Estado de Emergência: Novas medidas entram em vigor este domingo

As novas medidas de contenção da pandemia de covid-19 entram em vigor às 00h00 de domingo, impondo regras para quem pretende entrar ou sair de Portugal continental e retomando o ensino à distância a partir de 08 de fevereiro.

Na quinta-feira, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decretou pela décima vez a renovação do estado de emergência em Portugal e, no mesmo dia, o Conselho de Ministros aprovou um conjunto de medidas a vigorar até 14 de fevereiro para conter a evolução da Covid-19.

Ao abrigo do decreto publicado sexta-feira que regulamenta o estado de emergência, ficam limitadas as deslocações para fora do território continental por qualquer meio de transporte, com exceção das ligações aéreas para as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, assim como para casos relacionados com trabalho, regresso a casa, transporte de correio e de mercadorias e fins humanitários e de emergência.

Como aconteceu em março de 2020, no início da pandemia, o controlo nas fronteiras vai limitar a circulação entre Portugal e Espanha, em pontos de passagem autorizados, a transporte de mercadorias, trabalho, e veículos de emergência e socorro e serviço de urgência.

É suspensa a circulação ferroviária entre Portugal e Espanha exceto para transporte de mercadorias e também é suspenso o transporte fluvial, segundo anunciou o Ministério da Administração Interna.

A partir de domingo haverá oito pontos de passagem permanentes (24 horas por dia), cinco pontos de passagem autorizados nos dias úteis das 07:00 às 09:00 e das 18:00 às 20:00, e um ponto de passagem autorizado (Rio de Onor) às quartas-feiras e aos sábados das 10:00 às 12:00.

Nas ligações aéreas, os passageiros que cheguem a Portugal de países da União Europeia com mais de 150 casos de covid-19 por 100.000 habitantes terão de apresentar teste, ficando em quarentena se os casos ultrapassarem os 500 por 100.000 habitantes.

Em relação à União Europeia, não há restrições para países com menos de 150 casos por 100 mil habitantes, como a Finlândia ou a Noruega, mas pessoas provenientes de países como a Alemanha, Bélgica, França, Itália ou Países Baixos, que têm entre 150 e 500 casos de covid-19 por 100 mil habitantes, terão de apresentar comprovativo de realização de teste covid-19 com resultado negativo realizado nas 72 horas anteriores.

Já passageiros provenientes de países com mais de 500 casos por 100 mil habitantes, como a Espanha ou a Irlanda, terão de apresentar o teste negativo mas também terão de ficar durante 14 dias em quarentena, em domicílio ou em local indicado pelas autoridades portuguesas de saúde.

Neste caso excetuam-se viagens essenciais cujo período de permanência não exceda as 48 horas.

Em relação aos voos de países de fora da União Europeia são definidas três categorias. Para voos de países seguros (lista da Recomendação do Conselho da União Europeia) é exigido o comprovativo de realização de teste negativo. Para voos de todos os outros países só são permitidas viagens essenciais e sempre com comprovativo de teste.

Em relação ao Brasil e ao Reino Unido mantém-se a suspensão de voos até 14 de fevereiro, com exceção de voos de repatriamento.

Já no setor da Educação, as atividades letivas estão suspensas até sexta-feira, 05 de fevereiro, nos estabelecimentos de educação e ensino, sendo retomado o ensino em regime não presencial a partir de segunda-feira, dia 08 de fevereiro.

As creches vão continuar encerradas e mantêm-se em vigor as medidas de apoio às famílias.

Todas as restrições impostas em Portugal continental, nos últimos 15 dias, ao funcionamento do comércio não essencial, da restauração e relativas à proibição de circulação entre concelhos ao fim de semana permanecem em vigor neste novo período de estado de emergência.

Na área da saúde, a contratação de médicos e enfermeiros formados no estrangeiro vai ser permitida por um período máximo de um ano, “desde que preenchidos determinados requisitos”.

No caso dos médicos formados no estrangeiro a serem contratados para unidades do Serviço Nacional de Saúde, terão de comprovar a aprovação no exame escrito, exigido para o reconhecimento do grau.

Junta de Cavalões condena vandalismo em ponte histórica

A ponte de S. Veríssimo, em Cavalões, no concelho de Famalicão, foi recentemente alvo de atos de vandalismo, com a pintura de uma frase e vários símbolos.

