a proposta que pretendia permitir aos dadores de sangue faltar ao trabalho, de forma justificada, no dia em que realizassem a dádiva. A iniciativa foi apresentada pelo PCP, BE e PAN.
Os projetos foram chumbados com os votos contra do PSD e CDS-PP e a abstenção do Chega, PS e Iniciativa Liberal. Atualmente, a lei permite apenas que o trabalhador se ausente do trabalho pelo tempo necessário para fazer a dádiva, sem perda de direitos ou regalias, não estando prevista a possibilidade de faltar o dia completo.
Durante o debate, os partidos proponentes defenderam que a alteração poderia ajudar a aumentar o número de dadores, que tem vindo a diminuir nos últimos anos. Já o PSD considerou que a legislação em vigor é adequada e defendeu mais divulgação dos direitos existentes, além de reforço na sensibilização e na capacidade do sistema de recolha de sangue.
No mesmo plenário foram ainda rejeitadas propostas de recomendação do Chega, Livre e BE. Apenas foi aprovada uma iniciativa do PS que recomenda o reforço da promoção da dádiva voluntária e regular de sangue.




















