O CHEGA, que nas últimas eleições autárquicas conseguiu um lugar na Assembleia Municipal, deu conta do seu trabalho, cumprido que está um ano de mandato.
Em conferência de imprensa, esta sexta-feira, o líder da Concelhia, Pedro Alves, assume como estratégia «apoiar as linhas mestras da Coligação, por três ordens de razão: estamos de acordo com o programa, embora levantemos dúvidas sobre a sua execução; tem legitimidade para governar fruto da maioria esclarecedora; e a nós, enquanto partido novo, de raiz social democrática, impunha-se um tempo de aprendizagem nestas lides políticas concelhias».
Este posicionamento, segundo o líder do CHEGA de Famalicão, deu «para perceber o quanto este sistema precisa de reformulação e os famalicenses esperam que lutemos por um concelho digno, com regras, segurança, saúde, protegendo a nossa juventude e os nossos avós. Há muito para fazer em prol dos famalicenses».
O deputado João Pedro Castro sinalizou a sua presença na Assembleia «longe das intervenções opacas vindas da CDU e do PS», cujo líder da bancada, acusou, «comporta-se, muitas vezes, como um chefe de claque».
João Pedro Castro assinala, também, que as suas posições vão no sentido «de combater todo e qualquer tipo de socialismo, mais ainda a extrema esquerda. O socialismo tem um currículo horroroso, tem três bancarrotas e é estruturalmente incompetente e gera pobreza», analisa.
O deputado enunciou as suas intervenções e acompanhamento em áreas como, por exemplo, a educação, segurança e saúde. Em articulação com a comissão política, avisa, «optamos por votar, em grande parte, a favor da coligação, pelas razões já apontadas e por mais uma: a política nacional é diferente de política autárquica».
Garante que, apesar de concordarem, em futuras eleições vão sempre apresentar candidato. «Podemos concordar genericamente com o programa, mas não com a forma de o executar e com quem o executa», responde João Pedro Castro. O deputado deu ainda conta dos alertas para a pobreza envergonhada e «para a imigração sem regras de que há vários exemplos no concelho». Os receios pelo fecho da maternidade «e o facto dos famalicenses nada beneficiarem por contribuírem para que o concelho seja o terceiro mais exportador do país», foram outras notas deixadas por João Pedro Castro.




