Famalicão: Equipa sub-23, a jogar com 10, vence Braga e regressa à liderança

Ao final da manhã desta quarta-feira, o Famalicão venceu o Braga, na décima primeira jornada da Liga Revelação. Diogo Costa, aos 40 minutos, de livre direto, apontou o único golo do encontro que se disputou no Estádio Municipal. Uma vitória difícil, até porque a equipa famalicense jogou, desde os 35 minutos, em inferioridade numérica, por expulsão de Ibrahima Ba. Mesmo assim, na segunda parte, o Famalicão controlou a partida e esteve sempre muito bem organizado defensivamente. A equipa adaptou-se bem à circunstância de jogar com menos um jogador e neutralizou as investidas dos bracarenses.

Com esta vitória, o conjunto famalicense lidera a série A, com 21 pontos, tendo atrás de si o Vizela que, com a vitória (1-0) sobre o Torreense, subiu ao segundo lugar, com 20 pontos, os mesmos da equipa de Torres Vedras.

Com sete pontos de vantagem sobre o quinto da classificação – o Académico de Viseu (14 pontos), com quem joga a 4 de dezembro – a equipa famalicense está muito bem encaminhada para a fase de apuramento de campeão.

Com 11 jornadas, o conjunto famalicense é, tal como os vizelenses, a equipa mais concretizadora, com 19 golos. Defensivamente, com 12 golos sofridos, é a segunda defesa menos batida, só superada pelo Torreense, com 8 golos.

Famalicão: Ecocentro móvel está em Lousado até terça-feira

O ecocentro móvel estacionou na Rua Adelino Leitão na Continental Mabor – Indústria de Pneus, SA. Por lá vai manter-se até à próxima terça-feira, dia 3 de dezembro.

No equipamento de recolha seletiva pode colocar para reciclagem resíduos diversos que não devem ser depositados nos ecopontos tradicionais como lâmpadas, pilhas, tinteiros, roupa, vidros e espelhos, entre outros.

Famalicão: «É necessário que a moderação se imponha aos fundamentalismos exacerbados e aos populismos radicais»

Álvaro Oliveira, antigo presidente do PSD, regressou à Assembleia Municipal com um discurso de apelo à união, mas também com alguns alertas sobre o futuro. «Não fazer da data divisão dos portugueses, mas de união e aceitação das divergências de opinião e da liberdade de expressão e pensamento», frisou, sendo que considera o 25 de Novembro uma continuação do 25 de Abril, que levou à «implantação da democracia representativa e moderna». O histórico social-democrata defende que a data tem «uma lição» que não deve ser esquecida para que os jovens possam entender a mensagem.

O antigo deputado, na sessão solene evocativa do 25 de Novembro, recorda que estamos a viver num mundo em convulsão e numa Europa ferida por uma «guerra ilícita», o que serve para lembrar, disse, que é preciso defender as instituições e um conjunto de princípios humanistas.

«Os populismos de direita radical e de extrema esquerda vivem e florescem em situações de crise social, e tal como há 49 anos atras é necessário que a moderação se imponha perante fundamentalismos exacerbados» e «populismos radicais» que se alimentam da «postura daqueles que se julgando moral e intelectualmente superiores se acantonam em nichos ideológicos que só a eles servem e só dividem o nosso país», disse, apelando à população, e em especial aos governantes, que se mantenham atentos e apresentem a mesma postura e coragem daqueles que fizeram o 25 de Novembro.

Da parte do PS discursou Elisa Costa. A deputada falou dos fatos históricos, dos protagonistas e dos desafios do futuro. Sobre o passado disse que o 25 de Novembro é um «momento crucial no período da pós Revolução dos Cravos que pós fim a um modelo político e social inspirado nos países por detrás do Muro de Berlim»; mas também admite que os acontecimentos dessa época «prestam-se, ainda, a pouco claras leituras históricas».

Sobre os protagonistas, recordou os préstimos de vários militares e políticos, dando especial destaque ao fundador do PS, Mário Soares, que, aliás, foi referido por todos os partidos.

Já sobre o futuro, Elisa Costa advertiu que muitas vezes «julgamos que a democracia está implantada porque os partidos do centro a seguram», mas admite que há perigos instalados. «Ou porque a população está adormecida ou por outras razões, a coragem demonstrada pelos heróis do 25 de Novembro não pode desaparecer às mãos do populismo, do aproveitamento dos receios e das questões sem resposta que cada um dos cidadãos cala, no seu individualismo», observa. Sem mencionar o Chega, lembrou que em março um milhão e setecentas mil pessoas votaram neste partido. «O radicalismo, a intransigência e a intolerância são para repelir», conclui.

