«Nos próximos 15 dias, é preciso manter tudo, tudo como tem sido até agora»

António Costa, anunciou, esta sexta-feira, que as restrições mantêm-se por mais 15 dias e que o plano de desconfinamento será anunciado a 11 de março, sendo que as escolas serão as primeiras a abrir.

«Devemos persistir nos próximos dias para melhorar. E ainda há muito para melhorar. Percebo a ansiedade de todos em ver uma luzinha ao fundo do confinamento, mas não queria contribuir para criar qualquer tipo de ilusão. Nos próximos 15 dias, é preciso manter tudo, tudo, tudo como tem sido até agora», avisou o primeiro-ministro.

«Temos que evitar a todo o custo que tenhamos que andar para trás» e, nesse sentido, António Costa pede «muito cuidado. Não podemos correr riscos. Temos controlado bem as variantes, mas ninguém poderá garantir que daqui para o futuro não haverá novas variantes», alertou.

Famalicão: Novas oportunidades de formação na AM Lameiras

A Associação de Moradores das Lameiras dá início, nos meses de abril, maio e junho, a três novas ações de formação: interação e rotinas diárias com crianças e jovens com necessidades educativas específicas; alimentação e nutrição no ciclo da vida; e primeiros socorros.

As ações, com duração de 25 horas cada, com direito a certificado e subsídio de alimentação, decorrem duas vezes por semana em formato online.

Inscrições ou informações em amlameiras.pt.

Desconfinamento vai começar pelas escolas

Sem avançar medidas do plano de desconfinamento, que só será apresentado a 11 de março, o primeiro-ministro aceita como natural que as escolas sejam as primeiras a desconfinar.

«O Governo resistiu o mais que pôde à necessidade do encerramento das escolas, porque temos consciência do custo que tem no processo de aprendizagem das crianças. Foi mesmo a última medida que tomamos e, portanto, é natural que seja a primeira medida a anunciar, a começar o desconfinamento pelas escolas». Palavras de António Costa, na conferência de imprensa que está a decorrer após a reunião do Conselho de Ministros.

Incidência da variante britânica em Portugal é de 49 por cento

«Há uma incidência muito elevada da variante britânica em Portugal, de 49%», anuncia António Costa e «tudo recomenda que adotemos a maior prudência».

Na conferência de imprensa que está a decorrer, o primeiro-ministro avisou que, até final de março, não será alcançada a vacinação dos grupos de risco, assumindo que pode chegar a 80% das pessoas com mais de 80 ano. «Ainda estamos longe do momento em que podemos considerar os grupos de maior risco protegidos com a vacinação», considerou António Costa.

«Este não é ainda, infelizmente, o tempo de desconfinamento»

A declaração é de António Costa. O primeiro-ministro anunciou que o decreto de lei do Governo quanto à renovação do estado de emergência não sofreu qualquer alteração no Conselho de Ministros que decorreu na tarde desta sexta-feira. A decisão, avança, explica-se por duas razões: as medidas adotadas continuam a permitir os efeitos desejados e os números continuam a baixar.

O primeiro-ministro garante que «estamos muito melhor do que estávamos há uma semana, há um mês, mas continuamos muito pior do que estávamos em maio do ano passado», assinalando que há ainda um número muito elevado de internados.

Porém, assegura, as medidas «estão a produzir os resultados desejados, mas estamos ainda longe de nos compararmos à situação em que estávamos no ano passado».