Treinador Miguel Afonso suspenso por 35 meses por assédio sexual

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu pela suspensão, por 35 meses, de Miguel Afonso, face às acusações de assédio sexual de jogadoras quando treinava o Rio Ave. O treinador, que esteve, já está época, ao serviço do Famalicão, do qual foi suspenso, terá ainda de pagar 5.100 euros.

Samuel Costa, ex-diretor desportivo do emblema famalicense, é punido com 18 meses de suspensão e uma multa de 3060 euros.

FC Famalicão joga em casa da AD Pastéis da Bola para a Taça de Portugal

O sorteio da terceira eliminatória da Taça de Portugal em futebol feminino decorreu esta quinta-feira e o FC Famalicão vai a Lisboa para defrontar a AD Pastéis da Bola, formação que compete na 3.ª divisão.

Na 3.ª eliminatória participam as 12 equipas da Liga BPI e as 20 formações apuradas na eliminatória anterior. Os jogos serão realizados no fim de semana de 20 de novembro.

Recorde-se que na anterior edição da Taça de Portugal, o FC Famalicão foi finalista vencido.

Famalicão: Balanço positivo do acolhimento de cidadãos ucranianos

Atualmente vivem em Famalicão 128 ucranianos refugiados da guerra. Já foram 156, mas entretanto alguns regressaram ao seu país e outros foram para concelhos onde têm família e amigos.

Cerca de meia centena de cidadãos ucranianos frequenta as aulas de Português Língua de Acolhimento; alguns estão a trabalhar, tendo procurado emprego por iniciativa própria ou por intermédio do IEFP e da Câmara Municipal de Famalicão.

Apesar de reconhecer que os primeiros tempos foram difíceis, a vereadora da Interculturalidade e Integração, Sofia Fernandes, diz que «o balanço é ótimo. Nós temos tido muitos apoios, notamos que as próprias famílias ucranianas que já cá estavam acolheram-nos muito bem», realça.

Júlia é uma cidadã ucraniana que reside em Famalicão desde março, com dois filhos, de 6 e 10 anos de idade. O marido ficou em Kiev e ela aguarda em Famalicão pelo restabelecer da paz. «Gosto muito de morar em Portugal, gosto das pessoas. Os portugueses são muito acolhedores», expressa Júlia, em língua portuguesa que aprende na escola, e através da qual já comunica muito bem.

Foram várias as famílias que receberam cidadãos ucranianos, refugiados da guerra. São essencialmente mulheres e crianças, porque os homens foram obrigados a ficar. Um dos casos é Francisca Magalhães que acolheu uma mulher de 32 anos com um filho de três anos. «Está a ser uma experiência muito boa», relata. Admite que a princípio houve necessidade de adaptação de ambas as partes porque são culturas diferentes, «mas com o tempo começamos a construir relações de amizade e afeto», confessa.

Estes dados foram avançados num colóquio esta quinta-feira, na Casa do Território, promovido pelo município de Famalicão, no âmbito da Rede Portuguesa de Cidades Interculturais de que Famalicão faz parte.

 

Famalicão: Lions agradece aos voluntários que fizeram o peditório da Liga Portuguesa Contra o Cancro

No decurso do tradicional Peditório Nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que decorreu entre os dias 28 de outubro a 1 de novembro, o Lions Clube de Vila Nova de Famalicão agradece a todos os voluntários que, «de forma altruísta e generosa» se associaram a esta ação solidária, «dedicando o seu tempo e disponibilidade».

Desde os párocos das diferentes paróquias, aos agrupamentos de escuteiros do concelho, aos Lions e Leos, e a todos os voluntários da sociedade civil que se associaram a esta causa e estiveram nos peditórios de rua, nos supermercados, nas eucaristias ou nos cemitérios, «a todos o nosso muito obrigado».

De outro modo, o Lions expressa, também, a sua gratidão a todas as empresas, lojas, farmácias, academias… que contribuíram com donativos ou acolheram os moedeiros da LPCC nos seus espaços.

