Dois médicos infetados com sarampo em Guimarães

Dois médicos do Hospital Senhora da Oliveira, de Guimarães, foram infetados com sarampo. Os casos foram confirmados quarta-feira, dia em que o número de infetados passou de 76 para 78.

Os dois médicos são ortopedistas e um deles também trabalha no Hospital de Santo António, no Porto. Aquela unidade hospitalar portuense está no centro da maioria dos casos e o de Guimarães é um deles. A contaminação do outro profissional ter-se-á dado durante a laboração, já em Guimarães. Depois da confirmação de que se tratava do vírus do sarampo, foram para casa, o que é o procedimento normal nestes casos.

O hospital remete esclarecimentos para a Direção Geral de Saúde (DGS) que, por sua vez, apenas confirma a existência de dois novos casos. Esta é a primeira vez que o novo surto de sarampo atinge Guimarães, depois de, na quarta-feira, ter sido confirmado o primeiro caso em Lisboa. Na capital, trata-se de um homem oriundo do Ruanda, de 39 anos, que está internado no Hospital Santa Maria em isolamento. Esteve em várias zonas do país, entre elas o Porto.

No caso de Guimarães, o hospital já enviou dois emails a todos os trabalhadores para verificarem se estão vacinados. Também foi criada uma sala específica para vacinações, destinada aos profissionais de saúde que não tenham tomado a vacina e o desejem fazer.

Em comunicado emitido na manhã de quinta-feira, reportando-se à situação nacional do vírus do sarampo, a DGS informou que há 78 casos confirmados, dos quais 65 “estarão já curados”, 13 permanecem com a doença e 29 estão em investigação. A maioria dos casos confirmados, 85%, atinge profissionais de saúde.

O vírus do sarampo é transmitido por contacto direto com as gotículas infecciosas ou por propagação no ar quando a pessoa infetada tosse ou espirra. Os doentes são considerados contagiosos desde quatro dias antes até quatro dias depois do aparecimento da erupção cutânea. Os sintomas de sarampo aparecem geralmente entre dez a 12 dias depois da pessoa ser infetada e começam habitualmente com febre, erupção cutânea (progride da cabeça para o tronco e para as extremidades inferiores), tosse, conjuntivite e corrimento nasal.

A DGS recomenda que os cidadãos verifiquem se estão vacinados e, se necessário, optem por tomar a vacina. Quem esteve em contacto com um caso suspeito de sarampo ou tenha sintomas do vírus, deve ligar para a linha saúde 24, através do número 808242424.

Fonte: JN

Rui L. Reis recebe Prémio UNESCO de Investigação em Ciências da Vida

Rui L. Reis, diretor do Grupo 3B’s do Instituto de Investigação em Biomateriais, Biomiméticos e Biodegradáveis (I3Bs) e vice-reitor para a Investigação e Inovação da Universidade do Minho, recebe esta sexta-feira o Prémio Internacional UNESCO de Investigação em Ciências da Vida 2017, em Malabo, na Guiné Equatorial.

O cientista português vai ser distinguido com 100 mil dólares (85 mil euros) e uma estátua de um artista local.

O galardão enaltece Rui L. Reis “pelas suas contribuições excecionalmente inovadoras para o desenvolvimento de biomateriais de base natural e suas aplicações biomédicas, incluindo engenharia de tecidos, medicina regenerativa, células estaminais e sistemas inteligentes de libertação controlada de medicamentos, que têm um enorme potencial para melhorar a saúde humana”.

O prémio, um dos maiores a nível internacional na área das ciências da vida, destaca a investigação neste domínio cientifico que tenha um forte impacto internacional, sendo atribuído pela UNESCO, com o alto patrocínio do Governo da Guiné Equatorial.

Rui L. Reis torna-se o primeiro cientista europeu com este galardão, que vai na sua quarta edição. “É um grande privilégio receber este importante prémio de natureza global, é mais um estímulo para todo o grupo de investigação que tenho o prazer de liderar e aceito-o em nome de todos os que de algum modo contribuíram para ele. É também um orgulho poder ver reconhecida a investigação que se faz na Universidade do Minho e que é cada vez mais relevante em termos internacionais”, refere.