A situação foi denunciada pela Junta de Freguesia, que lamenta os danos causados num espaço de valor histórico e pertencente a toda a comunidade. Em publicação nas redes sociais, a autarquia relembra que “o que é de todos deve ser respeitado por todos”, apelando ao sentido de responsabilidade dos cidadãos.

A Junta reforça ainda a importância de proteger, valorizar e preservar o património local, sublinhando que estes comportamentos prejudicam a identidade e a memória da freguesia.

Há 80 carros por dia a chumbar automaticamente na inspeção

Mais de 80 carros estão a chumbar por dia na inspeção por um motivo simples: não fizeram o “recall” obrigatório das marcas.

A regra entrou em vigor a 1 de março e, em apenas 40 dias, já levou à reprovação de cerca de 3.500 veículos.

Em causa estão falhas técnicas identificadas pelos fabricantes, que obrigam os proprietários a ir à oficina. Quem não resolve o problema, chumba automaticamente na inspeção, logo à chegada.

As autoridades alertam: antes de ir à inspeção, confirme se o seu carro tem algum “recall” por fazer.

Padaria/Pastelaria ‘Desejos’ de Brufe assaltada

A Padaria / Pastelaria ‘Desejos’, localizada na freguesia de Brufe, localizada na rua Padre Domingos Joaquim Pereira, a par da N204, foi assaltada na última noite.

O crime terá ocorrido cerca das 00h00. Os assaltantes acederam ao interior do estabelecimento depois de partir o vidro da porta.

Ao que a Cidade Hoje apurou, o grupo terá destruído a caixa que recebe o dinheiro dos clientes e faz a gestão do troco, para além da máquina do tabaco.

Terão conseguido abandonar o local com uma quantia reduzida em dinheiro e tabaco.

O espaço dispõem de sistema de vídeo vigilância, pelo que o assalto terá ficado registado pelas câmaras.

A situação foi reportada à GNR.

Governo mexe no imposto dos combustíveis e dá ‘novo desconto’

O Governo aprovou uma nova redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), com impacto direto no preço dos combustíveis.

A descida será de 1,5 cêntimos por litro no gasóleo e de 0,6 cêntimos na gasolina simples. Com este alívio fiscal, o aumento previsto para o gasóleo deverá fixar-se nos 8 cêntimos por litro, em vez dos 10 inicialmente estimados.

Já no caso da gasolina, o preço deverá subir cerca de 6 cêntimos por litro, ligeiramente abaixo dos 6,5 cêntimos previstos antes da redução do imposto.

GNR descobre 600 mil euros em tabaco ilegal

A GNR deteve três homens, com idades entre os 19 e os 54 anos, numa operação realizada em Guimarães, que resultou na apreensão de cerca de dois milhões de cigarros sem estampilha fiscal obrigatória e sem documentação que comprovasse a sua origem legal.

De acordo com a autoridade, os suspeitos estão indiciados pelo crime de introdução fraudulenta no consumo, tendo a ação ocorrido na passada quarta-feira.

O valor comercial da mercadoria apreendida ultrapassa os 622 mil euros, sendo que a sua colocação no mercado poderia representar um prejuízo de cerca de 449 mil euros para o Estado, em sede de Imposto Especial de Consumo (IEC).

 

Além do tabaco, os militares da GNR apreenderam ainda o veículo utilizado no transporte da carga ilícita e três telemóveis.

Trabalha-se mais em Portugal do que na maioria da Europa

Portugal está entre os países da União Europeia onde se trabalha mais horas por semana. Segundo dados da Pordata, a carga horária média no país atinge as 39,7 horas semanais, acima das 37 horas registadas no conjunto dos 27 Estados-membros em 2025.

No contexto europeu, Portugal ocupa a quinta posição, sendo apenas ultrapassado pela Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária. Já em países como os Países Baixos, Dinamarca e Alemanha, a média semanal é mais reduzida, reflexo da maior expressão do trabalho a tempo parcial.

A análise, com base em informações do Eurostat, aponta ainda para níveis elevados de precariedade laboral, sobretudo entre os mais jovens. Em Portugal, cerca de 40% dos trabalhadores com menos de 30 anos têm contratos temporários, colocando o país entre os que registam maiores taxas neste indicador.

Apesar de uma elevada taxa de emprego jovem, os salários continuam abaixo da média europeia. Em 2024, o rendimento médio a tempo completo fixou-se nos 2.068 euros, bastante distante dos mais de 3.300 euros observados na média da União Europeia.