O regresso do histórico Durval Ferreira

A sessão solene do 25 de Novembro trouxe um histórico do CDS-PP de volta à Assembleia Municipal. Durval Ferreira discursou em nome do CDS-PP, recordando os fatos, as datas e os protagonistas daquele “verão quente”, também sentido em Famalicão. «A Revolução de 1974 queria uma sociedade livre e com preocupações sociais, mas para isso era preciso a lei e foi criada a Assembleia Constituinte. Mas que interessava ao país ter derrubado uma ditadura, haver uma Assembleia Constituinte e o direito dos cidadãos se na prática estavam todos a ser lesados», interroga, em forma de análise. «Quem tornou realidade o 25 de Abril, os valores que o povo quis, foi o 25 de Novembro, de Ramalho Eanes e Jaime Neves», afirma.

Do CDS-PP discursou, também, Joana Fernandes. A jovem deputada teve um registo essencialmente apontado ao futuro. «Vivemos tempos de incerteza e de populismos crescentes», declarou, apelando a que todos se mantenham atentos e que os jovens não se afastem de uma participação ativa. «Portugal não será apenas moldado pelas circunstâncias, mas pela nossa capacidade coletiva de procurar soluções para os desafios que enfrentamos», disse. Entre os desafios que mais preocupam a jovem centrista estão a diminuição da natalidade, o acolhimento dos imigrantes, além das alterações climáticas onde prevê alterações na agricultura e na indústria.

Chega quer a Escola livre da «vanguarda marxista»

Pelo partido Chega discursou primeiro Pedro Alves. O presidente da concelhia considera fundamental recordar o 25 de Novembro por entender que Portugal «enfrenta novas ameaças de forças pseudo progressistas» e que os tempos que vivemos «são difíceis e turbulentos». Pedro Alves apontou o dedo «à extrema esquerda infiltrada nas organizações profissionais, nos sindicatos e em grande parte da comunicação social e que tentam diariamente ludibriar os portugueses».

O deputado João Pedro Castro também discursou pelo Chega. Começou por falar da ausência do PCP como reflexo da «azia política», para enfatizar que o «25 de Novembro não é uma data menor» nem «diminui o 25 de Abril de 1974».

João Pedro Castro disse que é «mais do que tempo de explicar aos mais jovens como tudo se passou e deixar definitivamente esta vanguarda marxista que ainda subsiste no ensino e que impede um verdadeiro conhecimento da história recente. No que respeita ao ensino Portugal ainda não saiu do PREC. Um favor aos radicais de esquerda que não se entende», acusou.

Famalicão com orçamento histórico de 219 milhões de euros em 2025

O município de Famalicão vai contar em 2025 com o maior orçamento de sempre. São 219 milhões de euros. O documento do Plano de Atividades e Orçamento será apresentado segunda-feira, dia 2 de dezembro, em reunião extraordinária do município.

Em comunicado à imprensa, o presidente da Câmara destaca a previsão de um investimento recorde de mais de 77 milhões de euros – um aumento de 98% face a 2024 – «para avançar e dar continuidade a uma série de obras fundamentais para o futuro de Famalicão», nas mais diversas áreas.

É o caso do avanço da construção do Centro de Atletismo, das novas Piscinas Municipais de Famalicão; de um conjunto de intervenções no parque escolar concelhio, com destaque para a intervenção na Secundária Padre Benjamim Salgado, em Joane. Ao nível da saúde, a autarquia tem também em curso ou para arrancar um conjunto de intervenções estruturais para a melhoria dos cuidados de saúde primários no concelho: em São Miguel-o-Anjo, Joane, na USF Urbana, USF do Vale do Este e UCSP Ruivães e Landim. De referir, ainda, a concretização do Parque de Sinçães Norte, o arranque da construção do Parque dos Queimados, o conjunto de obras de beneficiação da rede viária, com intervenções nas Estradas Municipais 572, 562, 571 e 571-1, na Avenida Marechal Humberto Delgado, da construção de uma nova rotunda na Via Intermunicipal de ligação a Mogege, entre outras. Nota ainda para o arranque da empreitada que «vai permitir a conclusão da rede de abastecimento de água», para o alargamento da rede de saneamento e para a construção do novo parque de estacionamento junto à USF Urbana.

Segundo o edil, «são projetos sustentados em contas municipais sólidas, responsáveis e equilibradas, mas, ao mesmo tempo, na grande capacidade que a autarquia tem demonstrado de captação e execução de fundos comunitário», escreve o edil na nota de abertura do documento.

O presidente da Câmara fala de um orçamento «de consolidação do trabalho ambicioso que tem sido desenvolvido em Famalicão e que representa bem aquela que é a capacidade do executivo de responder aos anseios e aspirações dos famalicenses e de estruturar o território para o futuro».

O orçamento municipal para 2025, que aponta para um saldo corrente de mais de 2,8 milhões de euros, prevê ainda um reforço dos apoios diretos concedidos às freguesias: 8,4 milhões de euros face aos 6,7 milhões de 2024.

Mário Passos dá nota da diminuição do peso das despesas correntes no orçamento global da autarquia. Em 2024 representavam 69% do orçamento, valor que em 2025 desce para os 58%.

«O nosso foco está, desde o primeiro dia, na promoção do bem-estar de todos os famalicenses e na construção de um concelho cada vez mais dinâmico, inovador, coeso, sustentável e atrativo e 2025 não será exceção», assegura Mário Passos que acrescenta ainda que é «com muito rigor e responsabilidade que o executivo municipal continuará a cumprir a missão de fazer crescer Famalicão e de dar estabilidade aos famalicenses».

