Rui Martins, da empresa famalicense Inovafil, foi o convidado do podcast do Expresso “Na Liga dos Inovadores”, de Elisabete Miranda e Pedro Lima. Habitualmente convidam gestores, diretores e profissionais para falar do que de inovador e diferenciador está a ser feito nas empresas portuguesas.
Quando lhe perguntam pela roupa para retardar o envelhecimento da pele, Rui Martins responde que já existe, mas que haverá mais no futuro. «As substâncias ativas dos cremes podem ser passadas para os têxteis», respondeu.
Rui Martins disse que a «inovação na indústria têxtil avança a passos largos, com malhas feitas a partir de fibras de batata, de ananás, de bactérias ou de resíduos e até fios que retardam o envelhecimento da pele. Onde não se avança como se devia é na reciclagem dos resíduos têxteis».
A mistura de fibras existe e já há peças de roupa que, à semelhança dos cremes antirrugas, retardam o envelhecimento da pele, incorporando vitaminas, antioxidantes ou nutrientes provenientes de algas. O que Rui Martins entende é que é preciso um melhor aproveitamento dos desperdícios têxteis e diz que faz falta vontade política para pôr centros de investigação e universidades a trabalhar numa solução. «Não é lógico enterrarem-se toneladas de peças de algodão, uma matéria-prima rica em celulose, e plantar eucaliptos para extrair celulose», comentou.
A Inovafil, fundada em 2011, tem sede em Guimarães e, desde 2015, tem fábrica em Vale S. Cosme, que se dedica a produzir fios altamente diferenciadores, tanto para o mercado da moda como para o mercado dos têxteis técnicos. Em 2025 recebeu o prémio de Inovadora Cotec 2025.