A presente edição distingue ainda o argentino Ivan Antonio Izquierdo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Brasil), por descobertas em mecanismos de processos de memória, e a Organização de Investigação Agrícola do Centro Volcani (Israel). Os vencedores tinham sido anunciados em julho de 2017 pela então diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova.

Este foi, entre outros, o terceiro grande prémio mundial que o investigador da UMinho recebeu no último ano, após o galardão “Contribuições para a Literatura Científica” da Sociedade Internacional de Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa (TERMIS) e o “Harvey Engineering Research Award” da associação “Institution of Engineering and Technology” (IET), entregue na passada semana em Londres.

Rui L. Reis é um dos cientistas do mundo com mais artigos científicos e mais citações por outros autores nas áreas dos biomateriais, engenharia de tecidos humanos e medicina regenerativa. Tem mais de 1050 trabalhos listados na base “ISI Web of Knowledge” (com cerca de 26.500 citações), 980 na “Scopus” (cerca de 29.500 citações) e 1670 na “Google Scholar” (cerca de 41.000 citações). Destes, cerca de 900 são artigos em revistas internacionais com revisores.

Dia Mundial da Saúde com rastreios e workshops gratuitos

O município de Vila Nova de Famalicão vai assinalar na próxima sexta-feira, dia 6 de abril, o Dia Mundial da Saúde, com a realização de workshops e rastreios, ao longo de todo o dia, na Praça D. Maria II.

A iniciativa, promovida pela autarquia através do pelouro da Saúde Pública, é de participação gratuita e vai decorrer entre as 09h00 e as 17h00.

Refira-se que o Dia Mundial da Saúde é assinalado anualmente no dia 7 de abril.

Esta data é celebrada desde 1950 e coincide com o aniversário da fundação da OMS, em 1948.

Famalicão é iluminado esta segunda-feira em tons de azul

O edifício dos Paços do Concelho de Vila Nova de Famalicão e a rotunda Bernardino Machado, no centro da cidade, vão iluminar-se de azul na noite do próximo dia 2 de abril, segunda-feira.

O objetivo da iniciativa é chamar a atenção da população para a problemática do Autismo e decorre no âmbito do Dia Mundial da Consciencialização do Autismo.

Em conjunto com a associação Vencer o Autismo, o município de Vila Nova de Famalicão associa-se, assim, ao movimento mundial “Light it up Blue”, fazendo brilhar uma luz sobre o autismo, chamando a atenção para o tema na saúde pública e procurando melhorar o futuro de todas as pessoas com esta problemática.

Refira-se que o dia da consciencialização e sensibilização para o Autismo procura desenvolver e aumentar o conhecimento do Autismo e a fornecer mais informação sobre a importância do diagnóstico e intervenção precoce.

O Autismo é um complexo distúrbio neurobiológico que tipicamente dura durante toda a vida de uma pessoa. Faz parte de um grupo de distúrbios conhecidos como ASD (Autism Spectrum Disorders).

Estima-se que 1 em cada 68 crianças têm diagnóstico de autismo o que não lhes permite socializar.

A associação Vencer Autismo foi fundada em novembro de 2010 por um grupo de pais qualificados, que frequentaram uma formação nos EUA que tem ajudado na recuperação de centenas de crianças.

A história da Vieira tem muito sabor

Aos 75 anos a Vieira continua a revelar sinais de vitalidade, confiança e visão de futuro. Um diagnóstico próprio de uma empresa com um ADN de permanente audácia e arrojo.

A 21 de março de 1943 é inaugurada a Confeitaria A. Vieira de Castro, em edifício adquirido em 1942 por António Vieira de Castro, junto ao Hotel Garantia, em pleno centro da cidade de Vila Nova de Famalicão, onde já se encontrava instalada a Casa Cardoso. Assim começa a história da Vieira de Castro.

O maior fabricante português de bolachas, amêndoas e rebuçados, que tem as suas unidades de produção na freguesia de Gavião, concelho de Vila Nova de Famalicão, está a comemorar 75 anos.

Para assinalar a data, a marca da antiga Vieira de Castro, fundada pelo empreendedor famalicense António Vieira de Castro, em meados do século XX, edita um livro com o resumo da sua atividade desde 1943.