Famalicão: «O 25 de Novembro é uma das datas mais importantes para o processo democrático»

A 28 de junho deste ano, a Assembleia Municipal de Famalicão aprovou, por maioria, a comemoração, com uma sessão solene, do 25 de Novembro de 1975. A CDU foi a única força partidária com assento na Assembleia Municipal que não marcou presença nesta sessão, por discordar da comemoração. A sua ausência foi notada e criticada pelo Chega e pelo presidente da Assembleia Municipal. De notar os regressos de Durval Ferreira (CDS) e Álvaro Oliveira (PSD).

Dos discursos, proferidos na passada segunda-feira sobressaem as recordações dos factos históricos e dos protagonistas daquele “verão quente”, muito sentido em Famalicão.

Uns alertaram para os extremismos e os populismos da atualidade que «ameaçam a liberdade», enquanto que os partidos mais à direita pediram que a escola se liberte das amarras «do marxismo» e inclua os acontecimentos do 25 de Novembro nos compêndios escolares.

O primeiro interveniente nesta sessão foi o presidente da Câmara Municipal de Famalicão. Mário Passos considera «justo e merecido reconhecer o 25 de Novembro como uma das datas mais importantes para o processo democrático» porque «trouxe o equilíbrio necessário».

O autarca, que teve um discurso conciliador, apelou a que este seja «um momento de renovação do nosso compromisso com a liberdade. Juntos façamos de Famalicão um exemplo de inclusão, bem-estar de qualidade de vida e de felicidade».

Depois de falar da posição de Famalicão face a outros concelhos, mostrando satisfação com o que foi alcançado, o edil não tem dúvidas de «que o que esperamos nos próximos 50 anos vai muito além do que foi alçado até agora. Os desafios que enfrentamos são maiores e mais complexos, pois vivemos tempos cada vez mais exigentes e difíceis. Olhemos, por isso, para o futuro com ambição e compromisso para que as conquistas de hoje sejam a base de um futuro mais sustentável», desafiou.

Os desafios de que falava centram-se no combate às alterações climáticas, no apoio à família para uma subida da natalidade e apoio aos mais velhos e nas questões da integração de quem, vindo de outros países, procura Famalicão para viver e trabalhar.

Mário Passos acredita que Famalicão está no caminho certo. «Somos ambiciosos, mas responsáveis, desenvolvemos o território, mas não hipotecamos a capacidade financeira das futuras gerações», frisou.

«À mesa da liberdade e da democracia sentam-se os democratas e mais ninguém»

O presidente da Assembleia Municipal de Famalicão, João Nascimento, encerrou a sessão, com um discurso muito crítico em relação àqueles que pretendem desvalorizar a data do 25 de Novembro, especialmente o PCP.

Por que a CDU (integra o PCP e os Verdes) decidiu não participar na sessão comemorativa do 25 de Novembro, o presidente da Assembleia Municipal disse que o PCP estava apenas a ser «coerente» porque «ter aqui o PCP seria celebrar a democracia com quem a tentou aniquilar», referindo ao 25 de Novembro, mas também acusou o PCP de não conseguir ter uma posição contra a invasão da Ucrânia, o vencedor das eleições na Venezuela ou ser complacente com a posição da Coreia do Norte. «À mesa da liberdade e da democracia sentam-se os democratas e mais ninguém», referindo-se aos presentes na sala.

João Nascimento frisou que ninguém poderia, pela ausência ou argumentação, impedir a realização desta sessão comemorativa. «Não julguem que 50 anos passados nos fazem amolecer as convicções ou perder a memória. Relembrá-la-emos por mais 50, 100 ou 200 anos se preciso for, para que percebam que as nossas convicções são inabaláveis», atirou.

Apesar de dizer que o 25 de Novembro «não tem propriedade», o presidente da Assembleia lembrou algumas personalidades, políticas e militares, que estiveram na linha da frente do 25 de Novembro. Disse que é preciso ter memória e agradecer-lhes, lamentando que a data não seja matéria com mais presença nos livros escolares. «É incompreensível e inadmissível», afirmou, entendo que «é o resultado de uma doutrina que nós democratas não aceitamos».

Famalicão: Noite de Fado em S. Miguel de Seide

No próximo sábado, o salão paroquial de S. Miguel de Seide recebe uma Noite de Fado, com as vozes de Marina Abreu, Joaquim Macedo e Esmeralda Costa. Estes fadistas serão acompanhados por João Araújo (viola de Fado), Pedro Martins (guitarra portuguesa) e Filipe Fernandes (baixo).

O jantar, com início marcado para as 20 horas, tem um custo de 20 euros, com as receitas a reverterem para o Centro Social e Paroquial de São Miguel de Seide.

Reservas pelo 911 111 829, 919 855 407 e 939 787 567 ou pelo e-mail cspceide@sapo.pt