À semelhança de anos transatos, o clube assinala que os famalicenses aderiram «com generosidade e disponibilidade» com donativos que serão determinantes para o trabalho da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

 

Famalicão: Faltam 40 assistentes operacionais para apoio à educação inclusiva (c/vídeo)

Jorge Paulo Oliveira sinalizou, esta quarta-feira, junto do Ministro da Educação que, por falta de resposta dos serviços do Ministério, em Vila Nova de Famalicão faltam cerca de 40 assistentes operacionais para colmatar as necessidades requeridas pelos Agrupamentos de Escolas e cuja contratação «esbarra na falta de validação superior», disse o deputado social-democrata, dirigindo-se ao ministro, esta quarta-feira, durante o debate na especialidade do OE 2023.

O famalicense deu nota que, ao longo dos últimos anos, os diretores dos vários agrupamentos têm solicitado, «de forma fundamentada», autorização para a mobilização de técnicos especializados e assistentes operacionais, «não obtendo, relativamente a estes últimos, resposta positiva do Ministério da Educação». Aliás, prosseguiu, «a resposta é sempre a mesma: só podem ser contratados, caso as existências dos agrupamentos de escolas não se encontrem acima do rácio previsto na Portaria aplicável».

Não contestando a fundamentação legal, Jorge Paulo Oliveira não deixou de defender que a aplicação «pura e simples» da mesma resulta na ausência de uma resposta condigna, «a um direito constitucionalmente consagrado, que os pais, encarregados de educação e as famílias em geral, justamente, não entendem».

Na resposta o ministro da Educação destacou que «a Portaria dos rácios para os assistentes operacionais, que foi objeto de revisão em 2017, em 2020 e em 2021, levou sempre a uma majoração dos assistentes operacionais em função das necessidades especificas dos alunos, em particular com deficiência, e de outras necessidades especificadas».

 

Famalicão: União de Sindicatos do Distrito/CGTP-IN defende manutenção da maternidade

Na próxima terça-feira, 8 de novembro, às 15 horas, a União dos Sindicatos do Distrito de Braga/CGTP-IN promove uma ação pública em defesa da maternidade de VN Famalicão. A iniciativa, em conjunto com sindicatos da área da saúde, com o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos e com o Movimento Democrático de Mulheres, terá lugar em frente ao Centro Hospitalar Médio Ave (Hospital de Famalicão) com a presença de dirigentes, delegados, ativistas sindicais, trabalhadores da saúde e utentes, e contará com a presença da Secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha.
Esta iniciativa enquadra-se na campanha da CGTP “Defender e reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) Público, Gratuito e Universal”, cujos objetivos passam, entre outros, por colocar o foco na saúde e na prevenção da doença, pela necessidade de reforçar e modernizar o SNS e por investir na saúde como condição de desenvolvimento económico e social do país.

O serviço de obstetrícia e ginecologia do Centro Hospitalar Médio Ave dá resposta à população de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Trofa, sendo reconhecido como um serviço de excelência. O espaço foi alvo de remodelações nos últimos anos «e conta com uma equipa de saúde que investiu na operacionalização de um modelo assistencial humanista e abrangente», escreve a CGTP-IN, em comunicado.

Recorde-se que a Comissão de Acompanhamento da Resposta em Urgência de Ginecologia – Obstetrícia e Bloco de Partos apresentou recentemente como sugestão o fecho das urgências de obstetrícia do hospital de VN de Famalicão. A pesar de ainda não existir uma
decisão definitiva da referida Comissão, a União dos Sindicatos de Braga e a CGTP-IN «defende uma solução que passa pela manutenção e reforço dos serviços de proximidade, pelo reforço do financiamento e pela valorização dos profissionais». Os cuidados de saúde de qualidade e acessíveis a todos «são um princípio do qual não pode ser submetido à critérios supostamente economicistas».