Famalicão: Município investe 38 mil euros na instalação de multibancos

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão está a custear a instalação de caixas de multibanco em diversas freguesias de Famalicão. Desde 2022, a autarquia já apoiou cinco freguesias do concelho, que não dispunham deste equipamento, com as despesas de construção da estrutura para a instalação do serviço. O apoio financeiro municipal já supera os 62 mil euros.

Na última reunião de Câmara, dia 9 de março, foi aprovado o apoio à construção de três estruturas para a instalação de uma caixa multibanco, desta vez nas freguesias de Landim, Castelões e Oliveira Santa Maria, num investimento municipal correspondente a 38.000€.

O objetivo do município é que um serviço tão básico e essencial, como aquele que é prestado por uma caixa multibanco, esteja disponível próximo da população. Isto, sabendo que as instituições bancárias não estão a suportar os custos com estes equipamentos. «Esta ajuda da autarquia pode aparentar ser pouco significativa em termos de montante, mas tem um grande impacto na vida dos cidadãos», justifica o presidente da Câmara.

Em 2022, o apoio municipal, no valor total de 24,3 mil euros, foi dado a Mogege e a Cavalões.

Para além destes casos, está ainda previsto ir a aprovação da Câmara Municipal, nas próximas semanas, pelo menos mais quatro pedidos de apoio provenientes de juntas de freguesia famalicenses.

 

Famalicão: Câmara e a Liga Portuguesa Contra o Cancro assinam protocolo para apoio psicológico aos doentes

A Câmara Municipal de Famalicão e a Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Norte assinaram um protocolo de cooperação, para apoiar doentes oncológicos e seus familiares em consultas de âmbito psicoemocional.

O município famalicense compromete-se a apoiar, com um montante de 2400 euros, os técnicos da Liga Portuguesa Contra o Cancro que se desloquem ao concelho para prestar estas consultas que são gratuitas para os doentes.

A proposta para a assinatura do protocolo foi autorizada na passada quinta-feira, em reunião de Câmara.

Arquidiocese de Braga afasta padre por alegados abusos sexuais

A Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica em Portugal entregou à Arquidiocese de Braga uma lista com 8 nomes de sacerdotes alegadamente autores de crimes sexuais.

Na sequência, a Arquidiocese tomou a iniciativa de afastar preventivamente um sacerdote do exercício público do ministério sacerdotal; refere que três outros padres já faleceram; um não corresponde a nenhum sacerdote da Arquidiocese de Braga, nem se encontra nos arquivos da Arquidiocese qualquer referência a seu respeito; outro foi «alvo de um processo civil, tendo sido absolvido»; um «outro corresponde a um sacerdote que foi alvo de um processo canónico por abuso sexual de menores já concluído e que resultou na aplicação de medidas disciplinares em vigor»; e um outro «corresponde a um agente pastoral, que por falta de elementos de identificação, não foi ainda possível identificar», refere.

Segundo a Arquidiocese de Braga, «a decisão cautelar de afastar preventivamente o sacerdote em causa não prejudica o princípio da presunção de inocência», tratando-se «de aplicar as linhas orientadoras de ação da Igreja em matéria de abusos sexuais de menores, em conformidade com o Vade-mécum sobre procedimentos relativos a casos de abuso sexual de menores cometidos por clérigos».

«Reafirmamos o nosso compromisso em acolher e escutar as vítimas, tratando todos os casos com critérios inequívocos de transparência e justiça, contribuindo assim para a máxima reparação possível do mal sofrido. Sabemos que pedir perdão não é suficiente. São-nos pedidas ações concretas. Neste sentido, uma equipa de profissionais está disponível para oferecer apoio psicológico, psiquiátrico, jurídico e espiritual a todas as vítimas que solicitem este serviço. Comprometemo-nos com a promoção de uma cultura de cuidado e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para prevenir futuros casos de abuso», anota a Arquidiocese, que apelou para que todos os que possam ter sido vítimas de qualquer espécie de abuso sexual em alguma paróquia ou instituição da Arquidiocese de Braga, e que ainda não deram voz ao seu silêncio, que contactem a Comissão de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis.

Arquivada queixa de assédio sexual de jogadoras do Rio Ave contra Miguel Afonso

O Ministério Público arquivou o inquérito aberto na sequência das queixas de jogadoras do Rio Ave, uma das quais menor, por alegado assédio sexual por parte do treinador Miguel Afonso, referente à época 2020/21. Note-se que Miguel Afonso foi posteriormente treinador do FC Famalicão, tendo sido suspenso na sequência destas denúncias, por mútuo acordo.

Segundo o Diário de Notícias, o Ministério Público da secção de Vila do Conde refere que «não se mostra minimamente indiciada a prática de crime de importunação sexual de menor por parte do denunciado no que à ofendida concerne, determino, sem necessidade de mais considerandos, o arquivamento dos presentes autos, por ter sido recolhida prova bastante da inexistência de crime».

De entre as jogadoras que denunciaram o então técnico à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e ao Sindicato de Jogadores, apenas uma, de 16 anos, aceitou falar durante o inquérito judicial, que visava investigar a existência de crime de importunação sexual. Ela terá negado qualquer ato impróprio do treinador Miguel Afonso. Investigação não detetou indícios de crime de importunação sexual, que é punido com pena de prisão até um ano.