Tatanka: Voz da música de Portugal na Eurovisão’21 dá concerto em Famalicão

Tatanka, o vocalista dos Black Mamba, que arrecadaram o 12º lugar no Festival da Eurovisão 2021, vai estar em Famalicão, para um concerto no Parque da Devesa.

O artista é uma das atrações do anima-te. Será ele que vai fechar uma série de cerca de 80 espetáculos de música, circo e cinema.

O concerto de Tatanka está marcado para 29 de agosto e tem entrada gratuita. Os ingressos poderão ser levantados no dia do concerto, duas horas antes do espetáculo, na zona de bilheteira, a funcionar no recinto do anima-te.

 

Porto: Doente com cancro do pâncreas foi submetido a operação que o pode ter curado

Um doente com cancro do pâncreas classificado como inoperável e já encaminhado para cuidados paliativos foi “resgatado” pelo Hospital de São João, no Porto, e submetido a uma cirurgia “potencialmente curativa”, disse à Lusa o cirurgião.

“O doente irá agora ser acompanhado, mas já entrou no campo das possibilidades de cura. Quando chegou ao nosso hospital estava no campo do tratamento paliativo. Agora, está a caminho do Algarve” de onde é originário, disse Humberto Cristino, cirurgião do Centro de Referência de Cancro Hepatobilio-Pancreático do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ).

Segundo o cirurgião, “os tumores do pâncreas localmente avançados com envolvimento do tronco celíaco são muitas vezes considerados inoperáveis”.

No entanto, “actualmente e envolvendo uma abordagem multidisciplinar a cirurgia pancreática de ressecção, com a remoção completa do tumor, é o único tratamento potencialmente curativo dos tumores pancreáticos”, afirmou Humberto Cristino.

Esta intervenção, “conhecida como procedimento de Appleby, ou pancreatectomia distal com ressecção do tronco celíaca, tem sido cada vez mais realizada em centros de excelência seleccionados, como é o caso do Hospital de São João, um dos únicos em Portugal a realizá-la”, explicou o médico.

Esta técnica cirúrgica “altamente complexa” de ressecção não é nova, foi desenvolvida para casos de cancro digestivo e, posteriormente, adaptado pelos japoneses ao cancro do pâncreas.

Foi depois replicada por outros países, incluindo Portugal, e representa uma nova esperança para os doentes classificados como inoperáveis.

“O cancro do pâncreas ainda hoje é uma doença muito ingrata e não existem outras formas de tratamento, além do cirúrgico. Esta técnica que agora chegou a Portugal permite resgatar os doentes considerados inoperáveis e em quimioterapia. Deste caso em particular, sabemos que biologicamente é um tumor favorável e acreditamos que este doente ainda vai ter uns bons anos pela frente”, sublinhou.

Contudo, embora este procedimento, realizado em centros de referência, permita trazer para o campo dos curáveis doentes que já tinham sido encaminhados para paliativos, o especialista acredita que “o tratamento futuro deste tumor não será o que o mundo faz actualmente”.

“Por exemplo, a hepatite C tinha uma mortalidade muito alta e hoje é tratável em 98% dos casos. Os tumores do pâncreas há 20 anos tinham uma sobrevida de 5% e hoje têm uma sobrevida de 5%, o que significa que não é este o caminho, mas esta ainda é a única esperança”, disse.

A cirurgia ao tumor do pâncreas tem vários graus de complexidade e, de acordo com essa complexidade, nem todas as instituições hospitalares estão habilitadas a realizá-la.

É por esse motivo que este cirurgião do CHUSJ apela a que os doentes com esta patologia considerados inoperáveis sejam reencaminhados para centros de referência.

“Com esta técnica, este foi o primeiro caso, mas temos feito procedimentos em doentes que foram rejeitados noutras instituições, com bons resultados”, sustentou.

Defende, por isso, que os hospitais “não devem ser donos dos seus doentes”, devem referenciá-los às instituições que tem capacidade de oferecer o mais avançado que existe para os tratar.