Com o título “A História do Nosso Sabor”, a publicação foi lançada em ambiente de festa, num encontro que decorreu no passado dia 21 de março, à noite, na Casa da Música no Porto, na presença dos atuais e anteriores colaboradores, familiares, parceiros e amigos da Vieira, marca a que a terceira geração da família Vieira de Castro, nos últimos anos, conferiu dimensão internacional.

A Vieira investiu, nos últimos anos, 20 milhões de euros, e mantém os planos de expansão para assegurar o seu crescimento sustentado. Prevê fechar o exercício de 2018 com uma faturação próxima dos 38 milhões de euros.

“Diferenciando-se pelo seu saber-fazer de 75 anos de experiência na produção, comercialização e distribuição de produtos de confeitaria, e pelo seu enraizamento no ‘coração do Minho’ – no Norte de Portugal – e nas suas tradições, a Vieira de Castro ganha, desde a sua origem, uma identidade singular que se afirmará, ao longo da sua trajetória, pela qualidade dos seus produtos e serviços.’ Excerto da obra “A História do Nosso Sabor 1943 – 2018”.

Investigadora da UMinho contribui para a compreensão do autismo

Uma investigadora da Universidade do Minho está a estudar se o autismo é influenciado por alterações na parte sensorial do cérebro, impedindo a interação social e com o ambiente.

O objetivo é perceber os circuitos neuronais por detrás dos comportamentos associados a este distúrbio, que afeta 70 milhões de pessoas no mundo e uma em cada mil crianças em Portugal.

Esta segunda-feira, 2 de abril, assinala-se o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo.

A cientista vai avaliar o registo cerebral de ratinhos modelo de autismo, nomeadamente na zona do córtex sensorial, que está ligada aos estímulos auditivos, visuais e táteis, permitindo a perceção do mundo. “Queremos perceber porque é que as pessoas com esta perturbação veem o mundo de forma diferente. A origem do autismo ainda não é conhecida, mas terá várias causas associadas”, explica Patrícia Monteiro, que trabalha no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da UMinho, em Braga. Tem-se dedicado ao tema há vários anos, incluindo o doutoramento no MIT (Instituto de Tecnologia do Massachusetts), nos EUA, e já publicou em revistas ímpares como a “Science”, “Nature” ou “Neuron”.

Por exemplo, descobriu que é possível reverter alguns comportamentos ligados ao autismo na idade adulta, como o défice de interação social e os movimentos repetitivos. Para aí chegar, identificou uma associação entre o espectro do autismo e o gene Shank3. Este gene liberta uma proteína com o mesmo nome, que facilita a comunicação entre neurónios. Quando o Shank3 sofre mutações, dificulta essa comunicação, provocando alterações do comportamento. Há 1% de autistas que nascem com esse gene “adormecido”. Patrícia Monteiro demonstrou que se pode “ligar” e “desligar” a proteína em ratinhos com esta mutação, corrigindo o gene. Mais: se a correção do gene for feita em tenra idade, pode-se também reverter a ansiedade e a coordenação motora. Ou seja, quando mais cedo for a deteção, mais características sociais, comportamentais e comunicacionais se pode recuperar.

“Ao entendermos os mecanismos de ação do Shank3 e identificarmos as redes de neurónios afetadas, poderemos corrigir as alterações provocadas, mesmo sem sabermos a origem biológica do autismo. E, a partir daqui, vamos poder igualmente intervir noutros casos de autismo”, diz Patrícia Monteiro, para vincar: “Embora estas experiências não tenham para já aplicação direta nos humanos, ajudam-nos a compreender o conjunto de alterações biológicas potencialmente subjacentes às perturbações do espectro do autismo, em que vários aspetos do desenvolvimento da criança são afetados e permanecem na vida adulta”.

Patrícia Monteiro tem 33 anos e já recebeu bolsas de investigação da Organização Europeia de Biologia Molecular, do Centro de Neurociências e Biologia Celular, da Fundação para a Ciência e Tecnologia e do Programa Erasmus. É a primeira cientista radicada em Portugal com a “Society in Science – The Branco Weiss Fellowship”, uma das bolsas de pós-doutoramento mais prestigiadas no mundo, sendo atribuída pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça. É com esta bolsa que está também no ICVS a estudar, até 2021, de que forma o stress crónico conduz a doenças como a depressão e a ansiedade.