Portugal vai ser obrigado a criar campos de refugiados para responder a um eventual fluxo inesperado de migrantes, à semelhança do que já acontece na Grécia ou em Itália. A responsabilidade ficará a cargo da nova Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP.
Em entrevista à TSF, João Ribeiro, diretor nacional-adjunto da unidade, explicou que o país terá de ter “capacidade de montar rapidamente um campo” em caso de pressão nas fronteiras, garantindo condições mínimas de segurança, apoio médico e alimentar.
Atualmente, a capacidade instalada não ultrapassa 90 pessoas, mas o objetivo é chegar a 300 lugares em centros no Porto e em Lisboa, além de ter condições para mais 300 em campos temporários. “É um projeto financiado pelo PRR e terá de estar concluído até agosto de 2026”, afirmou o responsável.
Os novos campos vão seguir modelos já usados pelas Nações Unidas, baseados em contentores móveis com alojamento, instalações sanitárias e apoio médico. João Ribeiro admitiu que Portugal poderá ter de recorrer a esta solução, embora tenha sublinhado que espera não ser necessário.