“Uma segunda opinião é muito importante, se o hospital considera que o caso está encerrado e não existe mais possibilidades, o doente tem o direito de recorrer a outro especialista”, porque, “com frequência, acontece que um doente a ser tratado com paliativos acaba curado”, afirmou o cirurgião.

Dos doentes diagnosticados com cancro do pâncreas apenas 15% ou 20% são operáveis, ou seja, existe “um enorme leque de doentes que não tem hipótese cirúrgica”.

Dos não operáveis, apenas 20 a 30% dos casos vão ser submetidos a outros tratamentos, como a quimioterapia.

São estes doentes que devem procurar um centro de referência para ouvir uma segunda opinião e, eventualmente, submeterem-se ao procedimento de Appleby.

O Centro de Referência de Cancro Hepatobilio-pancreático do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ), assumindo a sua alta diferenciação e capacidade inovadora, suportada por cuidados altamente especializados, é um dos que em Portugal oferece às pessoas atingidas por esta patologia e nos casos em que é aplicável, a possibilidade de cirurgia radical potencialmente curativa.

Satélites parecidos com estrelas voltaram a ser avistados nos céus da região

A noite deste sábado ficou, uma vez mais, marcada por relatos de pessoas que avistaram pontos luminosos alinhados, que traçaram os céus em vários pontos da região.

Sabe-se agora que os pontos luminosos são satélites que, em breve, vão passar a fornecer internet.

Os equipamentos pertencem à Starlink da empresa SpaceX. Estima-se que, nos próximos anos, sejam 40 mil os satélites desta empresa que vão rodear o planeta terra.

Pandemia já matou 3.445 milhões de pessoas no mundo

A pandemia de covid-19 matou até hoje pelo menos 3.445.582 pessoas no mundo, desde o final de dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado pela agência de notícias AFP a partir de fontes oficiais.

Mais de 165.709.600 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde que foram anunciados os primeiros casos da doença, no final de 2019, na China.

Estes números são baseados em relatórios diários das autoridades de saúde de cada país até às 10:00 TMG (11:00 em Lisboa) e excluem revisões posteriores feitas por alguns organismos estatísticos e que resultariam num número bastante mais elevado de mortos.

Na sexta-feira, 12.928 novas mortes e 624.472 novos casos foram registados em todo o mundo.

Os países que registaram o maior número de novas mortes nos seus levantamentos mais recentes foram a Índia, com 4.194 novas mortes, o Brasil (2.215) e a Argentina (692).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e de casos, com 589.223 mortes para 33.085.210 casos, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais atingidos são o Brasil, com 446.309 mortes e 15.970.949 casos, a Índia, com 295.525 óbitos (26.289.290 casos), o México, com 221.256 mortes (2.392.744 casos) e o Reino Unido, com 127.710 óbitos (4.457.923 casos).

Entre os países mais atingidos, a Hungria é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 305 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida pela República Checa (280), Bósnia (278), Macedónia do Norte (253) e Bulgária (251).

A Europa totalizava, às 10:00 TMG (11:00 em Lisboa) de hoje, 1.120.468 mortes para 52.334.904 casos, enquanto a América Latina e as Caraíbas registaram 1.002.739 mortes (31.626.609 casos).

Os Estados Unidos e Canadá apresentaram 614.375 mortes (34.435.980 casos), a Ásia 439.255 mortes (34.144.610 casos) e o Médio Oriente 139.714 mortes (8.377.765 casos).

Em África, o número de mortes chegou aos 127.937 (4.742.295 casos) e na Oceânia registaram-se 1.094 mortes (47.444 casos).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, considerando o excesso de mortalidade direta e indiretamente relacionada com a covid-19, o balanço da pandemia poderá ser duas a três vezes mais elevado do que o registado oficialmente.

Por outro lado, uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos também fica por detetar, apesar da intensificação dos rastreios em muitos países.

A grande maioria dos doentes infetados com covid-19 recupera, mas em parte dos casos, numa proporção ainda por determinar com precisão, os sintomas permanecem durante semanas, às vezes meses.

Esta avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pela AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde.

Devido a correções feitas pelas autoridades ou à publicação tardia dos dados, os dados relativos à evolução a 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados na véspera.